sexta-feira, 21 de novembro de 2014

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Preço dos e-books



Viva,

Como sabem aderi há pouco tempo à leitura digital e o que me deixa um pouco confuso é o preço com que são vendidos os e-books. Como é possível um e-book ter praticamente o mesmo preço que um livro físico ?

Se considerarmos que o principal de um livro é o seu texto, algo que nos é fornecido em ambos os formatos, e se ao mesmo tempo considerarmos que no livro digital não são apresentadas despesas de impressão, armazenamento e transporte, sinceramente leva-me a crer que existem aqui alguns interesses por detrás para que tal aconteça.

Não conhecendo muito bem todos os envolvidos no "negócio" dos e-books, penso que relativamente ao livro digital apenas são intervenientes o escritor, a editora e uma plataforma de venda on-line, tipo uma Amazon. Assim sendo, não faz nenhum sentido esta diferença de preços, isto no meu entender claro.

Espero, ao menos, que o escritor tenha uma fatia maior na parte que lhe toca, pois no formato físico é dos que menos ganha no preço final do livro.

Parece-me que o valor correto para um e-book devia ser cerca de 5€, que acham ? Será razoável ?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Forum Fantástico 2014

Mais uma edição do Forum Fantástico. Apenas tive oportunidade de marcar presença no sábado, mas foi uma tarde muito bem passada, repleta de acontecimentos, entre rever amigos, conhecer novas pessoas, compra de livros (nunca falha a ida à SDE, este ano trouxe, por sugestão do Tio Barreiros, Força de Mercado de Richard Morgan), mas acima de tudo o convívio, sem duvida o melhor que se trás do Forum Fantástico.

A todos obrigado pela companhia, para o próximo ano há mais :)




Momento raro, o Luís Filipe Silva a assinar um livro seu. Marco Lopes obrigado pela oportunidade :)




João Barreiros a assinar o meu exemplar de "A Invasão dos Marcianos"...obrigado pela oferta de "A Bondade dos Estranhos" ;)



Nuno Ferreira concentrado a assinar o meu exemplar de "Espada que Sangra" :)




Entre amigos, São Bernardes (Caminhante), Carla Pisco, Manuel Alves, João Barreiros e mais atrás Nuno Ferreira.



Carla Pisco entre dois amigos e talentosos "Contadores de Histórias", Caminhante e Rui Ramos :)



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Se Acordar Antes de Morrer - João Barreiros



Opinião:

Desengane-se quem está à espera de entretenimento fácil: o João Barreiros (JB)autor tem uma vincadíssima personalidade, não tem “papas na língua”, não tem receio de mostrar a violência, de horrorizar e de chocar. Às vezes roça o absurdo, outras toca o inimaginável, às vezes arrepiamo-nos de medo, muitas vezes surpreende-nos e ficamos chocados. Mexe connosco, abala as nossas crenças, e adoramos, ou odiamos, mas não conseguimos ficar indiferentes. O seu humor é habitualmente classificado como negro, mas é mais do que isso: é implacável, politicamente incorreto, por vezes até cruel ... ah, mas que bem que sabe, de vez em quando, ler alguma coisa assim! É este sentimento que me leva a afirmar que com os livros do Barreiros descobri o meu “lado negro da Força”: perante cenas que o bom senso e a moralidade me diziam serem horríveis, eu ficava deliciada, achava-as fantásticas, às vezes até hilariantes, mesmo que, volta e meia, ficasse de “queixo caído” com o choque.

É que tanto a aparente banalidade com que o autor expõe o horror, bem como o embelezamento com que às vezes brinda as descrições mais terríveis, fazem com que nos deliciemos perante os detalhes mais sombrios e as descrições mais gráficas. Não o nego: neste livro, os mundos do futuro são mundos violentos, onde grassam a destruição e a miséria, onde não há lugar para celebrações de heroísmo ou para lamechices. Estes mundos são assustadores, alienígenas, ou apocalíticos, mas, independentemente da sua natureza, o humor do autor não nos deixa ficar deprimidos.

Houve apenas um fator que me refreou a leitura: os conceitos tecno-futuristas muito próprios que pululam no universo Barreiros e que, ao abundar em alguns dos contos, me fizeram suspirar por um glossário, estilo dicionário Barreirês – Português! Porém, à medida que avançava, foi-se tornando mais fácil, até porque alguns conceitos começaram, ao longo do livro, a ser recorrentes. Surpreendentemente, acabei por sentir que afinal o glossário talvez não fosse assim tão boa ideia - o facto de não perceber tudo acabou por conferir aquele universo uma aura de mistério, que me fez imaginar e especular ainda mais, e isso trouxe uma certa “piada” acrescida. Afinal, o futuro é 
desconhecido.

