quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Letras Escarlates - 1º volume serie os "Outros" de Anne Bishop




Sinopse

Letras Escarlates não é só o melhor livro de fantasia urbana do ano, é provavelmente um dos melhores de sempre. 


Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 

Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.

O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?


Críticas
"Letras Escarlates não é só o melhor livro de fantasia urbana do ano, é provavelmente um dos melhores de sempre."
–All Things Urban Fantasy


Opinião:

Tinha curiosidade em voltar a ler livros da Anne Bishop pois gostei bastante da trilogia “Jóias Negras” e se é verdade que o enredo apresentado não é tão complexo, sem dúvida que a escritora é uma excelente criadora de universos. 

Neste primeiro volume acabamos por ser enquadrados no seu novo mundo, são-nos apresentadas as personagens principais do enredo e, no fundo, funciona como uma introdução para o que ai vem. Como já referi não sendo um universo tão complexo proporciona uma leitura interessante e que seguramente agradará bastante aos admiradores da escritora. 

Não quero estar a comentar muito mais para não fazer nenhum spoiler. Mas resumidamente é um livro que apresenta personagens bem interessantes, em especial Tess que é, sem dúvida, um excelente mistério e acredito que Meg ainda será muito bem explorada nos livros seguintes. 

Uma leitura mais para um público juvenil, mas que se proporciona agradável para outros leitores, espero ainda mais violência nos livros seguintes que acredito tornará a leitura desta saga bem mais "envolvente". 

Pode não ser já de imediato, mas vou regressar em breve a este universo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Jardins da Lua" de Steven Erikson




Sinopse:



O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica 


Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen.
Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda…
Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.


Opinião:

Seguramente o melhor livro que li este ano, mais a mais escrito no género literário que mais gosto, a fantasia, e estamos apenas no inicio de uma obra que tem dez livros publicados, estamos a ver apenas uma pequena parte do que ainda está para vir e o que nos foi apresentado já é muito bom.

Só posso dar os meus mais sinceros parabéns pela coragem de publicar esta obra gigantesca. Já li muitas obras publicadas na SDE mas este escritor está seguramente no topo das minhas preferências com George Martin, Scott Lynch e Robin Hobb por exemplo.

Tem tudo o que gosto de ler, uma escrita de tirar o fôlego e que nos envolve de forma a que ficamos viciados, um enredo muito bem desenvolvido e que se percebe ainda tem muito por ser explorado e personagens, sejam elas principais ou secundárias, muito bem desenvolvidas.

Muitas vezes sou crítico aos elementos de fantasia apresentados nos livros, pois tiram um pouco de veracidade à história ou acabam por ser mal aplicados, não acrescentando mais valias ao enredo, mas aqui a fantasia é muito bem explorada e apresentada, de forma muito criativa. Foi sem duvida um dos trunfos, como por exemplo o sistema de magia existente e nunca pensei gostar de um livro onde deuses interferem no decorrer da ação, gostei.

Não vou estar a desenvolver muito mais até porque se trata do primeiro volume e haverá tempo para aprofundar mais mas sem duvida que é uma saga que recomendo a todos sem reservas, em especial aos amantes de fantasia, só desejo que faça muito sucesso e que os livros seguintes não demorem a ser publicados.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Os Hóspedes de Sarah Waters



  
1922. Londres vive dias de tensão.


Numa casa de gente bem-nascida, no sul da cidade, cujos habitantes ainda não recuperaram das perdas devastadoras da Primeira Guerra Mundial, a vida está prestes a modificar-se.
A senhora Wray, e a sua filha Frances – uma mulher com um passado interessante a caminho de se tornar uma solteirona – vêem-se obrigadas a alugar quartos. 

A chegada de Lilian e Leonard Barber, um jovem casal da «classe média», traz uma série de perturbações: a música do gramofone, o colorido, o divertimento. As portas abertas permitem a Frances conhecer os hábitos dos recém-chegados. 

À medida que ela e Lilian são empurradas para uma amizade inesperada, as lealdades começam a mudar. Confessam-se segredos e admitem-se desejos perigosos; a mais vulgar das vidas pode explodir de paixão e drama.

A autora de Afinidade e Falsas Aparências, entre outros, surpreende-nos, uma vez mais, com esta história de amor que é também a história de um crime.

Esta é Sarah Waters no seu melhor: tensão permanente, ternura verdadeira, personagens autênticos e surpresas constantes.


LIVRO DO ANO – Sunday Times


Opinião:

Mais uma agradável descoberta no catalogo de escritores da Editora Bizâncio, foi o primeiro livro que li da escritora e gostei muito, pois é uma leitura repleta de tensão e à medida que vamos avançando, descobrindo mistérios, revelações que vão acontecendo que nos acabam por surpreender, ficando cada vez mais presos.

Gostei muito da forma como o enredo foi desenvolvido, com um ritmo lento mas que nos ajudam a compreender melhor as personagens, mas que aumenta com o avançar do livro havendo um momento marcante que faz com que o livro mude totalmente deixando-nos completamente suspensos com o desenvolvimento que a trama irá ter.

Resumindo um livro bem escrito, com um excelente enredo, personagens que nos cativam e bem exploradas, acabando por nos fazer sofrer pelo que lhes irá acontecer existindo um constante suspense em saber qual o seu destino.

Um romance que não se fica indiferente, mais que recomendado e que vale bem a pena ler, não tenham duvidas que o dinheiro investido será bem aplicado.

Seguramente que irei ler mais livros desta escritora, fiquei fã e claro permitiu-me variar as minhas leituras mais uma vez.


domingo, 6 de novembro de 2016

Opinião - As Primeiras Quinze Vidas de Harry August de Claire North


Quando o meu bom amigo Fiacha disse que iria ler "As Primeiras Quinze Vidas de Harry August" da escritora Claire North eu achei que era a desculpa perfeita (e sim às vezes precisamos de uma boa desculpa) para também eu ler e assim darmos (quase ao mesmo tempo) a opinião sobre o mesmo livro.


"As Primeiras Quinze Vidas de Harry August" da escritora Claire North é um daqueles livros deliciosamente estranhos O título diz ao que vem e não é uma metáfora qualquer sobre uma vida parecer muitas, não, aqui vamos mesmo conhecer um tipo que vive (pelo menos) quinze vidas e o seu nome é August, Harry August (não consegui evitar a piada e além disso numa das suas vidas ele foi um agente secreto, portanto estava mesmo a pedi-las). O Harry faz parte de uma raça (acho que podemos pensar assim) de pessoas, os Kalachakras ou Ouroborianos, que quando morrem renascem novamente para a mesma vida, mas com as memórias das suas vidas anteriores intactas. O conceito não é propriamente novo, mas a maneira como a Claire North (um do pseudónimos de Catherine Webb) trata o assunto é realmente de louvar.
A narrativa é feita na primeira pessoa pela voz do Harry August e é ele que nos vai guiar pelos prazeres e dissabores, porque isto de viver muitas vidas não é só pontos positivos em especial para quem nasceu em mil novecentos e dezanove (como o galo), de quem retorna ao ponto de partida de cada vez que morre. Só isto seria só por si suficiente para termos um livro interessante, mas a sua autora vai um passo mais longe e junta um vilão ou será um antagonista, ou outro adjectivo que me falta? O facto de não ter a certeza (muito longe disso) de qual o melhor termo para descrevo-lo já diz muito sobre a complexidade da história o que eleva este livro a um patamar ainda maior. Só para vos dar uma ideia desta complexidade quando começam a ler o livro não dão por isso. Confusos? Pois eu também fiquei. Percebo agora, mas foi preciso ter chegado ao fim, mesmo ao fim, do livro para perceber. É Ouroboros a serpente que morde a própria cauda (sim sim, aqui o menino saber consultar a Wikipedia).

