quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Passatempo "A Cativa" de Manuel Alves



Ora viva,

Como prometido aqui fica um passatempo com a oferta do livro "A Cativa" do escritor Manuel Alves. 

Como já referi este livro irá ser lido em leitura conjunta no próximo mês de janeiro no grupo do cantinho no FB, logo nada como tentarem a sua sorte.

Quem já leu ago do escritor sabe que vale bem a pena, estou ansioso por começar :)

Para participarem basta lerem o pequeno excerto aqui e responderem às seguintes questões:

1) Como se chama o livo 1º de Wulfric?
2) Com quem conversava Lúcifer no capítulo “Ele está no meio de nós” do presente excerto?
3) O que mantém as Cativas sob o poder e influência do seu mandante?
4) O que pensou o súbito quanto ao que poderia ser originado pelas almas dos nados-mortos?
5) O que ofereceu Lúcifer ao seu súbito?


Enviem as respostas para o mail cantinhodocorvofiacha@gmail.com, com o vosso nome e uma nota de 10€ de preferência :D


Boa sorte a todos e espero fazer mais um passatempo no inicio do ano para os meus seguidores, vocês merecem, a ver se resolvo isso, mas compreendam dá trabalho :D

No próximo dia 31 será anunciado o vencedor ;)


sábado, 20 de dezembro de 2014

Boas Festas



Viva,

Muito cansado é o que posso dizer agora que chegamos ao final do ano, sendo assim vou agora recuperar forças :D

Nada mais será publicado até ao final do ano da minha parte, tirando talvez um passatempo ou alguma surpresa de última hora :)

Resta-me desejar a todos boas festas, descansem, relaxem que eu vou fazer o mesmo :D



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Renascer das Chamas de Susana Almeida (divulgação)



Sinopse:

É na Festa da Colheita que os caminhos de Cecília e Laerte se cruzam pela primeira vez. Ao contrário de todas as outras raparigas, Cecília não exibe um vestido bonito, ou prende os cabelos num penteado elegante.
Escondida no escuro de um beco, ela observa a festa como uma criança deslumbrada. Mas Cecília não está só, um homem mais velho acompanha-a. 

Curioso com o motivo que fez Cecília pedir-lhe ajuda no final da festa, Laerte procura informações sobre o homem que a acompanhava. Informações que acabarão por lhe revelar um segredo que mudará a sua vida. 

Perseguidos, Laerte e Cecília lutam para sobreviver, enfrentando os perigos que surgem no seu caminho. Conseguirão eles chegar sãos e salvos ao seu destino?


Viva,

Divulgo um ROMANCE de uma escritora que em determinado momento muito me apoiou e ao qual para sempre estarei agradecido.

Logo desejo muito boa sorte à Susana Almeida e espero que o livo faça muito sucesso :)

O preço até está bem em conta, podem ver aqui

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Espírito Natalício

Muito se fala nesta altura sobre o Natal. Criticamos o espírito consumista que a festividade trás consigo, pregamos sobre o amor e a amizade, e fazemos a lista de afazeres até à noite da Consoada. Acredito que se perguntarmos a várias pessoas qual o verdadeiro significado do Natal, encontraríamos respostas bem diferentes. Mas também acho que o Natal é para a pequenada e, quando não há crianças por perto, perde um pouco a sua magia. Não quero estar a reforçar a veia consumista do Natal, mas acredito que não haja alegria maior para um pai que ver a felicidade do filho na hora de abrir os presentes. Pelo menos no meu tempo era assim, hoje em dia já não concordo tanto. Mas não queria que este texto enveredasse por esse caminho, que é um tanto atribulado.