Por tudo o que já mencionei, estaria a mentir se dissesse que recomendo este livro, ou o João Barreiros a toda a gente. Mas penso que todos os amantes de outros mundos deviam, pelo menos, experimentar, até porque, passada a estranheza inicial, acabamos por ser devidamente recompensados. Quando tudo parece terrível, lá nos perdemos nos ambientes sugestivos, somos envolvidos, e sentimos empatia pelas personagens, por muitas falhas e defeitos que eles tenham - e sejam elas humanas, animais, ou, espante-se, robôs ou seres alienígenas! E depois, está sempre connosco a possibilidade de muitos livros de FC: perante a interrogação do futuro e tendo em conta, quer a nossa evolução até agora, quer o desconhecido futuro, desfila perante nós toda uma série de possibilidades, nem todas assim tão impossíveis. Além disso, uma das características que, para mim, o João Barreiros tem de melhor é que não consigo compará-lo a nenhum outro autor que já tenha lido. Não encaixa facilmente em nenhuma das minhas “gavetas”, e isso é algo que, para mim, é fantástico!

Entretanto, dos quinze contos apresentados, há algumas “pérolas” para todos os gostos:

» Brinca comigo: como explica Barreiros na nota introdutória, este é um (...) universo onde a humanidade partiu para outras paragens”, e onde os “os brinquedos hão-de vaguear até que se estraguem de vez, num vago e terno desespero, em busca de um dono que nunca mais voltará” (JB na nota introdutória). Uma ideia destas é, desde logo, irresistível, e o conto está muito bem conseguido. Os brinquedos desconjuntados, na sua solidão e confusão, despertam de imediato a nossa empatia, mantendo-nos envolvidos até ao fim. É um dos meus grandes favoritos, logo a abrir a coletânea. 

» Efemérides: a ideia é do melhor – publicado para “celebrar os 30 anos da chegada do Homem à Lua”, e o autor constrói uma realidade alternativa com o seu “toque”, ou seja, “sobre o que teria sido a colonização do nosso satélite com a tecnologia disponível nos anos sessenta”. Tive pena de ser tão curto, mas é um excelente conto, com uma conclusão pouco convencional(para quem não conhece o JB).
» Noite de Paz: Comecei por me sentir obviamente chocada com a atitude de Grinch do senhor Barreiros perante a época natalícia (omo é que se pode ter coragem de atacar uma coisa tão linda e tão fofa como o Pai-Natal?). Mas com toda aquela ação, em breve comecei a sentir um certo prazer perverso, admito em, como diz o autor, “(...)à guisa de celebração, pôr um ponto final na rotunda figura do Pai-Natal (...)”. Ai, ai, o Natal nunca mais será o mesmo! 

» ASíndroma de Abraão:  Uma “(..) nova história alternativa sobre a chegada do Homem à Lua”. Apesar de alguma dificuldade inicial em contextualizar-me, fui-me envolvendo, e as peças começaram a encaixar, com uma série de possibilidades a cruzarem-me o pensamento. Baseada na crença, patente na nota introdutória, de que “(...) as Civilizações alienígenas do Centro da Galáxia (se é que existe de facto vida inteligente além da nossa) vivem num estado de guerra permanente (...)” e que “Nada é dado de graça neste universo (...)”, este é um conto muito marcante e difícil de se esquecer. 

» Por amor à prole: Mais uma história “filosófica”, e um bom entretenimento, com uma ideia prometedora. Se fosse um filme, o cartaz rezaria qualquer coisa como isto: “Num mundo destruído, uma mulher grávida sobrevive sozinha numa quinta hostil, rodeada de criaturas mutantes!” Um must! Mantendo o suspense até ao fim, e com um desfecho que não se esquece, fez com que eu nunca mais coma morangos da mesma maneira!

» Por detrás da Luz: Um conto revisitado para uma antologia inspirada em H. P. Lovecraft, também não tem um início fácil. No entanto, à medida que as pontas do véu foram sendo levantas e as peças do puzzle, começaram, finalmente, a encaixar, comecei a sentir-me dentro daquela Lisboa virada de pernas para o ar, até ao triunfo do horror, em jeito de celebração. À Lovecraft, mesmo. 

» Se acordar antes de morrer: Comecei por torcer o nariz à ideia: não só estou ligeiramente farta de zombies como, para ajudar à festa, JB misturava zombies com robôs!!! Mas a leitura provou que o meu medo era totalmente injustificado, achei o conto excelente!. Surpreendente e com um bom ritmo, além do bónus de ser mais um "pontapé” no traseiro fofinho do Pai Natal, é um dos meus grandes favoritos.