Como podem já ter lido na contra capa ou no site da Saída de Emergência tudo começa "aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se". Pessoalmente acho que este evento é mais um catalisador do que o começo, mas também não vou ser picuinhas. Ora isto só poder estar a acontecer porque um Kalachakra se está a portar muito mal e anda a alterar o normal desenvolvimento da história e como vamos descobrir existem precedentes do quanto isto pode ser perigoso. Não vou e nem quero estar aqui a estragar-vos a história revelando alguns dos pontos de interesse da mesma. Será suficiente dizer que esta foi uma leitura que me deu muito gosto. Tanto assim foi que para mais rapidamente avançar (e também para vencer o Fiacha...) li em português (e em formato fisico) em casa, e fora de casa em inglês em formato digital no telemóvel, aproveitando assim todos os momentos possíveis. 


Para não dizerem que só disse bem do livro aqui fica uma "coisa" que eu acho que irá "afastar" alguns leitores: as divagações de Harry August. A narrativa não é exactamente linear, bem mais ou menos. Começamos no ponto A e terminamos no ponto Z, mas para lá chegar andamos um bocadinho aos saltos, ao sabor das marés da memória do Harry. Tudo fará sentido, mas sabendo que muitos leitores não gostam deste tipo de "artimanhas" narrativas deixo já o aviso. Apesar de pessoalmente gostar deste tipo de "truque" narrativo, achei que existiram momentos em que eles não eram necessários. Apesar de enriquecerem a história, no seu todo travam o embalo da narrativa, como se fossemos num carro que alterna a aceleração com travagem bruscas para irmos devagar (esta analogia não me saiu bem, mas vocês perceberam).


E agora um pequeno apontamento sobre as edições. Ao contrário da edição "oficial"  da Saída de Emergência e que é a edição do Fiacha (e da qual podem ver a capa logo no topo deste texto) a minha edição foi integrada na colecção Admiráveis Mundos da Ficção Científica fruto de uma parceria entre a SdE e o jornal Público e que foi publicada em Abril deste ano, e aquando da saida, este livro era o único inédito da colecção. Para além de uma capa diferente esta edição conta ainda com um magnifico prefácio da Inês Botelho e um posfácio do Nuno Galopim que, a julgar pelo excerto no site da Saída de Emergência, também está presente na edição "oficial" o que é uma mais valia.

Em jeito de conclusão este é um extraordinário livro e que merece sem sombra de dúvida a vossa atenção e tem o selo de aprovação do João Barreiros. Dúvidas? Não há nem pode haver.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Brandon Sanderson em Portugal



Mais uma grande iniciativa da Editora SDE ao trazer a Portugal o autor da serie Mistorbn - Nascidos das Brumas, uma serie que gostei bastante e que recomendo.

Espero que corra tudo bem e que seja um sinal que a editora possa publicar mais livros do escritor.

domingo, 16 de outubro de 2016

"Os Venenos da Coroa" de Maurice Druon


Sinopse:

Apenas alguns meses depois da morte de Filipe, o Belo, os conflitos, as intrigas, os ódios e a luta pelo poder ameaçam submergir a França numa instabilidade devastadora. O legado de 3 décadas de eficácia administrativa, económica e política escapou-se como água por entre as mãos de Luís X, que permitiu que a confrontação entre ministros burgueses e nobres conservadores se saldasse pela perda do domínio das províncias.

Estava-se no verão de 1315. De acordo com o cognome por que é conhecido na corte, Luís, o Teimoso, começou a regência com a obsessão de se livrar da mulher, Margarida de Borgonha, e de sentar a seu lado uma nova rainha. Com Margarida assassinada e a bela princesa Clemência, da casa de Anjou-Sicília a caminho, vinda de Nápoles, para se tornar rainha de França, Luís X parece preparado para assumir a responsabilidade pelo seu reinado.

No entanto, num alarde de grandeza, próprio de quem tem o poder, mas não a capacidade de o conservar, o rei envolve-se numa guerra absurda contra o conde da Flandres, enquanto o seu povo morre de fome.

No Mediterrâneo, as tormentas mergulham os pensamentos da futura rainha Clemência nos mais negros presságios. O veneno volta a correr nas veias de França, e nada parece poder evitar que venha a ameaçar a Coroa.

Descubra Os Venenos da Coroa, o segundo volume da a saga de Os Reis Malditos que inspirou os livros de George R. R. Martin, autor de A Guerra dos Tronos.

Opinião:
Que grande leitura! Sério candidato a livro do ano. Sinceramente mais parecia que estava no universo de Westeros tal a semelhança na escrita e nos enredos criados por George Martin, apenas faltaram os elementos fantásticos e mesmo assim até se encontram aqui situações muito bem introduzidas como a previsão de que determinadas personagens vão morrer.

O livro está muito completo, com personagens muito cativantes, misteriosas e bem desenvolvidas. A escrita é fantástica, quem conhece o estilo de escrita de George Martin percebe o que quero dizer. Quanto ao enredo está repleto de guerras pelo poder, conspirações, escândalos, traições, reviravoltas, mas tudo escrito de uma forma que nos faz suspirar por saber mais a cada página que vai sendo lida. Se tudo isto é verdade, por outro lado, acabamos por perceber bem o que está em jogo pois o escritor vai fornecendo informações sem nunca tornar a leitura descritiva.

O livro foi muito bem encerrado, fecha-se um ciclo e abrem-se novas perspetivas, ficando o leitor com muita curiosidade por saber que rumo o escritor tomará, deixando em aberto vários caminhos e com a curiosidade de saber que papel terão ainda os Templários, os banqueiros Napolitanos, quem será o eleito para governar a coroa? Tenho mesmo que ficar por aqui para não efetuar nenhum spoiler.

Que os livros seguintes sejam publicados em breve. É do melhor que tenho lido a nível de Romance Histórico e uma coisa é certa: quem gosta de George Martin vai adorar este escritor. A não perder!