O que eu queria mesmo era falar-vos um pouco daquilo que guardo da minha infância, no Natal. Mais do que uma altura para receber presentes, era a altura em que a minha tia vinha passar uns dias connosco. Só por isto, já valia a pena ser Natal. Recordo-me que a noite da Consoada era sempre em casa da minha avó materna. A casa, como tantas outras em Castelo de Vide, não era muito grande, mas era acolhedora. Assim que passávamos a porta de entrada surgiam as escadas que levavam ao primeiro andar, onde era o quarto dos meus avós e uma sala onde o meu avô tinha os seus discos e livros. Seguindo as escadas, em direcção ao segundo andar, entrávamos na cozinha e ao lado estava a sala de estar. Lembro-me perfeitamente destas duas divisões. O fogão por baixo da chaminé, os alguidares que serviam de lava-loiça, alguns tachos pendurados na parede... Vai-se lá entender as decorações de antigamente, mas a verdade é que só de recordar isto, me dá vontade de lá voltar e ir ver o que a minha avó está a fazer ao pé do fogão. Também me lembro perfeitamente dela, sempre com um xaile de malha castanha aos ombros, debruçada sobre a panela a provar a sopa. Canja, certamente, com umas massas redondas que eu não gostava nada, mas de que ainda sei o sabor. Onde já se viu canja sem massa de letrinhas? 

A noite da consoada era passada por aqui. A avó fazia o bacalhau com couves, batata e cenoura. Sempre com pouco sal, por causa dos diabetes do avô. Para sobremesa havia arroz doce, que eu deixei de provar quando estava quente, quando percebi que isso faz muito mal à barriga. E a avó bem me avisava, mas lá me deixava sempre comer um bocadinho. Não me lembro muito mais sobre o que se comia nesta noite, que de certeza não seria só isto, mas é o que me vem à cabeça. Sei que muitas vezes torcia o nariz às couves e ao bacalhau. Sempre achei estranho que numa noite tão especial se comesse um prato tão sem graça. Claro que me obrigavam a comer, afinal de contas eu tinha apenas uns 5 ou 6 anos, mas lembro-me de um ano que a minha avó fritou rissóis de propósito para mim. Sim, também não era nada de especial, mas os rissóis da minha avó eram deliciosos, e feitos em especial para mim.


Na casa da minha avó não havia aquecedores, havia uma braseira dentro da mesa onde jantávamos. E como uma braseira e uma miúda de 5 ou 6 anos pode ser um bocadinho perigoso, a minha avó andava sempre de olho nas duas. A porta da cozinha (que ainda me lembro ser azul) era sempre fechada para conservar o quentinho. Depois de jantar, o meu pai e o meu tio iam beber café à vila e os restantes ficavam por casa. Conversava-se, por incrível que isso possa parecer. A minha avó era muito poupada quanto ao uso da televisão e nem me recordo se a ligavam sequer. Sei que enquanto estivéssemos a jantar, não havia televisão para ninguém. Era a altura ideal para saber novidades uns dos outros, em especial dos tios que vinham de longe para aquela noite. O meu avô lá ia brincando comigo, quanto mais não fosse dizendo umas palermices. E eu lá ia brincando com alguma coisa, fosse com algum livro de colorir ou algumas Barbies que levava comigo. 

Não esperávamos até à meia noite para abrir os presentes. Em primeiro lugar porque eu não cabia em mim de excitação e depois porque os meus avós gostavam de dormir cedo e os meus tios também estavam cansados da viagem. Por volta das 22h horas, o meu pai e o meu tio voltavam da rua e fechavam cuidadosamente a porta da cozinha para não deixar sair o quentinho da sala. Sentavam-se um pouco ao pé de nós e empatavam com mais um pouco de conversa. Quando finalmente se decidia que era hora de abrir os presentes, deixavam-me ir abrir a porta da cozinha. Toda a gente sabe que o Pai Natal deixa as prendas debaixo da chaminé, e no momento em que eu abria aquela porta azul, caía-me tudo aos pés. La estavam elas, bem compostas debaixo da chaminé, com papéis de embrulho lindos e laços bem grandes. E eram sempre tantas! A minha avó metia as mãos à cabeça, com medo que eu me sentisse mal com tanto entusiasmo. Já ouvi dizer que chegava a ralhar aos meus pais por me darem um choque tão grande. 

Claro que, na altura, tinha mais em que pensar do que propriamente nos meus pais, mas hoje que olho para trás posso imaginar a sua alegria por me verem tão feliz naquelas noites. E não me tomem por uma menina mimada, que os presentes não eram só para mim! A pilha que estava sempre debaixo da chaminé, tinha os presentes da família toda. Até os que tinham ficado debaixo da nossa árvore de Natal, em casa, e que apareciam ali como que por milagre. Cabia-me a mim a tarefa de ir buscar os presentes e distribuir pelos respectivos donos e só depois de estarem todos entregues, começávamos a abrir. 