» Um homem e o seu gato ou O Céu dos gatos é o inferno dos pardais: Excelente! 
Adorei tudo: o contexto, o ambiente criado, as personagens felinas - o Senhor Luvas e a Miss Decibel são top! A imagem da gatinha pistoleira não me saiu da cabeça por muito tempo! Adorei a forma como o tema e o contexto podem servir de ponto de partida a tantas considerações sobre o futuro (e sobre o presente!). Leituras mais sérias à parte, o conto tem também entretenimento garantido para quem não quer pensar em significados mais profundos, o que faz dele, na minha opinião, um dos melhores da coletânea.


Antes de comprar este livro, procurei comentários online, e um dos desapontamentos mais mencionados é pelo facto de quase todos os contos já terem sido previamente publicados em coletâneas ou revistas do género. Como eu não conhecia nenhum deles, esta apresentação faz todo o sentido, e é uma mais-valia o facto de as histórias, pelos universos que se cruzam, pelas referências comuns, pelo estilo único de vocabulário que se vai repetindo, acabarem por se interligar todas.

É um livro para se ir saboreando aos poucos, que, a meu ver, só peca por uma coisa: tem poucos contos! Quero MAIS! E sem ter de os procurar, espalhados como estão por aí. Quero a “papinha” toda feita, ou seja mais um livro do JB com TODOS os outros contos já publicados e que eu não conheço!!!

Comentário feito pela minha amiga STARK Paula Pinto

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Opinião - Os Extremos de Christopher Priest


As vezes acontecem coincidências agradáveis e à uns dias quando ainda não tinha (conseguido) escolher uma nova leitura o meu amigo Fiacha disse que tinha começado a ler "Os Extremos" do Christopher Priest. Este livro foi me recomendado por um camarada da net que dá pelo nome de Ubik, ao qual mando daqui o meu agradecimento quer pela sugestão quer por tido o trabalho de me fazer chegar o livro às mãos, e que também já tinha feito o mesmo ao amigo Corvo.  Portanto achei engraçado fazer uma espécie de leitura conjunta como o Fiacha: um livro duas opiniões e bem o amigo Corvo já deu a sua (podem ler aqui a sua opinião) agora é a minha vez.

Este livro foi uma surpresa total. Para começar quando o comecei a ler não fui ler a sinopse, algo que só aconteceu depois de ler o primeiro capitulo, mas a verdade é que a sinopse não diz o que verdadeiramente o livro é, alias tende a ser algo redutora e a criar falsas expectativas ou eu é que as criei e acabei por sentir isso ao longo da minha leitura portanto o meu conselho é fujam dela como o diabo da cruz.

Este não é um livro que irá ser apreciado por uma boa parte dos leitores, é que este livro é de  uma complexidade elevada, mas não parece. Esconde-se por detrás de uma simples história de uma mulher à procura do significada da morte do seu marido, morto numa pequena cidade do Texas num massacres inexplicável e da estranha coincidência de ao mesmo tempo ter acontecido um massacre no outro lado do oceano, numa pequena cidade Inglesa, com contornos similares.

Acresce a isso o facto de existir uma tecnologia "à lá" Matrix onde as pessoas podem entrar em mundo virtuais e vivenciar as vidas e situações de outras pessoas, verdadeiras ou inventadas. Fez-me alguma confusão que o autor não explicasse de onde tinha aparecido esta tecnologia ou não tivesse explorado as implicações que ela teria na sociedade, mas apercebi-me que era "apenas" uma maneira de ele contar a história.

O final não será, também, do agrado da maioria dos leitores, demasiadas pontas soltas (digo eu) e quase parece faltar algumas paginas para encerrar devidamente, pelo menos foi essa a sensação com que fiquei, mas quanto mais penso no livro no seu todo mais sentido ele (me) faz e bem sei o quão paradoxal isto parece, mas é a verdade.

Ainda agora estou a descobrir os muitos "segredos" deste livro, mas muitos leitores irão simplesmente ficar pelas impressões superficiais que o livro transmite. Digo isto não por qualquer sentido se superioridade, estou bem consciente do quão perto estive de tal me acontecer também, pois ao longo da leitura nem sempre fui capaz de ver para onde o seu autor seguia e existe uma boa razão para isso. Muitas vezes dei por mim a pensar "Mas o que é isto tem a haver com a historia?", mas a verdade é que chegados ao fim do livro tudo fará sentido.

Termino com mais um paradoxal conselho: leiam este livro, mas apenas se estiverem preparados para abdicar da habitual lógica que seguem quando lêem um livro, porque ela só vos irá atrapalhar e impedir que desfrutem da historia. E claro para o ler pelo menos mais uma vez.