Mais que recomendado, de leitura obrigatória, mais uma grande aposta da Editora Marcador.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

"O Último Desejo" de Andrzej Sapkowski



Sinopse:

(...) uma perspetiva refrescante no género da fantasia." - Foundation 

O seu nome é Geralt de Rivia. Dizem que é um bruxo e um assassino sem misericórdia que vagueia pelo mundo à caça de monstros e predadores. Mas na verdade vive de acordo com o seu próprio código de conduta. A sua espada serve, em troca de uma recompensa, poderosos reis amaldiçoados, mas também os mais desfavorecidos.
Ao longo das suas viagens, Geralt encontra todo o tipo de criaturas – algumas saídas da mitologia eslava e dos contos populares dos irmãos Grimm – como vampiros e lobisomens, elfos, quimeras e estriges, trolls e génios que o tentam, satisfazendo todos os seus desejos.
Mas este é apenas o início das suas aventuras como viajante e feiticeiro que irá desafiar o destino num mundo em que criaturas de todas as raças coabitam numa paz precária prestes a despedaçar-se…


Criticas:

"Tal como China Miéville e Neil Gaiman, Sapkowski pega em velhos clichés e dá-lhes nova vida, oferecendo-nos uma perspetiva refrescante no género da fantasia."-Foundation

"Sapkowski tem um talento fenomenal para a narrativa e enredo, conseguindo criar uma atmosfera sugestiva e construir o suspense sem perder nunca o sentido de humor ligeiramente cínico e brilhante."-Jacek Sieradzki, Polityka

"Sapkowski é muito bom a criar personagens imaginativas e interessantes com níveis de profundidade raros... O Terceiro Desejo é um livro que entretém imenso com as suas histórias dominadas por melancolia e sentido de humor."-The Wertzone


"O universo do The Witcher é um dos mais detalhados e bem explorados na fantasia moderna, oferecendo inúmeras ideias ricas... As relações complexas entre as personagens enriquecem um universo já de si complexo."-B&N


"O Terceiro Desejo de Sapkowski é uma obra centrada no bruxo Geralt de Rivia - um feiticeiro pertencente a uma rara espécie que caça monstros e que é temido pelos inocentes. Combinando os mitos e folclore eslavo, belas princesas e demónios astutos, o autor oferece-nos uma leitura de grande deleite."-Waterstones


"É a sua experiência do mundo combinada com os seus poderes em batalha que tornam Geralt de Rivia numa personagem tão cativante."-Edge

Opinião:

Depois de partilhar esta sinopse e estas criticas vale a pena dizer mais alguma coisa ? 

Nunca pensei gostar tanto deste livro, do melhor que li publicado pela SDE neste género literário e como a editora publicou grandes obras de fantasia, parabéns por mais esta grande aposta.

Gostei muito quer a nível da escrita, que nos cativa e envolve de tal forma que estamos sempre desejosos de saber como cada aventura acaba, quer a nível de personagens (logo no primeiro conto é-nos feita uma boa descrição de quem é Geralt), tal a qualidade que nos é apresentada em cada conto e a forma como elas são desenvolvidas. A somar a tudo isto, é-nos oferecido um universo rico e muito variado.

Muitas vezes sou crítico aos elementos de fantasia apresentados nos livros, pois tiram um pouco de veracidade à história ou acabam por ser mal aplicados, não acrescentando mais valias ao enredo, mas aqui a fantasia é muito bem explorada e apresentada, de forma muito criativa. Foi sem duvida uma das mais valias do livro, mesmo não apresentando monstros muito diferentes do habitual.

Um livro que recomendo a todos sem reservas, em especial aos amantes de fantasia, só desejo que faça muito sucesso e que os livros seguintes não demorem a ser publicados.

domingo, 9 de outubro de 2016

"As Primeiras Quinze Vidas de Harry August" de Claire North - Divulgação



Sinopse:

"Maravilhoso e cativante." - The Guardian


Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele? A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se. Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.


Leitura para breve e tenho tido boas referências, podem saber mais aqui

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"Os Hóspedes" de Sarah Waters e oferta de "Cada Dia é um Milagre" de Yasmina Kadra



1922. Londres vive dias de tensão.

Numa casa de gente bem-nascida, no sul da cidade, cujos habitantes ainda não recuperaram das perdas devastadoras da Primeira Guerra Mundial, a vida está prestes a modificar-se. 
A senhora Wray, e a sua filha Frances – uma mulher com um passado interessante a caminho de se tornar uma solteirona – vêem-se obrigadas a alugar quartos. 
A chegada de Lilian e Leonard Barber, um jovem casal da «classe média», traz uma série de perturbações: a música do gramofone, o colorido, o divertimento. As portas abertas permitem a Frances conhecer os hábitos dos recém-chegados. 

À medida que ela e Lilian são empurradas para uma amizade inesperada, as lealdades começam a mudar. Confessam-se segredos e admitem-se desejos perigosos; a mais vulgar das vidas pode explodir de paixão e drama. 

A autora de Afinidade e Falsas Aparências, entre outros, surpreende-nos, uma vez mais, com esta história de amor que é também a história de um crime. 

Esta é Sarah Waters no seu melhor: tensão permanente, ternura verdadeira, personagens autênticos e surpresas constantes. 

LIVRO DO ANO – Sunday Times


Oferta do livro:



Viva,

Venho divulgar uma campanha que considero fantástica, na compra do livro "Os Hóspedes" de Sarah Waters oferecem o livro "Cada Dia é um Milagre" de Yasmina Kadra, um livro brilhante e que só por si já vale o preço do livro,

Podem ver a promoção aqui


 A não perder

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Ilha de Entrada de Peter May


Sinopse:

O detetive Sime Mackenzie não olhou para trás ao entrar a bordo do pequeno avião no aeródromo St. Hubert, em Montreal. Para Sime, a viagem de 1300 quilómetros que tinha pela frente era uma oportunidade de fugir aos braços amargos da solidão e da mágoa que abarcavam a sua vida na cidade. Integrado numa equipa de oito investigadores, Sime viaja com destino ao golfo St. Lawrence. Com apenas dois quilómetros de largura e três de comprimento, Entry Island tem uma população de pouco mais de 130 pessoas e o habitante mais rico acabou de ser assassinado na sua própria casa.A investigação parece não ser mais do que uma mera formalidade. Todas as provas apontam para um crime passional e a mulher da vítima é considerada a assassina vingativa. Mas, para Sime, a investigação fica virada do avesso quando se vê frente a frente com a principal suspeita e se convence de que a conhece - embora nunca se tenham encontrado antes. Assombrado por esta certeza, as suas noites são inundadas por sonhos de um passado distante, numa ilha da Escócia, a quase 5000 quilómetros de distância. Nestes sonhos, a viúva da vítima tem um papel principal no desfecho. A certeza de Sime torna-se uma obsessão e, apesar das provas incriminatórias, ele dá por si convencido da inocência da mulher.

O resultado é um profundo conflito entre o dever profissional que Sime tem de cumprir e o destino pessoal que o espera.


Opinião:

Mais um grande livro deste escritor, que caminha a passos largos para se tornar o meu favorito a nível de policiais, uma agradável surpresa pois pensei que se tratava da continuação dos livros anteriores do escritor (A Casa Negra e Um Homem sem Passado) e fui bem surpreendido.

Quanto ao livro, repito o que já tinha dito em relação ao último livro que li do Peter May, a história está muito consistente, não temos aqui grandes acontecimentos, tipo fantásticos ou fora do normal, aqui a história faz-me, em certa medida, lembrar mais uma aranha que vai tecendo a sua teia e nos vai deixando presos à medida que vamos avançando com a leitura do livro, muito interessante e bem conseguido a forma como o livro foi estruturado, planeado com personagens muito consistentes e bem desenvolvidas.