Durante anos estas noites foram um mistério para mim. Eu acreditava no Pai Natal, como na altura era normal (hoje em dia nem tanto...), e todos os anos escrevia uma carta com a lengalenga de  me ter portado bem, ou pelo menos assim assim, e uma lista com o que gostava de receber. Era lista, não por querer receber aquilo tudo, mas para o Pai Natal poder escolher o que me oferecer. Era uma ingénua, eu sei. A lista ficava pendurada na porta do frigorífico e um dia desaparecia misteriosamente. Se o Pai Natal não existisse, como era possível que os presentes surgissem debaixo da chaminé da minha avó?

Só anos mais tarde dei por mim a pensar no assunto e a desvendar o mistério. Claramente, o meu pai e o meu tio aproveitavam a desculpa do café para deixarem os presentes todos na chaminé. A conversa que se gerava na sala, seria suficiente para abafar os barulhos que eles fizessem ao subir e descer as escadas. Nunca esclareci este facto, mas acredito que muitos dos presentes estivessem guardados já no quarto dos meus avós e que naquela noite voltassem à minha casa apenas para ir buscar as prendas que ficaram na árvore, horas antes. 

Como disse há pouco, o Natal é das crianças e acredito que ver o sorriso na cara dos filhos ao abrir os presentes seja o suficiente para aquecer o coração de um pai. E de certeza que os meus pais sentiam isso, mas que o momento em que a porta azul se abria e eu ficava especada a olhar para aquelas prendas, devia ser inestimável para a minha família.

Bons tempos, sem dúvida, que recordo hoje com muito carinho. Quando for grande também quero ter uma chaminé para poder passar esta pequena magia aos meus filhos. Um dia...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mares de Sangue Volume II Nobres Vigaristas de Scott Lynch


Sinopse:

Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro. Desta vez, eles têm como alvo o maior dos prêmios, a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde a regra de ouro é punir com a morte qualquer um que tente trapacear. É o tipo de desafio a que Locke não consegue resistir... só que o crime perfeito terá que esperar. Antigos rivais dos Nobres Vigaristas revelam o plano a Stragos, o ambicioso líder militar verrari, que resolve manipulá-los em favor de seus próprios interesses. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida com o mundo da pirataria, um trabalho inusitado para ladrões que mal sabem diferenciar a proa da popa de um navio. Em Mares de sangue, Locke e Jean terão que se mostrar malabaristas de mentiras, enganando todos ao seu redor sem a mínima falha, para que consigam sair vivos. Mas até mesmo isso pode não ser o bastante...

Opinião:

Depois de tanto divulgar o primeiro livro da serie, de tudo fazer para que fosse por cá publicado, acabei por ter que me render à evidencia, o livro não vendeu e para meu desespero não mais se publicou livros deste escritor, algo que sinceramente me custa imenso, mas sobre isso estou farto de comentar, o que é bom não vende (sei que é subjectivo, mas baseio-me no meu gosto pessoal).

Mas quis o destino que de forma fácil tive acesso a ler a continuação das aventuras dos nossos amigos Nobres Vigaristas, atraves de formato digital, sendo assim não tive duvidas qual seria a minha estreia a ler nesse formato, mesmo que lido em pt / br, e não me arrependo, pois estamos na presença de mais um excelente livro do escritor, ao nível do anterior e que faz com que este seja um dos meus escritores favoritos de sempre, assim a serie continue.

Só tive pena de não me dar a 100% com o Kobo pois fico com a sensação que ao ler muito tempo fico com dores de cabeça, mas gostei da experiência, a repetir seguramente.

Quanto ao livro, penso que foi comentado recentemente aqui no blog, no primeiro volume As Mentiras de Locke Lamora, tudo o que de bom os seus livros tem para oferecer, pelo amigo Nuno Ferreira autor do excelente livro A Espada que Sangra, logo só posso confirmar que este livro está ao nível do anterior.

