segunda-feira, 30 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Teremos sempre Paris de Ray Bradbury


Sinopse


Nesta selecção de contos inéditos, o inimitável Ray Bradbury encanta-nos de novo com a sua prosa fluente e cantante. Imagina coisas extraordinárias e observa com especial acutilância as fraquezas humanas, as pequenas falhas de carácter. Maravilha-nos com a magia que durante anos dominou e sempre tão presente esteve na sua escrita. Seja explorando as diversas possibilidades do renascimento, seja analisando as circunstâncias que podem fazer de qualquer homem um assassino ou, uma vez mais regressando a Marte, Bradbury revela-nos um mundo a que ficamos presos.Os seus contos são eternos. Teremos Sempre Ray Bradbury.



Há muito tempo que andava para ler Ray Bradbury, mas ainda não tinha surgido a oportunidade. Dos seus inúmeros livros aquele que me veio parar às mãos foi “Teremos sempre Paris” talvez porque é um livro de contos.

Confesso que não estava à espera do que li. Esperava algo mais ligado à FC, uma distopia, contos passados em um planeta distante ou algo diferente pois são estes, normalmente os temas dos seus livros.

Muito bens escritos, os contos curtos de “Teremos sempre Paris” são bastante diferentes, o que faz com que nos identifiquemos mais com alguns e não gostemos tanto de outros.

No entanto ao longo das páginas deste livro encontramos pequenas histórias (no total de 22) que nos apresentam retractos sociais, detalhes do quotidiano aliados a uma fantasia que por vezes chaga a ser bastante subtil.

Segundo o próprio autor refere, na introdução, estes contos foram escritos ao longo da sua vida. Este facto é notório porque de certa forma se vê reflectidos a vivência mais ou menos acentuada do autor, na diversidade dos temas abordados.

Uma obra muito social, muito sobre a natureza da mente humana, dos seus dramas e da sociedade. Em muitos contos encontramos o reflexo da sociedade, tão hipócrita e tão desumana na vida dos personagens, simples cidadãos. É nesta divergência e por vezes incompatibilidade que Bradbury explora, e muito bem, as fraquezas humanas, as falhas de caracter que podem transformar um qualquer cidadão num eminente assassino.

Se fiquei surpreendida ao ler este livro, porque esperava algo diferente, não significa que não tenha gostado do que li.

Gostei, e de alguns contos posso afirmar que gostei bastante, porque mesmo nestas histórias, que poderão ocorrer a qualquer momento com as pessoas com quem cruzamos diariamente, existe uma certa “magia” que as envolve numa ambiência que me parece muito típica da escrita de Ray Bradbury.

Locais estranhos, ruas e campos que não levam a lado nenhum e que provavelmente são apenas extensões da mente humana.

Parecem, por vezes, pequenos momentos de reflexão, momentos de observação sobre o que nos rodeia, as pessoas que se cruzam nas ruas, em que o autor captou a imagem e lhe deu o seu toque muito pessoal, transpondo-a para o papel, revelando-se em praticamente todos eles uma certa sátira à sociedade em que vivemos.

Sem ser um livro excelente é uma agradável leitura para quem goste de contos do quotidiano com uma leve dose de “loucura”, é claro.

Podem ler esta opinião no meu blogue http://folhasdomundo.blogspot.pt/
 
 A caminhante

 
 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Opinião - O Pijama da Gata de Pat R

Olá!
Há umas semanas fui desafiada pelo Fiacha a ler O Pijama da Gata da Pat R. 
Enviou-me o contacto da autora, estabelecemos esta pequena parceria e dias depois chegava a casa o livro. 
Deixo aqui a minha opinião.

Sinopse:

O Pijama da Gata segue o encontro de Jonah e Crystal Philips num ambiente nostálgico da Jazz Age. Os dois conhecem-se em Paris, quando Jonah decide ver a peça Cat’s Pajamas, protagonizada pela magnífica atriz. De volta a Nova Iorque e deslumbrado com a sua beleza, desenvolve um desejo obsessivo, que rapidamente o começa a assombrar. A expectativa e a apreciação por um futuro idealizado que nenhum deles realmente prevê, consome-os no seu presente. A atração instintiva dos dois, conduz-los a um quarto de motel que começa a adquirir as características visuais da sua paixão, marcada por uma sensação de efemeridade, que se vai arruinando progressivamente até ao declínio final.

Opinião:

Como a sinopse indica, estamos perante uma história de amor obsessivo. Eu diria mesmo doentio... 

Crystal Philips é uma actriz de sucesso, cheia de trabalho, energia e admiradores. Talentosa, dona de de um corpo invejável e muito profissional, Crystal não passa indiferente a ninguém. A peça Cat’s Pajamas faz sucesso em Paris e é numa das apresentações que Jonah, um músico profissional de férias com a namorada em França, se deixa enfeitiçar por aquela mulher sensual e cheia de personalidade.