Um livro que apresenta dois tempos de ação e que ambos me agradaram muito, serviu para aprofundar mais as personagens, bem como a parte histórica estar muito real, bem desenvolvida e que nos cativa, sem duvida que foi uma mais valia para o enredo.

Não queria estar a desenvolver muito mais a trama, mas posso dizer que é um dos melhores policiais que li até hoje, e sem duvida que fará as delicias para quem gosta deste género literário, a não perder pois estamos na presença de mais um livro de muita qualidade.

Vale sempre a pena variar um pouco as nossas leituras e aqui está mais uma prova em como fiz bem apostar noutros géneros literários, só espero que a Editora continue a publicar mais livros do Peter May.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"As Pedras Élficas de Shannara" de Terry Brooks


Sinopse:


Uma das sagas de fantasia mais populares de sempre, agora uma série épica na MTV 

Milhares de anos depois da destruição do mundo tal como o conhecemos, uma nova lei impera sobre o mundo: a da magia. No entanto, avizinha-se uma ameaça terrível: uma horda de demónios impiedosos começa a trazer a morte e a destruição sobre todos os povos.
Apenas Wil Ohmsford, último herdeiro da linhagem de Shannara, detém o poder para proteger a princesa Amberle numa demanda impossível para salvar o mundo. Mas quando o próprio Ceifador lidera as hostes negras para os capturar, será Wil capaz de controlar a magia das misteriosas Pedras Élficas de Shannara?


Opinião: 


Tudo o que comentei no primeiro volume do livro se aplica a este segundo, um livro de fantasia, mais virada para o público juvenil que sinceramente não gostei, pois considero-o um livro muito simples e acima de tudo uma cópia do Senhor dos Anéis do Tolkien. 

Fico algo triste quando vejo que esta Editora, que muito bem apostou em escritores como Scott Lynch, Robin Hobb, Dan Simmons, Guy Gavriel Gay (isto só para referir alguns), deixou de os publicar e de serem uma aposta válida e em contrapartida publica esta saga que a nível de qualidade fica a anos-luz dos escritores referidos. 

Será esta saga uma boa aposta? Só as vendas o dirão, mas acredito que seria muito melhor apostar em escritores de qualidade como os acima referidos, pelo que percebi já nem Brandon Sanderson será publicado por cá após a conclusão da saga Mistborn. 

Posso dizer que é um livro que deixa em aberto a possibilidade de melhorar, quer no enredo quer nas personagens (não houve uma que me cativasse embora reconheça que algumas tem potencial), tem uma escrita simples e que em certos momentos acaba por nos cativar, mas houve muita coisa que para mim falhou. 

Ainda assim gostei mais dos vilões mas que não trouxeram nada de especial ao enredo, todos acabaram por ser derrotados e de forma que não me agradou minimamente, como referi as personagens não cativam, não tem complexidade, o enredo não é em nada criativo, a escrita é simples e não apresenta originalidade, enfim podia apontar aqui muita situação mas prefiro não o fazer para não deixar nenhum spoiler. Depois de tantas demandas tudo termina de forma abrupta e com um final cor de rosa esperava mais, embora tenha sido encerrado um ciclo e um novo deverá surgir.

Para quem nunca leu muita fantasia, este até pode ser uma boa aposta, mas ser interessante é muito diferente de ter qualidade, conto ler os livros seguintes até para ver se melhora.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

"O Cavaleiro da Morte", 2º volume da saga Saxónica de Bernard Cornwell



Sinopse:

Uma poderosa história de traição, romance e luta numa Inglaterra cheia de convulsões, sublevações e glória


Uthred, criado como viking e casado com uma saxã, é visto como um guerreiro formidável. Contudo, aos vinte anos, continua a ser um pagão arrogante e teimoso, e um aliado pouco confortável para o sensato e pio rei Alfredo. Mas os dois, juntamente com a família de Alfredo e uns poucos companheiros de Uthred, parecem ser tudo o que resta da liderança do Wessex depois de uma trégua desastrosa.

Derrotados em toda a linha pelos vikings, os saxões procuram agora sobreviver entre os seus seguidores e fazer crescer a sua força. Uthred continua a acalentar a ideia de se juntar aos vitoriosos vikings, mas ganha um crescente respeito pela liderança de Alfredo. A única esperança do rei é de conseguir o apoio do guerreiro, se quiser reunir de novo uma força saxã capaz de entrar em combate com o inimigo…


Opinião:

Hoje não tenho a menor dúvida, em afirmar que a Editora Saída de Emergência publica grandes Romances Históricos e que, na minha opinião, não são devidamente divulgados pela Editora, mesmo sendo um género em que esta aposta bastante. 

Podia falar de imensos casos, mas indico a série Asteca onde nos é contada a ascensão e queda desse grandioso Império, As aventuras de Flashman, um cobarde com mais sorte que alguém possa imaginar e Os Leões de Al Rassan, onde o cenário se situa durante o período da invasão Árabe à Península Ibérica, como alguns dos exemplos de grandes obras publicadas pela Editora, neste género literário.

E não há a menor duvida que Bernard Cornwell é um dos grandes nomes neste género literário, é um escritor muito consistente, apresentando um ritmo de escrita mais moderado quando tem de efetuar um enquadramento do enredo, explicar de forma gradual o que está em jogo e mesmo aprofundar o carácter das personagens. Por outro lado imprime um ritmo forte quando tem que de o fazer, em especial quando descreve, aquilo que não vejo ninguém fazer igual, a descrição de combates.

Adorei voltar a esta saga em especial porque nos é apresentada um naipe de personagens muito interessantes, uma que nos trás momentos de alguma magia, outras que se tornam grandes amigas de Utherd e há ainda imensos diálogos muito enriquecedores entre esta personagem e o Rei Alfredo.

Não quero estar aqui a desenvolver muito para não efetuar spoilers, mas este livro apresenta-nos personagens muito bem desenvolvidas, intrigas politicas, questões de honra, traições, tudo ingredientes bem desenvolvidos a que se junta uma escrita cativante, com momentos que nos deixam empolgados. Em resumo um enredo complexo e bem desenvolvido.

Que venha urgentemente o seguinte "Os Senhores do Norte", pois acredito que o melhor ainda está para chegar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Grito da Terra de Sarah Lark



Sinopse:

A infância de Gloria acaba abruptamente quando a família decide enviá-la para um internato na Grã-Bretanha com a prima Lilian. Embora Lilian se adapte muito bem aos costumes que regem o Velho Mundo, Gloria deseja voltar a todo o custo à terra que a viu nascer, e para o conseguir elabora um plano audacioso.

O sentimento profundo que a impede de regressar a casa vai marcar o seu destino e transformar Gloria numa mulher bem mais forte.

Com O Grito da Terra, Sarah Lark encerra a Trilogia da Nuvem Branca. Nas suas páginas assistimos ao desenrolar da história de amor, das aventuras, do exotismo e da paixão de várias gerações das famílias Warden e O `Keefe.