Com um enredo fantástico, provando que não é necessário um universo muito amplo para escrever um bom livro, uma escrita que nos vai prendendo do inicio ao fim e com personagens que nos seduzem, nos cativam, enfim mais uma pérola que todos deviam ler.

E depois como sempre não podia todo este espetáculo culminar com um final de nos deixar de queixo aberto, fantástico, isto vai mesmo até à ultima folha.

Gostei muito da personagem Zamira, acredito que ainda venhamos a saber mais sobre a mesma, tal Requin :)

Agora é esperar que o próximo saia em breve em terras de Vera Cruz, será uma leitura com total prioridade ;)


sábado, 13 de dezembro de 2014

O Bau do Cantinho do Corvo Fiacha - Revista de dezembro 2014



Mais uma Revista tenho mesmo que ir ler, mas à primeira vista está muito interessante.

Nunca é demais agradecer a todos os que tornam possivel a elaboração de mais um exemplar, o meu muito obrigado.

E em breve irei então promover o passatempo do novo livro do Manuel Alves, que será leitura conjunta no cantinho em janeiro de 2014. O livro é barato e temos mesmo que promover este escritor que sem duvida é muito talentoso. Logo o vencedor receberá o seu exemplar a tempo de participar na leitura conjunta, caso entenda participar claro.

Espero que gostem, pessoalmente já me sinto feliz por ver o empenho e a amizade que as pessoas colocam na elaboração da revista :)

E participem, qualquer um o pode fazer e teremos muito gosto em publicar os vossos artigos :)

Podem ler a revista aqui

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Comentários - Uma verdadeira pérola

Viva,

Não que seja um top de comentário, mas partilho convosco o que até hoje mais me surpreendeu, sem duvida uma verdadeira pérola, leiam que vale bem a pena :D

"Eu nunca li nada do Nicholas Sparks, nem tenciono ler, mas não tenho rigorosamente nada contra quem o lê.

Fiquei, no entanto, absolutamente fascinado com a profusão de livros deste autor publicados e traduzidos para Portugal, e com os seus notáveis títulos.

Tão sugestivos são estes títulos, que logo comecei a pensar em "outras" histórias para eles. Senão vejamos:

-"O diário da nossa paixão": a inocente história de um casal de lésbicas que se apaixona por um casal de homossexuais, acabando por descobrir o verdadeiro amor numa garrafa de Vodka Beirão. (Lá para o décimo copo).

-"A alquimia do amor”: A história pungente de uma quarentona que vive em semi-reclusão num convento perto de Mafra, vindo a descobrir enquanto explora as suas catacumbas ( as do convento, bem entendido) uma poção mágica à base de uma liga de molibdénio, mas já fora de prazo, acabando por impedi-la de encontrar o amor verdadeiro.

-"Quem ama acredita”: Continuação da história anterior, mas desta vez a poção encontrada deriva de uma liga à base de tungsténio, por isso mais brilhante, que descoberta ainda dentro do prazo, mas já depois da palavra FIM do livro, impede mais uma vez o amor verdadeiro. 

-"À primeira vista": Um thriller cheio de suspense e muita acção entre os personagens masculinos e femininos, descrevendo como uma adolescente de 50 anos se apaixona por uma espécie de Maya, mas sem baralho. Aqui não se vislumbra, à primeira vista, o verdadeiro amor. À segunda vista, as hipóteses aumentam quase exponencialmente.

-"Corações em silêncio": Uma novela de puro terror, em que uma excitante sexagenária descobre que casou e viveu com o homem que é seu marido quarenta anos, sem que qualquer deles tivesse escutado uma palavra que fosse do seu coração. Seriam estes corações mudos? Ou surdos? Ou pior ainda, surdos-mudos?

-"Juntos ao luar": Uma história de lobisomens, na melhor tradição. Uma lobimulher procura o verdadeiro amor, numa demanda erótica de seres em verdadeiro pêlo.

