segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Planos literários para 2015


Oie,

Uma vez que já fiz o balanço dos melhores livros lidos em 2014, conforme podem ver aqui, tempo para partilhar convosco os planos literários para 2015.

Já se sabe que os livros estão caros, sendo assim vou manter o objectivo de tentar não gastar muito dinheiro em livros, ter parcerias facilita e muito, logo tirando a feira do livro de Lisboa e algumas promoções que possam surgir com livros muito bons, vou tentar comprar o mínimo de livros.

Tentar mudar um pouco as minhas leituras, muito centradas em FC, Fantasia e Romance Histórico, dai ter apostado em ler livros da Editora Marcador, espero ser uma boa aposta.

Apostar mais nas leituras digitais, mas aqui sempre que possível, pois felizmente tenho sempre livros para ler ao longo do mês. Neste sentido e mesmo estando satisfeito com o Kobo, ando a ver os preços de um aparelho com um ecran maior, mas não é prioritário.

Quanto a leituras propriamente ditas, não posso fazer grandes planos, por exemplo podia colocar como objectivo ler um escritor de nacionalidade diferente, mas tendo parcerias dificilmente poderei ter este tipo de objectivo, ainda assim gostava de poder ler mais um livro do Scott Lynch ou mesmo ver o 2º volume do Nuno Ferreira publicado :)

Quanto aqui ao blog, manter-me motivado para continuar em frente, se conseguir manter o nível dos quase dois anos de existência, seria um corvo feliz.

E penso que modo geral é tudo, querem partilhar os vossos ?

Desejo-vos um excelente ano de 2015 ;)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Passatempo "A Cativa" de Manuel Alves



Ora viva,

Como prometido aqui fica um passatempo com a oferta do livro "A Cativa" do escritor Manuel Alves. 

Como já referi este livro irá ser lido em leitura conjunta no próximo mês de janeiro no grupo do cantinho no FB, logo nada como tentarem a sua sorte.

Quem já leu ago do escritor sabe que vale bem a pena, estou ansioso por começar :)

Para participarem basta lerem o pequeno excerto aqui e responderem às seguintes questões:

1) Como se chama o livo 1º de Wulfric?
2) Com quem conversava Lúcifer no capítulo “Ele está no meio de nós” do presente excerto?
3) O que mantém as Cativas sob o poder e influência do seu mandante?
4) O que pensou o súbito quanto ao que poderia ser originado pelas almas dos nados-mortos?
5) O que ofereceu Lúcifer ao seu súbito?


Enviem as respostas para o mail cantinhodocorvofiacha@gmail.com, com o vosso nome e uma nota de 10€ de preferência :D


Boa sorte a todos e espero fazer mais um passatempo no inicio do ano para os meus seguidores, vocês merecem, a ver se resolvo isso, mas compreendam dá trabalho :D

No próximo dia 31 será anunciado o vencedor ;)


sábado, 20 de dezembro de 2014

Boas Festas



Viva,

Muito cansado é o que posso dizer agora que chegamos ao final do ano, sendo assim vou agora recuperar forças :D

Nada mais será publicado até ao final do ano da minha parte, tirando talvez um passatempo ou alguma surpresa de última hora :)

Resta-me desejar a todos boas festas, descansem, relaxem que eu vou fazer o mesmo :D



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Renascer das Chamas de Susana Almeida (divulgação)



Sinopse:

É na Festa da Colheita que os caminhos de Cecília e Laerte se cruzam pela primeira vez. Ao contrário de todas as outras raparigas, Cecília não exibe um vestido bonito, ou prende os cabelos num penteado elegante.
Escondida no escuro de um beco, ela observa a festa como uma criança deslumbrada. Mas Cecília não está só, um homem mais velho acompanha-a. 

Curioso com o motivo que fez Cecília pedir-lhe ajuda no final da festa, Laerte procura informações sobre o homem que a acompanhava. Informações que acabarão por lhe revelar um segredo que mudará a sua vida. 