Opinião:


Repetindo um pouco o que tinha comentado no inicio da trilogia, aqui está uma das melhores trilogias de romances que tive o prazer de ler até hoje. Uma trilogia que me deu imenso prazer ler, diferente do que estou habituado, apresentando personagens cativantes, uma escrita muito fluída e um trabalho de pesquisa sobre os hábitos e costumes muito bem desenvolvida. 

Apresenta algumas semelhanças com outro grande romance, "Pássaros Feridos" da Colleen McCulough, que se passa na Austrália, mas neste caso a escrita é muito mais fluída, fazendo com que ficasse completamente rendido à escritora.

Uma trilogia que pode muito bem ser considerada Romance Histórico, tal o retrato que nos é feito pela escritora. A história conta-nos sobre a ida dos colonos Ingleses para a Nova Zelândia, onde nos é dado a conhecer a forma como se estabeleceram, a sua relação com os maoris (povo indígena), a caça à baleia e à foca (tanta crueldade meu deus) a febre do ouro a exploração do gado, a extração do carvão entre outros aspetos. No fundo um enquadramento muito completo do período em que decorre a acção.

A tudo isto juntamos personagens verdadeiramente cativantes, que sofrem evoluções constantes ao longo do enredo, que vão crescendo, passando por situações difíceis, que se tornam complexas mas muito reais. Aliás, as personagens são um dos pontos fortes do livro, todas elas bem desenvolvidas, sejam principais ou secundárias.

É difícil continuar a comentar sem fazer spoilers, mas este é sem dúvida um livro fantástico, ninguém lhe ficará indiferente, um livro repleto de ação, amores, ódios, amizade, crueldade, tragédia, luta, muito mistério e que nota-se ser ainda um livro inicial, pois ainda tem muito por explorar e pelo que soube vamos ainda ter novidades ainda este ano. Não podia ficar mais contente!

Este livro tem tudo o que pretendemos quando queremos ler um romance, que nos arrebate, que nos emocione, que nos faça sofrer, uma história forte, cativante que nos faça ansiar por ler mais e mais, no fundo que nos deixe plenamente satisfeitos.

Sei que não fiz jus à qualidade da trilogia, mas não deixem passar ao lado livros deste calibre, temos aqui uma verdadeira pérola, algo belo, algo que mexe connosco tal a qualidade.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Reunião de Heróis de Ricardo Formigo


Sinopse

Estes são tempos difíceis para os habitantes de Morlômbia!
Depois de meio século de guerra, o Rei Travis morre em batalha e é sucedido pelo seu primo Fallow, um tirano que apenas se preocupa com o poder, devastando tudo e todos em busca do que quer.
Annabelle, irmã de Travis, fica em perigo de vida e escapa da cidade de Madrasis rumo ao imponente Elmo do Martelo, uma fortaleza escondida nas montanhas, para proteger os Morlombos dos invasores Ingols.
Com a chegada iminente da guerra civil, cada um dos lados esforça-se por reunir aliados e conquistar a sua lealdade. Mas quem serão os heróis dispostos a lutar por cada um dos pretendentes ao trono de Morlômbia?

Opinião:

Este livro foi-me gentilmente enviado pelo escritor, que até escreveu uma das mais giras e simpáticas dedicatórias que tenho em livros, pelo que só posso estar agradecido, e não deixou de ser uma agradável surpresa. Nota-se que se inspira em George R. R. Martin, o que não deixa de ser interessante. 

Não sou um comentador especializado em livros, apenas um vulgar leitor, mas poderia apontar algumas falhas de construção de enredo ou aspetos que podiam ser melhorados, como por exemplo o vilão, que não me convenceu muito. Ainda assim é uma leitura agradável, repleta de ação e que se lê de forma rápida. 

Claro que é o primeiro livro de uma série e não deixa de ser um livro de introdução ao universo e às personagens, mas ainda assim o livro tem vários acontecimentos que tornam a leitura rápida e que se lê a bom ritmo. Também temos alguns mistérios, o que nos acaba por deixar curiosos com o que vem a seguir. 

Não houve uma personagem que me tivesse deixado satisfeito, mas acredito que possam ser melhor desenvolvidas no futuro e esse é um aspeto que me faz gostar dos livros. 

Não deixa de ser uma leitura agradável, em especial para quem goste de fantasia, nada como poder ajudar a divulgar escritores nacionais, espero que o autor continue a publicar mais livros neste universo, potencial não lhe falta.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Herói das Eras - Livro II da saga "Nascida nas Brumas" de Brandon Sanderson



Sinopse

Quem é o Herói das Eras?



O mundo aproxima-se do fim, esmagado pela força imparável de Ruína. Vin, Elend e os companheiros procuram desesperadamente opor-se-lhe, mas nada do que fazem parece ter algum efeito ou, quando o tem, é o oposto do que pretendem. De que serve a mera alomância contra um deus?
Especialmente quando não parece haver nada além dela, pois até as misteriosas brumas, em tempos aliadas, parecem ter-se tornado malignas. Mas será que desistir é uma opção? Terá chegado o momento de baixar os braços e aceitar o fim de tudo o que se ama?
Num mundo sufocado pela cinza e abalado por erupções contínuas e violentas convulsões sociais que afetam até a sociedade pacífica dos kandra, são estes os dilemas com que os sobreviventes do velho bando de Kelsier vão ser confrontados neste derradeiro volume da saga.


Opinião:

Este livro encerrou de forma fantástica uma saga que acabou por me conquistar, pois se havia aspetos que estava a gostar menos, as pontas foram devidamente atadas e bem explicadas. Gostei muito. Não fica no meu top de livros de fantasia, mas desejo que se publiquem mais livros deste escritor, que já tinha a minha admiração por ser o escolhido para concluir uma das minhas sagas favoritas, A Roda do Tempo de Robert Jordan.

E se gostei muito como o enredo se desenvolveu, as personagens foram outra mais valia para o livro. Se por um lado cresceram imenso, num universo que esteve em constante mudança, por outro souberam adaptar-se e desempenhar bem o seu papel, o que nos deixa em constante suspense tal a intensidade de acontecimentos e mistérios que se vão revelando, sempre no intuito de encerrar de forma credível e bem conseguida o final da saga.

Quanto à escrita, revelou-se fluída, exibindo um constante clima de tensão. Gostei do universo de magia criado por Sanderson, que acaba por ser algo original, embora tenha encontrado aspetos que não tenha gostado tanto. Como já referi, muitos pormenores são posteriormente bem explicados, o que acaba por ser determinante para que o universo tenha consistência.

Resumindo , é um autor que fiquei a admirar. Quem goste de um bom universo de magia deve ler esta saga, pois vale bem a pena e tem a minha recomendação.

Posto isto, espero que não seja mais um escritor a ficar esquecido, como Robin Hobb, Raimond Feist, Scott Lynch, Dan Simmons, Richard Morgan, Frank Herbert e tantos outros.