Jonah e Crystal acabam por se conhecer ainda em França, mas é mais tarde já em Nova Yorque que o desejo fala mais alto e acabam por se encontrar. O que podia ser uma série de encontros momentâneos, pedaços de um prazer efémero, torna-se uma obsessão que os vai levar ao declínio. Jonah vive perturbado receio de perder a sua namorada, o seu suporte e o desejo que sente pela actriz. Já Crystal vive o dilema de não se conseguir distanciar da sua nova personagem e o fracaço por não saber lidar com os  seus sentimentos.

É esta história de "amor" doentio que Pat R nos conta de forma muito directa e crua.
Gostei muito da forma como descreveu as personagens principais, fisica e psicologicamente. Crystal aparece muito forte logo ao início e agradou-me bastante, mas ao longo da história foi-me desiludindo, o que não é mau de todo pois penso que era essa a ideia da autora. A autora trabalhou muito bem a evolução psicológica deste casal, e como leitora senti o aquele turbilhão de emoções com eles. O final é mais ou menos previsível, mas a história é cheia de casos e alguns surpreenderam-me.  

Um ponto negativo que aponto, e numa opinião muito pessoal é o facto da leitura a meio se tornar um pouco repetitiva, cansou-me a constante descrição dos corpos das personagens e do ambiente melancólico. Isso atrasou um pouco o ritmo de leitura e durante uma série de páginas eu só queria que as coisas mudassem, que acontecesse algo diferente que mudasse o rumo da história. 

Gostei da Sarah (namorada de Jonah) e gostava que tivesse um papel mais activo na trama.O livro foca-se basicamente no relacionamento de Jonah e Crystal. 

É um livro que pode não agradar a toda a gente, mas tenho a certeza que alguns leitores se vão identificar com os personagens, pois é uma situação que pode acontecer a qualquer um. Quem não ficou já doente de amor? 

"(...) O truque para a solidão era passar muito tempo dentro da sua cabeça. Crystal pretendia projetar-se e, no espelho colocado diante da cama, viu-se refletida na companhia de alguém de figura igual à sua, que a protegia.

"(...) Via-se como um homem puro que era contaminado pelo pecado e que não tinha forças para expelir, que se rendia desesperado às loucuras imediatas de um longo par de pernas e dois olhos muito claros e cativantes. Sabia que isto o forçava a ser muito pouco para Sarah e a carência de inteligência que essa rendição ao desejo simbolizava era-lhe totalmente ilógica,  mas cada vez mais familiar.  

Tenho de dar os parabéns à Pat R pela forma cuidada como escreve. Gostei imenso da sua escrita e de todo o cuidado que teve com a edição do livro, desde o tipo de papel, o tipo de letra, as ilustrações, tudo feito com muito rigor. 
O livro está repleto de referências musicais, o que nos permite imaginar uma banda sonora para a leitura. 

Classifiquei o livro com 3 estrelas no Goodreads, pela história em si, mas isso é apenas a minha opinião pessoal. O livro está muito bem escrito e como referi a escrita da Pat R é muito simples mas rica, muito cuidada, vale a pena ler.

Espero que a Pat R continue a escrever e desejo o maior sucesso.

Podem encontrar mais opiniões literárias e outras publicações interessantes em  http://aguerradossonos.blogspot.pt/ . Há passatempo a decorrer até dia 5 de abril

domingo, 22 de março de 2015

"O Rei de Ferro e a Rainha Estrangulada" de Maurice Druon

Sinopse

Uma saga histórica inesquecível! Ao morrer na fogueira, o Grão-Mestre dos Templários lançou uma terrível maldição a Filipe, o Belo, o Rei de Ferro. Sereis malditos até à 13ª geração da vossa linhagem: E a maldição cumpriu-se!

Jacques de Molay passara os últimos sete anos nos cárceres da Inquisição. Aquele homem, outrora poderoso grão-mestre da Sagrada Ordem dos Cavaleiros Templários, tinha suportado a tortura e a humilhação de ser acusado de heresia. Ele, que brandira a espada no fragor das cruzadas e pusera a vida ao serviço da fé católica, estava agora, naquele dia 18 de Março de 1314, prestes a morrer na fogueira perante uma multidão ansiosa por assistir ao sinistro espectáculo.

Mas o fogo que lhe consumia o corpo não conseguira vergar-lhe o espírito e, recorrendo às suas últimas forças, lançou uma última maldição: «Malditos, malditos! Sereis malditos até à 13ª geração!». Nenhum dos presentes duvidou que a maldição se dirigia expressamente a Filipe, o Belo, o rei de lendária beleza, senhor absoluto da França. E a maldição cumpriu-se.