-"Uma promessa para toda a vida": Através do uso de uma fórmula de origem metafisica encontrada num biberão na 5ª Avenida, James Norton desloca-se até ao Amazonas, onde conhece a tribo dos Tipauaí com quem passa a viver. Apaixona-se pela filha do chefe, a linda e loira de olhos azuis Miai, com quem vive em pecado um dia e meio, prometendo-lhe o amor verdadeiro e uma cabana, enquanto ouvem o José Cid, junto à praia e entre os canaviais.

-"As palavras que nunca te direi": História com uma componente politica muito forte, descreve como um financeiro ardiloso consegue afundar um banco deixando milhares de depositantes sem cheta, pelo que é preso e só depois detido, e condenado a 1 ano e dois dias de cadeia.
É libertado ao fim de dois dias por bom comportamento e porque teve 10 visitas pagas, descobrindo que o país se cotizou em peso através de mais impostos, para tirar o banco e o financeiro da bancarrota, numa demanda do verdadeiro amor pelo próximo.
Quando se prepara para agradecer, sofre um ataque cardíaco, morre, e estranhamente, nada mais diz.

"Um momento inesquecível”: A história de uma fórmula chapada, em que um escritor de sucesso de novelas românticas, lê uma novela romântica de um escritor de sucesso, com um personagem que é um escritor de sucesso de novelas românticas, que lê uma novela romântica de um escritor de sucesso.
-"Laços que perduram”: Mais uma história de demanda do verdadeiro amor, desta vez pela natureza, neste caso o oeste rural, num lugar idílico com muitas vacas e bois e a sincera pêra rocha (do oeste).

- "O Sorriso das Estrelas": Incursão do autor na ficção cientifica clássica, em que milhões de Estrelas Sorridentes invadem a Terra, sugando a seiva que corre nos corações mais apaixonados, dos quais se alimentam, reduzindo a humanidade a meros corpos sem emoções. No entanto tudo vai mudar quando uma dessas estrelas macho sorridente se apaixona pelo holograma de uma antiga estrela de Hollywood, encontrando dois caminhos que bifurcando se encontram: um para a libertação da Terra e outro para o verdadeiro amor.

-“Uma viagem espiritual”: A viagem que um homem amargurado empreende, na companhia de um duplo de Lobsang Rampa, que se vem a descobrir, na página 110, ser o Lobsang Rampa original. Nesta história de redenção e comida vegetariana, ninguém é o que pensa ser, nem o próprio Lobsang Rampa, nem a loira mamalhuda do capítulo seis em diante.

- “Um Homem Com Sorte”: Livro provocador e irónico, em que se responde a uma questão mais velha que a humanidade: “É um homem com sorte um homem consorte?”.

- “Uma escolha por Amor”: Depois de ter perdido a mulher num terrível acidente de tractor, o nosso herói desenvolve um ódio feroz a todas as formas de locomoção mecânica, juntando-se a um estranho grupo terrorista que se dedica a destruir todas as versões existentes de jipes. Mas tudo mudará a partir do momento em que a nossa heroína recolhe um cão mecânico ferido, propriedade de uma loira com seios avantajados (penso que é a mesma do capitulo seis de “Uma viagem espiritual), muito sexy, e que já sofreu muito às mãos cruéis de uns estranhos homens mecânicos. (Com as mãos sempre cheias de óleos e a limpar àquele nojento desperdício, irra!):

- “Três Semanas Com o Meu Irmão” : Baseado em parte na novela de Jules Verne “ Cinco Semanas em Balão” , mas em registo familiar e fora do espaço aéreo, esta é história de como dois irmãos resolvem partir de férias em conjunto com as respectivas mulheres, e de como em apenas 1 semana os atritos entre as cunhadas põem um fim abrupto à amizade que os unia. E às férias.

- “ Um refúgio para a Vida”: A história de uma leitora, chamada Susana Scroogga, apaixonada por novelas românticas, que teima em guardar só para si com dedicada avareza, e que virá a ser atormentada por estranhos fantasmas, que se identificam como o Spark do Natal Passado, Spark do Natal Presente e Spark do Natal que Há-de Vir. Assustador, mas com um final cheio de promessas sobre o encontro com o Verdadeiro Amor, ao invés do Amor Verdadeiro, que se provará talvez não existir nas novelas.

FIM

Ubik