Fraga da Pena - Arganil

Local mágico

Dos melhores mergulhos que já dei
Que bem soube este mergulho


Em boa companhia

Partilho aqui umas fotografias de um local que recomendo, Fraga da Pena, penso nem valer a pena comentar muito apenas referir que fica perto de outros locais que valem bem a pena conhecer, como o Piodão e Foz D'Égua.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Aniquilação de Jeff Vandermeer



Sinopse

Vencedor dos Prémios Nébula e Shirley Jackson de Melhor Romance de 2014 


Área X. Uma zona misteriosa e isolada do resto do mundo. Onde a natureza reclamou para si qualquer vestígio de civilização. Sucessivas expedições são enviadas para investigar o mistério que levou à sua contaminação, mas todas redundam em fracasso e os seus membros regressam meras sombras das pessoas que partiram.
Até que chega a vez da 12.ª expedição. Composta por quatro mulheres (antropóloga, topógrafa, psicóloga e bióloga), a sua missão é desvendar o enigma. Mas acontecimentos bizarros e formas de vida que ultrapassam o entendimento minam a confiança entre os membros da expedição. Nada é o que parece e o perigo espreita a cada esquina. Que novos horrores se escondem na Área X? Será a 12.ª expedição capaz de revelar todos os segredos… ou estará condenada à pior das tragédias?


Opinião:

Faz algum tempo que não lia um livro de FC, um género do qual já li vários livros e foi sem duvida uma agradável surpresa.

Este primeiro volume acaba mais por funcionar como introdução, quer do universo onde o enredo decorre, que foi muito bem desenvolvido, quer das personagens que foram cativantes à sua maneira, em especial a personagem principal, mas pode-se dizer que ao chegar ao final do livro, um ciclo fica devidamente encerrado e ficamos com muita curiosidade em saber o que se irá passar nos livros seguintes.

Embora não tenha um ritmo forte, não deixa de ser um livro bastante interessante, pelas reflexões que nos obriga a fazer, pela forma como a ação vai decorrendo e desvendando mistérios atrás de mistérios que nos vão deixando curiosos com o que virá a acontecer nas páginas seguintes.

Não queria estar aqui a desenvolver muito mais até para não efetuar nenhum spoiler, mas é um livro diferente do habitual, vamos para um local misterioso onde a nossa antropóloga é a narradora principal, que nos vai transmitindo muitos dos seus pensamentos, deixando-nos com uma sensação de constante medo e alerta e que nos acaba por fazer questionar sobre várias questões entre as quais o que leva estes membros a aceitar ir nesta expedição depois do que aconteceu nas anteriores ? Sobre o universo não há muitas respostas neste primeiro volume mas não deixa de ser uma leitura bem interessante.

Uma leitura que mesmo não me tendo enchido as medidas, vale muito a pena e que recomendo. Fico com muita vontade de saber o que está para vir nos livros seguintes, em especial o que estará por trás da misteriosa Área X.

terça-feira, 26 de julho de 2016

"Os Limites do encantamento" de Graham Joyce e "Aicha" de Marek Halter


Tentaram fazer-me o mesmo que fizeram à Mammy. Soltaram os cães. E, chegada ao ponto de contar o modo como isto foi feito, só pergunto o seguinte: porque foi que nós, os escolhidos, ficámos tanto tempo de boca calada? Porque dissimulámos a verdade? Porque preferimos andar de coração roído a correr o risco de contar tudo?


A história de uma jovem mulher, na Inglaterra de 1966: a filha adoptiva de uma feiticeira da região de Midlands, que ajuda as raparigas da aldeia a resolver os seus problemas. Será também ela bruxa? Mas onde acaba e começa a magia?




Há cerca de sessenta anos que me chamam Aïcha, Mãe dos Crentes. Sei que Allah, o Clemente e Misericordioso, não tardará a julgar a minha vida. 
Quis que ela fosse longa, bela e terrível. 
Quis que a minha memória fosse incomparável, a fim de a pôr ao serviço da Sua vontade e do Seu Enviado.» 

Este último volume mostra o aparecimento de um Islão conquistador, que afastou as mulheres, apesar da oposição de Muhammad e que conduziu à divisão entre sunitas e xiitas, que ainda hoje ensanguenta o mundo árabe e o Ocidente.

Dois livros que li recentemente e que vem confirmar o que já tinha dito,  a Editora Bizâncio publica livros com muita qualidade e que valem bem a pena ler. Estes dois escritores a par do Argelino Yasmina Kadra são os meus escritores preferidos da editora, não conseguindo eleger o meu favorito, são ambos muito bons.

No primeiro caso temos mais um brilhante livro do Joyce, com um enredo bem planeado, uma escrita que nos entusiasma e personagens cativantes em especial a personagem principal. Todo o livro foi muito cativante mas o final conseguiu comover-me, excelente mesmo.

No segundo caso é o culminar de uma trilogia do melhor que já li sobre o Islão, um escritor que me tem enchido as medidas, provando ser uma pessoa muito culta e que sem duvida quero ler muitos mais livros seus e são vários os que já tenho na calha.

Dois livros altamente recomendados, embora no primeiro caso penso ser já difícil de encontrar.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Livro ganho num passatempo



Viva,

De regresso de férias na Fuseta e logo com a informação que tinha ganho um passatempo, eu que raramente participo, embora reconheça que devia participar mais por respeito a quem os organiza. E logo um livro que queria muito (dai ter participado) será a minha próxima leitura :D

Finalmente vou poder concluir esta trilogia que simplesmente ADORO.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Férias Fuseta - Algarve



Viva,

Só para informar que vou estar ausente da net (que bom :D ) nas próximas duas semanas, destino Ilha da Fuseta no Algarve.

Votos de boas leituras para todos.

terça-feira, 28 de junho de 2016

"O Trono dos Crânios" de Peter V. Brett


Sinopse:

Construído com crânios de generais caídos e de príncipes demónios, é um lugar de honra e de magia antiga e poderosa, que mantém afastados os demónios nuclitas. Do alto do trono, Ahmann Jardir estava destinado a conquistar o mundo conhecido, reunindo os seus povos isolados num exército unificado capaz de pôr fim à guerra com os demónios de uma vez por todas. Mas Arlen Bales, o Homem Pintado, foi contra este destino, desafiando Jardir para um duelo que ele não podia recusar. Em vez de arriscar a derrota, Arlen lançou ambos de um precipício, deixando o mundo sem um salvador, e dando origem a uma luta pela sucessão que ameaça destruir as Cidades Livres de Thesa. No Sul, Inevera, a primeira mulher de Jardir, tem de arranjar forma de impedir que os filhos se matem e mergulhem o povo numa guerra civil, enquanto se esforçam por atingir glória suficiente que lhes permita reclamar o trono. No Norte, Leesha Papel e Rojer tentam forjar uma aliança entre os ducados de Angiers e Miln contra os Krasianos antes que seja demasiado tarde.

Opinião:

À muito que não lia um livro de fantasia que me cativasse tanto, arrisco-me a dizer que este escritor se tornará em breve o meu favorito neste género literário, assim se mantenham as personagens, todas elas cativantes cada uma à sua maneira, o enredo, que não apresentando nada de genial é extremamente cativante e a escrita, que nos deixa num estado de constante "nervosismo" tal a ansiedade com que ficamos ao ler página após página. Era um livro destes que necessitava sem duvida para me motivar novamente para a leitura.