Perseguidos, Laerte e Cecília lutam para sobreviver, enfrentando os perigos que surgem no seu caminho. Conseguirão eles chegar sãos e salvos ao seu destino?


Viva,

Divulgo um ROMANCE de uma escritora que em determinado momento muito me apoiou e ao qual para sempre estarei agradecido.

Logo desejo muito boa sorte à Susana Almeida e espero que o livo faça muito sucesso :)

O preço até está bem em conta, podem ver aqui

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Espírito Natalício

Muito se fala nesta altura sobre o Natal. Criticamos o espírito consumista que a festividade trás consigo, pregamos sobre o amor e a amizade, e fazemos a lista de afazeres até à noite da Consoada. Acredito que se perguntarmos a várias pessoas qual o verdadeiro significado do Natal, encontraríamos respostas bem diferentes. Mas também acho que o Natal é para a pequenada e, quando não há crianças por perto, perde um pouco a sua magia. Não quero estar a reforçar a veia consumista do Natal, mas acredito que não haja alegria maior para um pai que ver a felicidade do filho na hora de abrir os presentes. Pelo menos no meu tempo era assim, hoje em dia já não concordo tanto. Mas não queria que este texto enveredasse por esse caminho, que é um tanto atribulado.

O que eu queria mesmo era falar-vos um pouco daquilo que guardo da minha infância, no Natal. Mais do que uma altura para receber presentes, era a altura em que a minha tia vinha passar uns dias connosco. Só por isto, já valia a pena ser Natal. Recordo-me que a noite da Consoada era sempre em casa da minha avó materna. A casa, como tantas outras em Castelo de Vide, não era muito grande, mas era acolhedora. Assim que passávamos a porta de entrada surgiam as escadas que levavam ao primeiro andar, onde era o quarto dos meus avós e uma sala onde o meu avô tinha os seus discos e livros. Seguindo as escadas, em direcção ao segundo andar, entrávamos na cozinha e ao lado estava a sala de estar. Lembro-me perfeitamente destas duas divisões. O fogão por baixo da chaminé, os alguidares que serviam de lava-loiça, alguns tachos pendurados na parede... Vai-se lá entender as decorações de antigamente, mas a verdade é que só de recordar isto, me dá vontade de lá voltar e ir ver o que a minha avó está a fazer ao pé do fogão. Também me lembro perfeitamente dela, sempre com um xaile de malha castanha aos ombros, debruçada sobre a panela a provar a sopa. Canja, certamente, com umas massas redondas que eu não gostava nada, mas de que ainda sei o sabor. Onde já se viu canja sem massa de letrinhas? 

A noite da consoada era passada por aqui. A avó fazia o bacalhau com couves, batata e cenoura. Sempre com pouco sal, por causa dos diabetes do avô. Para sobremesa havia arroz doce, que eu deixei de provar quando estava quente, quando percebi que isso faz muito mal à barriga. E a avó bem me avisava, mas lá me deixava sempre comer um bocadinho. Não me lembro muito mais sobre o que se comia nesta noite, que de certeza não seria só isto, mas é o que me vem à cabeça. Sei que muitas vezes torcia o nariz às couves e ao bacalhau. Sempre achei estranho que numa noite tão especial se comesse um prato tão sem graça. Claro que me obrigavam a comer, afinal de contas eu tinha apenas uns 5 ou 6 anos, mas lembro-me de um ano que a minha avó fritou rissóis de propósito para mim. Sim, também não era nada de especial, mas os rissóis da minha avó eram deliciosos, e feitos em especial para mim.