Durante mais de meio século, os reis sucederam-se no trono de França, mas sempre por pouco tempo. Desde intrigas palacianas a mortes súbitas e inexplicáveis, batalhas entre dinastias e guerras desastrosas, tudo parecia fatalmente regido pelo trágico destino dos reis malditos.


Opinião:

Não digo que tenha sido o melhor livro que li da Editora Marcador, mas é sem dúvida mais uma excelente leitura e a confirmação que a editora publica livros com muita qualidade. Aliás, este livro, é constituído na realidade pelos dois primeiros volumes de uma serie denominada "Os Reis Malditos", e que é muito elogiada pelo escritor George Martin:

" Se é um apaixonado por história ou um fã de fantasia, este épico de Maurice Druon irá prende-lo da primeira à última página. Esta é a Guerra dos Tronos original.

Reis de Ferro e rainhas estranguladas, batalhas e traições, mentiras e luxúria, a maldição dos Templários, a desgraça de uma grande dinastia...."

Maurice Druon é o melhor romancista histórico desde Alexandre Dumas"


Como se percebe o enredo é rico, bem desenvolvido e fruto de um trabalho de investigação muito bem elaborado, repleto de guerras pelo poder, conspirações, adultério, escândalos, traições, reviravoltas, mas escrito de uma forma que nos faz suspirar por saber mais a cada página que vai sendo lida. Se tudo isto é verdade, por outro lado, acabamos por perceber bem o que está em jogo pois o escritor vai fornecendo informações sem nunca tornar a leitura descritiva.

Penso que pelo que descrevi em cima já se pode perceber o porquê de George Martin tanto elogiar o livro, mas penso que podemos ver outras semelhanças com as suas "Cronicas do Gelo e Fogo", pois aqui não temos personagens nem boas nem más, cada uma apenas luta pelos seus interesses e acabamos por perceber as motivações de cada um. Poderá a personagem Mindinho ter algumas semelhanças com Marigny ? Poderá a maldição, tão importante para o enredo feita pelo Templário Jacques Molay ter alguma semelhança com a prece de Arya ? Mas é na intriga politica que mais se assemelha e claro na forma rápida e magistral como o escritor nos faz gostar de várias personagens apenas com uma breve descrição das mesmas, gostei mesmo muito.

É óbvio que são livros diferentes, e este não necessita que se procurem semelhanças com George Martin, agora o que digo é que tenho a certeza absoluta que, quem como eu goste de Martin, vai adorar este livro.

Faço votos que a editora Marcador continue a publicar os livros seguintes, é do melhor que tenho lido de Romance Histórico, adorei a mais-valia que os banqueiros Italianos vieram dar ao enredo, pois este promete e muito, acredito que ainda tenhamos muito por ler sobre os Templários e prevejo mesmo que estes embora praticamente extintos ainda venham a ter uma palavra muito importante para o desfecho final. Mais que isto não posso comentar para não efetuar grandes spoilers.

Mais uma pérola descoberta, um livro magnífico, com uma narrativa muito fluida e que só posso recomendar, não deixem passar ao lado.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vencedor do passatempo "Espada Que Sangra" de Nuno Ferreira



Olá! 

É com muito gosto que venho informar que já há vencedor do passatempo que esteve a decorrer até ontem aqui no blogue. Muito obrigada a todos os que participaram e continuem a seguir, porque, em breve, haverá mais! 

O vencedor foi: Patrícia Rachinas Lopes

Muitos parabéns! 

Obrigada a todos e em especial à Chiado Editora, que tornou o passatempo realidade :).

quarta-feira, 11 de março de 2015

"O Poço da Ascensão" volume 2 da trilogia Nascida nas Brumas de Brandon Sanderson




Sinopse

Uma das sagas de fantasia que mais sucesso teve nos últimos anos. Todos os fãs do género deveriam ler. 


Alcançaram o impossível: o mal que governara o mundo pela força do terror foi derrotado. Mas alguns dos heróis que lideraram esse triunfo não sobreviveram, e eis que surge uma nova tarefa de proporções igualmente gigantescas: reconstruir um novo mundo. Vin é agora a mais talentosa na arte e técnica da Alomância e decide reunir forças com os outros membros do bando de Kelsier para ascender das ruínas de um passado vil.
Venerada ou perseguida, Vin sente-se desconfortável com o peso que carrega sobre os ombros. A cidade de Luthadel não se governa sozinha, e Vin e os outros membros do bando de Kelsier aprendem estratégia e diplomacia política enquanto lidam com invasões iminentes à cidade.
Enquanto o cerco a Luthadel se torna cada vez mais apertado, uma lenda antiga parece oferecer um brilho de esperança: o Poço da Ascensão. Mas mesmo que exista, ninguém sabe onde se encontra nem o poder que contém… Resta a Vin e aos seus amigos agarrar esta fonte de esperança e conseguir garantir o seu futuro e futuro de Luthadel, cumprindo os seus sonhos e os sonhos de Kelsier


Opinião:

Se já tinha ficado agradavelmente surpreendido com o primeiro volume, penso que este livro só veio confirmar que estamos na presença de um dos grandes nomes da fantasia atual. Na minha opinião, este segundo volume, supera o anterior, tendo-me agradado bastante.