Sendo o quarto livro das cronicas,  é quanto a mim o melhor, alias tem vindo em crescendo e a melhorar de livro para livro, penso que chegamos a uma fase de transição e acredito que novos protagonistas possam estar a caminho e que muito prometem.

Este livro apresentou tudo o que gosto, fantasia mas sem grandes exageros, mortes cruéis e que nos deixam em choque, suspense atrás de suspense, jogos políticos e intrigas são uma constante, povos do deserto muito bem desenvolvidos, artes marcias bem exploradas, ervanárias muito interessantes, venenos letais enfim um conjunto de situações que nos deixa deliciados e que ainda assim não deixa de ter momentos comoventes.

Para os amantes de fantasia estas crónicas são imperdiveis, repito do melhor que já li dentro do género, Peter V. Brett é já um nome consagrado, mais do que recomendado.

Não quero deixar escapar a oportunidade de agradecer a leitura deste livro à amiga Milu Reis que gentilmente me disponibilizou este grande livro, o meu muito obrigado a ela pelo livro e não só ;) 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Férias Ilha da Boavista - Cabo Verde



Viva,

Desde já as minhas desculpas pela minha ausência, espero em breve efetuar mais mensagens e comentar nos vários blogues que estou em falta e claro desde já agradecer o apoio que tenho recebido para voltar a comentar no blog.

Depois de ter passado umas belas férias em Palma Maiorca (2015), a minha escolha para as férias de 2016 fora do pais, foi a Ilha da Boavista em Cabo Verde pois como sabem viajar é algo que pretendo fazer todos os anos assim a vida permita.

Que dizer deste destino, boas praias, vida selvagem, bom peixe, bom marisco, águas quentinhas, animação e povo muito acolhedor, adorei.

Bem sei que as fotos não refletem tudo, muita gente nem água canalizada tem em casa entre muitos outros problemas na vida (ainda nós nos queixamos muitas vezes por tudo e por nada), mas a maior sensação que trago deste país é o desejo que a vida deste povo melhore, bem merecem.

Como prometido partilho umas fotos, espero que gostem :)



Símbolo da Ilha da Boavista

À conquista de Cabo Verde

Paisagens deslumbrantes, aqui no deserto

Meio de transporte na Ilha da Boavista

Povo sempre bem disposto

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Curta visita à feira do livro de Lisboa



Viva,

Como habitual fui no passado sábado à feira do livro de Lisboa e foi sem duvida um bocado bem passado na companhia do escritor e amigo Nuno Ferreira bem como do escritor José A. Alves, autor do livro "A Batalha Entre Sistemas", ambos aqui na foto.

Foi com imenso prazer que conheci a Carla Morgado (Editora Bizâncio) e confirma-se uma pessoa impecável e muito simpática.

Quanto a livros não ia com ideia de grandes compras ainda assim comprei:


Marek Halter "O Cabalista de Praga", Graham Joyce "Os Limites do Encantamento" Olga Grushin "A Vida de Sonho de Sukhanov"na Editora Bizâncio.  Keith Donohue "E Se Fosse um Anjo" na SDE e para finalizar "Tulipa Negra" do Alxendre Dumas na Editora Minerva.


terça-feira, 31 de maio de 2016

SLB - Tri-Campeão

Olá,

Ando meio ausente mas prometo que vou regressando aos poucos e vejam lá que o meu clube já ganhou o campeonato à tanto tempo e só agora faço esta mensagem de parabéns, não está fácil :D






O blog tem 3 anitos e o meu clube conquistou o tri-campeonato algo que à muito não acontecia por estas bandas, é caso para dizer que devia ter aberto o blog à mais tempo :D

PS: Já agora este campeonato teve um sabor especial, pois foi conquistado com um novo treinador do qual sou já um admirador, Rui Vitoria. Tem nível, é competente e tem coragem de apostar em jovens, algo muito importante para tornar o clube "sustentável" e equilibrar as contas do clube, que assim continue.

Até breve ;)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fogo Mortal de Nelson DeMille

Sinopse:

Bem-vindos ao Clube Custer Hill – uma sociedade secreta cujos membros incluem alguns dos homens mais poderosos da América. À primeira vista, trata-se de um sítio para relaxar com velhos amigos. Porém, num fim de semana, o clube reúne-se para falar sobre a tragédia do 11 de Setembro e dar os últimos retoques num plano de retaliação mortal, conhecido apenas pelo seu nome: Fogo Mortal. Fogo Mortal, o novo sucesso de um dos autores mais lidos em todo o mundo, é um thriller de leitura obrigatório.

Opinião:

Vale sempre a pena variar um pouco as nossas leituras e sem dúvida que este livro foi uma agradável surpresa. Escrito de forma inteligente, embora, quanto a mim, tenha sido muito descritivo. No entanto, esta descrição torna-se necessária pois acaba por dar mais consistência quer ao enredo quer às personagens. 

Gostei da forma como o escritor desenvolveu o enredo, que é, na minha opinião, a mais valia do livro, embora não seja algo que nos deixe totalmente surpreendidos. As personagens são bem construídas, embora nenhuma delas me tenha enchido as medidas e a escrita mesmo sendo algo descritiva, como já referi, acaba por nos viciar e demonstrar que o escritor é inteligente, percebendo-se o porquê de ser um dos maiores nomes do género.

Só tenho pena que o final tenha sido bastante previsível, esperava mais sinceramente, mas ainda assim acaba por ser uma agradável surpresa e faz-me querer ler mais livros do escritor.

Recomendo para os apreciadores de um bom thriller, tem todos os ingredientes necessários.

terça-feira, 29 de março de 2016

"Batalha entre Sistemas" de J.A. Alves




Sinopse:

Naquele momento, a Galáxia estava virada para os acontecimentos que sucediam entre os dois Sistemas estelares vizinhos, separados pelo deslumbramento de uma estrela encarnada e por uma devastadora guerra religiosa que já durava há algumas décadas. Constava-se que os eventos entre Sistema Encarnado e Cloud tiveram o seu génesis no momento da descoberta de um portal infernal, algures na zona de El’Kabur – o lado mais escuro do Universo, por conquistadores cloudeanos a mando dos seus ambiciosos ministros, libertando um exército de criaturas lideradas pelo Sem Corpo, um ser superior cuja maior ambição era conseguir um corpo físico que durasse uma eternidade e assim conseguir reconstruir o seu império, tendo Cloud como um dos seus objectivos.

Governado há tempos idos por uma casta de monges reis, que cultivavam a prática de uma antiquíssima religião pacífica, mas poderosa, que simplesmente denominavam como Disciplina, Encarnado enfrentava os seus próprios problemas. Idris, o atual monge rei, vê-se obrigado a abandonar o Sistema, deixando-o desfragmentado. Ele sabe que terá que sacrificar a esposa e os quatro filhos por um bem maior.


A luta entre a Luz e as Sombras não se fará esperar.

Opinião:

Já há muito tempo que não lia um livro de FC e um livro publicado pela Editora Chiado, mas a oportunidade surgiu e acabou por ser uma experiência agradável acima de tudo por me ter tornado amigo do escritor.