Na casa da minha avó não havia aquecedores, havia uma braseira dentro da mesa onde jantávamos. E como uma braseira e uma miúda de 5 ou 6 anos pode ser um bocadinho perigoso, a minha avó andava sempre de olho nas duas. A porta da cozinha (que ainda me lembro ser azul) era sempre fechada para conservar o quentinho. Depois de jantar, o meu pai e o meu tio iam beber café à vila e os restantes ficavam por casa. Conversava-se, por incrível que isso possa parecer. A minha avó era muito poupada quanto ao uso da televisão e nem me recordo se a ligavam sequer. Sei que enquanto estivéssemos a jantar, não havia televisão para ninguém. Era a altura ideal para saber novidades uns dos outros, em especial dos tios que vinham de longe para aquela noite. O meu avô lá ia brincando comigo, quanto mais não fosse dizendo umas palermices. E eu lá ia brincando com alguma coisa, fosse com algum livro de colorir ou algumas Barbies que levava comigo. 

Não esperávamos até à meia noite para abrir os presentes. Em primeiro lugar porque eu não cabia em mim de excitação e depois porque os meus avós gostavam de dormir cedo e os meus tios também estavam cansados da viagem. Por volta das 22h horas, o meu pai e o meu tio voltavam da rua e fechavam cuidadosamente a porta da cozinha para não deixar sair o quentinho da sala. Sentavam-se um pouco ao pé de nós e empatavam com mais um pouco de conversa. Quando finalmente se decidia que era hora de abrir os presentes, deixavam-me ir abrir a porta da cozinha. Toda a gente sabe que o Pai Natal deixa as prendas debaixo da chaminé, e no momento em que eu abria aquela porta azul, caía-me tudo aos pés. La estavam elas, bem compostas debaixo da chaminé, com papéis de embrulho lindos e laços bem grandes. E eram sempre tantas! A minha avó metia as mãos à cabeça, com medo que eu me sentisse mal com tanto entusiasmo. Já ouvi dizer que chegava a ralhar aos meus pais por me darem um choque tão grande. 

Claro que, na altura, tinha mais em que pensar do que propriamente nos meus pais, mas hoje que olho para trás posso imaginar a sua alegria por me verem tão feliz naquelas noites. E não me tomem por uma menina mimada, que os presentes não eram só para mim! A pilha que estava sempre debaixo da chaminé, tinha os presentes da família toda. Até os que tinham ficado debaixo da nossa árvore de Natal, em casa, e que apareciam ali como que por milagre. Cabia-me a mim a tarefa de ir buscar os presentes e distribuir pelos respectivos donos e só depois de estarem todos entregues, começávamos a abrir. 

Durante anos estas noites foram um mistério para mim. Eu acreditava no Pai Natal, como na altura era normal (hoje em dia nem tanto...), e todos os anos escrevia uma carta com a lengalenga de  me ter portado bem, ou pelo menos assim assim, e uma lista com o que gostava de receber. Era lista, não por querer receber aquilo tudo, mas para o Pai Natal poder escolher o que me oferecer. Era uma ingénua, eu sei. A lista ficava pendurada na porta do frigorífico e um dia desaparecia misteriosamente. Se o Pai Natal não existisse, como era possível que os presentes surgissem debaixo da chaminé da minha avó?

Só anos mais tarde dei por mim a pensar no assunto e a desvendar o mistério. Claramente, o meu pai e o meu tio aproveitavam a desculpa do café para deixarem os presentes todos na chaminé. A conversa que se gerava na sala, seria suficiente para abafar os barulhos que eles fizessem ao subir e descer as escadas. Nunca esclareci este facto, mas acredito que muitos dos presentes estivessem guardados já no quarto dos meus avós e que naquela noite voltassem à minha casa apenas para ir buscar as prendas que ficaram na árvore, horas antes. 

Como disse há pouco, o Natal é das crianças e acredito que ver o sorriso na cara dos filhos ao abrir os presentes seja o suficiente para aquecer o coração de um pai. E de certeza que os meus pais sentiam isso, mas que o momento em que a porta azul se abria e eu ficava especada a olhar para aquelas prendas, devia ser inestimável para a minha família.