Titulo - Os Extremos
Autor - Christopher Priest
Editora - Planeta
Tradução - Nuno Romano

Opinião publicada originalmente no blog O Senhor Luvas

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Herança de Kiana de Paula Cunha



Sinopse:

Um estranho sonho leva Kiana a questionar-se sobre o poderá existir no mundo para além da sua terra natal.Após um acontecimento trágico que muda a sua vida, Kiana é obrigada a deixar Allana com o velho sábio, Gobi. Seguem em direção ao desconhecido e encontram criaturas inimagináveis e lugares inesquecíveis. Elfos, humanos, e criaturas desconhecidas como os Pikron e os Dragaras ajudam Kiana a descobrir aquilo de que é capaz.
Percorre o mundo em busca da justiça que a sua herança lhe concebeu e que o destino roubou. Mas a sua tarefa torna-se difícil quando é traída pela pessoa que menos esperava.
Lutando contra todas as hipóteses, com a ajuda dos seus fiéis amigos Gobi, o misterioso elfo Elthos e a sua família, Kiana questiona-se se será capaz de salvar o mundo. Ou se todos cairão às mãos de Dazorg e dos terríveis Vordon...

Opinião:

Compreendo que a escritora tenha escrito o livro com toda a dedicação, empenho e acreditando no seu valor, submeteu o seu trabalho a várias Editoras e mediante determinadas condições (acredito que tenha sido isto que se tenha passado) o livro foi aceite e publicado.

Sim sejamos claros a Chiado Editora publica os livros mediante pagamento, nada contra é um serviço, mas não deixo de achar uma certa piada quando vejo os escritores a agradecer por terem acreditado neles.

Mas será isso sinonimo de qualidade ? Acredito que poderá eventualmente ser um livro que quanto muito satisfaça jovens até aos 10 anos no máximo, é que se formos a ver bem, hoje jovens com 13 a 14 anos já gostam de ler Tolkien, George Martin entre muitos outros. E a fantasia deve ser dos géneros que mais puxam à imaginação, vale (quase) tudo.

Na verdade até existem livros para jovens que tem muita qualidade, Mundos Paralelos do Pullman, Jogos da Fome, Harry Potter são alguns dos exemplos disso mesmo.

Quanto ao livro, temos uma jovem que vive feliz numa aldeia, é avisada por um sonho que tem que sair dali, de um momento para o outro os seus pais adoptivos morrem ( ela chora por se sentir culpada da morte deles), vai ao encontro dos seus pais verdadeiros e descobre que é uma princesa Elfa. Por outro lado temos um vilão que vive numa cidade onde nada nasce e treina o seu exercito...bem o resto já estão a ver o que irá suceder....

Mesmo não havendo muito originalidade até podia haver situações que nos cativassem, por exemplos as personagens, a escrita, mas nada me conseguiu cativar, a personagem principal constantemente a chorar, as vezes que eu li "amo-te", enfim não consigo, por muito que me custe escrever isto, tirar algo que me tenha agradado, gosto da capa pronto, é pena pois considero a escritora muito simpática e só lhe desejo a maior sorte.

Nota-se claramente a falta de trabalho de um Editor, ao menos um mapa, vários erros ortográficos que desconcentram quem está a ler. Nada como arranjar uns leitores beta antes de avançar com a publicação dos livros, acredito que seja útil.

sábado, 8 de novembro de 2014

Revista nº 3 do Baú do Cantinho do Corvo Fiacha


Como o tempo passa e já vamos na 3 revista de O Baú do Cantinho do Corvo Fiacha e acreditem ou não, pouco sei do seu conteudo, neste caso apenas sabia que seria publicado mais um POV da Arya que já tive o prazer de ler.

Ainda não li tudo mas modo geral só posso estar *orgulhoso* do trabalho e carinho que aqui patente, fico contente de ver membros do grupo a participaram ativamente como foi o caso do Marco e o caso da Maria Rita, execelente.

Não posso deixar de agradecer a quem está por trás da revista, sabem quem são e que vos posso dizer ? A serio obrigado pelo vosso constante demostração de amizade :)

Quanto ao Forum Fantástico, nem sabem o que me chateia este secretismo todo em torno do programa mas cá estou eu novamente a divulga-lo, lá estaremos juntos e terei muito prazer em conhecer pessoalmente quer o Manuel Alves, quer o Nuno Ferreira (não estás esquecido por quem organiza esta revista).

Já agora e para vos deixar ainda mais curiosos com o talento do Manuel Alves aqui deixo algo desenhado pelo próprio, espero que gostem :)

Podem ler a Revista aqui