Custa-me sempre fazer este tipo de comentário, mas ler livros da Chiado chateia-me um pouco pois sou contra a política de um escritor ter de pagar para que publiquem o seu trabalho (eu sei que só aceita se quer) e ainda por cima não fazem qualquer tipo de trabalho, revisão, boa divulgação ou outros.

Por vezes torna-se fundamental este tipo de serviços, pois só valorizam uma obra, quer para o escritor, quer para a própria editora, este livro por exemplo, bem necessitava de uma revisão, pois tem muitos erros, algo que se poderá compreender pois o escritor viveu durante bastante tempo na Venezuela. Por outro lado, temos ainda a parte de "Editor", por vezes é importante explicar aos escritores que têm de melhorar, só assim aprendem e evoluem, mas pronto deixemos esta parte.

Quanto ao livro, tem potencial sem dúvida, o enredo está bem interessante, a escrita apresenta falhas mas percebe-se que o escritor tem criatividade.

Quanto a mim falha nas personagens, são várias e que são importantes para o enredo e nenhuma me conseguiu cativar, e isso é muito importante para mim.

Não quero estar a desenvolver muito mais, acredito que após esta "introdução" ao seu universo, os livros seguintes possam ter mais ação, desenvolver melhor certas personagens serem ainda mais cativantes pois como já disse tem tudo para se tornar melhor.

domingo, 6 de março de 2016

Férias - Ilha da Boavista Cabo Verde

Viva,

Desde já as minhas desculpas pela minha ausência, espero em breve efetuar mais mensagens e comentar nos vários blogues que estou em falta.

Depois de ter passado umas belas férias em Palma Maiorca (2015), conforme podem ver nas fotos em baixo, partilho convosco a minha escolha para as férias de 2016 fora do pais, será na Ilha da Boavista em Cabo Verde pois como sabem viajar é algo que pretendo fazer todos os anos assim a vida permita.

Há outros locais que gostava de conhecer, México, Caraíbas, ir a África continental, Turquia e mesmo por cá conto conhecer Porto Santo e Açores entre muitos outros destinos mas pronto foi esta a nossa escolha.

Espero que corra bem e depois partilho algumas fotos, como habitual.

Já tem alguma ideia em vista para as vossas férias de 2016 ?



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"O Renascido" de Michael Punke

Sinopse:

Estamos no ano de 1823, e os caçadores da Rocky Mountain Fur Company levam uma vida dura na fronteira. Enquanto procuram castores, enfrentam diariamente uma natureza inóspita, bem como a ameaça das tribos índias em guerra devido à invasão do homem branco. 

Hugh Glass é um dos melhores elementos do grupo, um explorador experiente e um excelente batedor. Mas quando uma missão de reconhecimento o coloca frente a frente com uma ursa-cinzenta, fica gravemente ferido e sem esperança de sobrevivência.

O capitão da Companhia ordena a dois dos seus homens que fiquem a cuidar de Glass até que ele morra, e que lhe concedam um enterro digno. Quando esses dois homens optam por abandoná-lo, levando os únicos meios com os quais ele poderia defender-se - incluindo a sua preciosa espingarda e o machado -, Glass agarra-se ao desejo de vingança para conseguir sobreviver.

Na prosa assombrosamente contida e empolgante de Michael Punke, O Renascido é uma história notável de obsessão, de vontade humana levada ao extremo. E do que um homem está disposto a fazer para obter a sua vingança. 

Este é o livro que deu origem ao filme com Leonardo DiCaprio e que foi vencedor do Óscar Alejandro González Iñárritu.

Opinião:

Devo confessar que esperava bem mais deste livro e tinha tudo para ser uma leitura excelente, mas quanto a mim faltou-lhe alguma profundidade de enredo e a exploração um pouco melhor das personagens. É verdade que sobre as personagens principais é-nos dado a conhecer o seu passado e os motivos que as levaram a vir para as caçadas da Rocky Mountain Fur Company, mas penso que podia ser bem mais desenvolvido. 

Algo que também me fez alguma confusão é que mesmo ficando com a sensação que Hugh Glass é uma personagem bem explorada e que passa pelo limiar de sobrevivência da condição humana, conseguindo sobreviver, por exemplo, num dos ataques índios por estar debaixo de água bastante tempo, num local com gelo e não ter como acender uma fogueira, no entanto ficamos com a sensação que é algo impossível de se poder ultrapassar, isto para não falar noutros aspetos, pois não quero deixar demasiados spoilers. 

Outro aspeto que também não me convenceu totalmente foi o final do livro. Depois de uma demanda destas e tudo acaba daquela maneira, não gostei! Bem sei que estamos mais na presença de um livro de luta pela sobrevivência, mas depois de tudo o que se passou esperava-se uma....vingançazinha !! 

Resumindo um livro agradável, que funciona muito bem como Romance Histórico, mas que podia ter sido melhor explorado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

" O Vento dos Khazares" de Marek Halter



Sinopse:


Misturando suspense e romance histórico, jogando com a realidade e a ficção, Marek Halter oferece-nos um livro soberbo, onde reencontramos a força e o encanto de O Messias e de Os Mistérios de Jerusalém. Na época em que Carlos Magno é coroado imperador do Ocidente, em que o Império Cristão de Bizâncio alarga as suas conquistas até à Rússia, em que o Grande Califa de Bagdade propaga a fé em Alá, algures entre as montanhas do Cáucaso e a embocadura do Volga, um reino converte-se ao judaísmo: é o princípio da aventura extraordinária dos Khazares. Mil anos depois, o escritor Marc Sofer lança-se à descoberta deste fascinante enigma. Porque decidiram estes guerreiros da estepe converter-se à religião judaica? Porque foram literalmente «apagados» da História, após trezentos anos de poder e de prosperidade? A sua investigação leva-o até Baku, capital petrolífera do mar Cáspio, precipitando-o numa intriga política bem contemporânea.


Opinião:

Se no ano passado foi um ano de descoberta do escritor argelino Yasmina Khadra, este ano o escritor que mais me está a cativar é sem dúvida o polaco Marek Halter, o que só confirma que a Editora Bizâncio tem publicado escritores com muita qualidade. 

Se já estava cativado com os dois primeiros volumes da trilogia As Mulheres do Islão, este livro pela sua diferença também me deixou completamente fascinado. É completamente diferente, com um enredo rico e complexo, repleto de mistério e enigmas o que nos deixa complemente viciados tal a forma cativante com que é descrito e com um ritmo sempre alto. Se é verdade que ando a ler pouco não é seguramente por falta de qualidade dos livros que tenho lido neste início de ano. 

Aqui está mais uma prova que não é necessário sagas ou trilogias para se escrever uma boa história. O escritor demonstra um excelente trabalho de investigação, com uma escrita fluída e, mesmo que tenhamos muita informação sobre os locais onde a ação se passa (versus aprofundar as personagens), está é transmitida de forma fluída e nunca descritiva. O final do livro acaba por ser muito bem conseguido, surpreendente mesmo, deixando o leitor plenamente satisfeito. 

Livro mais que recomendado e sem dúvida que pretendo ler mais livros este ano do escritor, para já a grande surpresa até ao momento.