Bons tempos, sem dúvida, que recordo hoje com muito carinho. Quando for grande também quero ter uma chaminé para poder passar esta pequena magia aos meus filhos. Um dia...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mares de Sangue Volume II Nobres Vigaristas de Scott Lynch


Sinopse:

Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro. Desta vez, eles têm como alvo o maior dos prêmios, a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde a regra de ouro é punir com a morte qualquer um que tente trapacear. É o tipo de desafio a que Locke não consegue resistir... só que o crime perfeito terá que esperar. Antigos rivais dos Nobres Vigaristas revelam o plano a Stragos, o ambicioso líder militar verrari, que resolve manipulá-los em favor de seus próprios interesses. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida com o mundo da pirataria, um trabalho inusitado para ladrões que mal sabem diferenciar a proa da popa de um navio. Em Mares de sangue, Locke e Jean terão que se mostrar malabaristas de mentiras, enganando todos ao seu redor sem a mínima falha, para que consigam sair vivos. Mas até mesmo isso pode não ser o bastante...

Opinião:

Depois de tanto divulgar o primeiro livro da serie, de tudo fazer para que fosse por cá publicado, acabei por ter que me render à evidencia, o livro não vendeu e para meu desespero não mais se publicou livros deste escritor, algo que sinceramente me custa imenso, mas sobre isso estou farto de comentar, o que é bom não vende (sei que é subjectivo, mas baseio-me no meu gosto pessoal).

Mas quis o destino que de forma fácil tive acesso a ler a continuação das aventuras dos nossos amigos Nobres Vigaristas, atraves de formato digital, sendo assim não tive duvidas qual seria a minha estreia a ler nesse formato, mesmo que lido em pt / br, e não me arrependo, pois estamos na presença de mais um excelente livro do escritor, ao nível do anterior e que faz com que este seja um dos meus escritores favoritos de sempre, assim a serie continue.

Só tive pena de não me dar a 100% com o Kobo pois fico com a sensação que ao ler muito tempo fico com dores de cabeça, mas gostei da experiência, a repetir seguramente.

Quanto ao livro, penso que foi comentado recentemente aqui no blog, no primeiro volume As Mentiras de Locke Lamora, tudo o que de bom os seus livros tem para oferecer, pelo amigo Nuno Ferreira autor do excelente livro A Espada que Sangra, logo só posso confirmar que este livro está ao nível do anterior.

Com um enredo fantástico, provando que não é necessário um universo muito amplo para escrever um bom livro, uma escrita que nos vai prendendo do inicio ao fim e com personagens que nos seduzem, nos cativam, enfim mais uma pérola que todos deviam ler.

E depois como sempre não podia todo este espetáculo culminar com um final de nos deixar de queixo aberto, fantástico, isto vai mesmo até à ultima folha.

Gostei muito da personagem Zamira, acredito que ainda venhamos a saber mais sobre a mesma, tal Requin :)

Agora é esperar que o próximo saia em breve em terras de Vera Cruz, será uma leitura com total prioridade ;)


sábado, 13 de dezembro de 2014

O Bau do Cantinho do Corvo Fiacha - Revista de dezembro 2014



Mais uma Revista tenho mesmo que ir ler, mas à primeira vista está muito interessante.

Nunca é demais agradecer a todos os que tornam possivel a elaboração de mais um exemplar, o meu muito obrigado.

E em breve irei então promover o passatempo do novo livro do Manuel Alves, que será leitura conjunta no cantinho em janeiro de 2014. O livro é barato e temos mesmo que promover este escritor que sem duvida é muito talentoso. Logo o vencedor receberá o seu exemplar a tempo de participar na leitura conjunta, caso entenda participar claro.

Espero que gostem, pessoalmente já me sinto feliz por ver o empenho e a amizade que as pessoas colocam na elaboração da revista :)

E participem, qualquer um o pode fazer e teremos muito gosto em publicar os vossos artigos :)

Podem ler a revista aqui