É verdade que não exibe um universo muito diferente do que é habitual na fantasia, mas este escritor, sem dúvida, sabe montar um enredo muito consistente, excelentemente preparado e muito bem desenvolvido, deixando-nos logo de início completamente viciados na sua leitura. Gostei da forma como nos transmite uma quantidade enorme de informação sobre as várias vertentes do enredo, sem nunca ser descritivo, seguramente que não é fácil e Sanderson continuou a fazê-lo com mestria.

Este facto não significa que o enredo não tenha falhas e isso já o João Barreiros o comprovou, e muito bem, no comentário ao livro anterior. É verdade, mas não deixa de ser uma leitura que me cativou desde o início.

Gostei muito do desenvolvimento que o escritor deu às suas personagens principais nomeadamente Vin, Sazed e Elend Venture e penso que o volume seguinte promete muito. Tudo está a ser devidamente preparado para um grande final de saga, inclusivamente penso que foi encontrado o herói das eras, mas vamos ver como vai ser encerrado, pois há, por ai, várias sagas que têm algumas semelhanças.

Penso que o escritor podia ter dado um destino bem diferente ao personagem Zane, muito do mistério girava em torno deste que, quanto a mim, estava a ser o melhor de todos, pois trás algo de diferente. O mesmo se passa em relação a Marsh, personagem tão interessante e que mal apareceu neste volume. Já observamos algo semelhante com Patrick Rofhuss, o enredo, as personagens, a escrita cativam muito mas a nível de enredo as coisas não avançam, acho que este livro podia ter mais ação, o que não quer dizer, obviamente, que não tenha tido interesse. Mas nota-se claramente o caminho que o escritor está a dar, as guerras políticas e intrigas existentes são algo secundário face a tudo o que está para chegar.

Gosto muito da magia apresentada pelo escritor mas, em certo sentido, até é acaba por ser um ponto negativo nos seus livros, na minha opinião. Não gosto de ver as personagens com capacidades de voar e com imensa força, mas é fantasia e pode aceitar-se, mas preferia encontrar personagens mais "normais". E havia mesmo necessidades dos Colossais ?

Há muito mais, sem dúvida, mas não quero estar aqui a descrever nada até para não fazer grandes spoilers. Se tudo terminar como penso, este poderá tornar-se um dos meus escritores preferidos de Fantasia. Percebo agora porque foi o escolhido para acabar a saga A Roda do Tempo de Robert Jordan, sem dúvida que estamos na presença de um escritor muito talentoso.

Só não entendo é como a editora mesmo informando que o primeiro livro vendeu bem, já anunciou que apenas vai concluir esta trilogia do autor não percebo sinceramente.

Recomendo sem reservas e ansioso para ver como será tudo isto concluído.

terça-feira, 10 de março de 2015

Novidades Editora Marcador


Sinopse:

Elaine e Kura movem-se entre as suas raízes britânicas e o apelo ao povo Maori, forjando o próprio destino ultrapassando as circunstâncias da vida numa terra paradisíaca.
Esta é a história de duas primas completamente diferentes, mas com uma coisa em comum: a sua força interior. Aquela força que emerge nos mais fortes face às circunstâncias adversas que a vida coloca no seu caminho.
A relação entre as duas mulheres não é a melhor porque Elaine inveja a beleza e a arte de sedução de Kura. Mas a vida dá muitas voltas e acabam por partilhar uma vida de luta e conquista numa pequena cidade mineira isolada do mundo. 

   


Sinopse:

Ano de 1089. Uma nação em formação ergue-se na bruma do tempo, movida pelo forte e leal braço do povo, pelo arrojo de senhores feudais e pela fé nos ditames da Igreja e dos seus ministros. Num velho mosteiro, são muitas e sinceras as preces, mas também as manobras pela conquista do poder nesse novo território.
Magistralmente concebido, 1089 relata, de forma precisa, viva e cativante, os dias da fundação de Portugal tendo como palco central as terras de um mosteiro beneditino. E não deixa de fora relatos concisos da ambição dos homens e, em particular, dos da Igreja, com os seus segredos e jogos de luz e sombra. Cativante e surpreendente!


Bem que maravilha novo livro da Sarah Lark este quero ler muito e recomendo a todos pois vale muito a pena. Quanto ao do Emílio Miranda, parece-me ser bem interessante :)