segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Herança de Kiana de Paula Cunha



Sinopse:

Um estranho sonho leva Kiana a questionar-se sobre o poderá existir no mundo para além da sua terra natal.Após um acontecimento trágico que muda a sua vida, Kiana é obrigada a deixar Allana com o velho sábio, Gobi. Seguem em direção ao desconhecido e encontram criaturas inimagináveis e lugares inesquecíveis. Elfos, humanos, e criaturas desconhecidas como os Pikron e os Dragaras ajudam Kiana a descobrir aquilo de que é capaz.
Percorre o mundo em busca da justiça que a sua herança lhe concebeu e que o destino roubou. Mas a sua tarefa torna-se difícil quando é traída pela pessoa que menos esperava.
Lutando contra todas as hipóteses, com a ajuda dos seus fiéis amigos Gobi, o misterioso elfo Elthos e a sua família, Kiana questiona-se se será capaz de salvar o mundo. Ou se todos cairão às mãos de Dazorg e dos terríveis Vordon...

Opinião:

Compreendo que a escritora tenha escrito o livro com toda a dedicação, empenho e acreditando no seu valor, submeteu o seu trabalho a várias Editoras e mediante determinadas condições (acredito que tenha sido isto que se tenha passado) o livro foi aceite e publicado.

Sim sejamos claros a Chiado Editora publica os livros mediante pagamento, nada contra é um serviço, mas não deixo de achar uma certa piada quando vejo os escritores a agradecer por terem acreditado neles.

Mas será isso sinonimo de qualidade ? Acredito que poderá eventualmente ser um livro que quanto muito satisfaça jovens até aos 10 anos no máximo, é que se formos a ver bem, hoje jovens com 13 a 14 anos já gostam de ler Tolkien, George Martin entre muitos outros. E a fantasia deve ser dos géneros que mais puxam à imaginação, vale (quase) tudo.

Na verdade até existem livros para jovens que tem muita qualidade, Mundos Paralelos do Pullman, Jogos da Fome, Harry Potter são alguns dos exemplos disso mesmo.

Quanto ao livro, temos uma jovem que vive feliz numa aldeia, é avisada por um sonho que tem que sair dali, de um momento para o outro os seus pais adoptivos morrem ( ela chora por se sentir culpada da morte deles), vai ao encontro dos seus pais verdadeiros e descobre que é uma princesa Elfa. Por outro lado temos um vilão que vive numa cidade onde nada nasce e treina o seu exercito...bem o resto já estão a ver o que irá suceder....

Mesmo não havendo muito originalidade até podia haver situações que nos cativassem, por exemplos as personagens, a escrita, mas nada me conseguiu cativar, a personagem principal constantemente a chorar, as vezes que eu li "amo-te", enfim não consigo, por muito que me custe escrever isto, tirar algo que me tenha agradado, gosto da capa pronto, é pena pois considero a escritora muito simpática e só lhe desejo a maior sorte.

Nota-se claramente a falta de trabalho de um Editor, ao menos um mapa, vários erros ortográficos que desconcentram quem está a ler. Nada como arranjar uns leitores beta antes de avançar com a publicação dos livros, acredito que seja útil.

sábado, 8 de novembro de 2014

Revista nº 3 do Baú do Cantinho do Corvo Fiacha


Como o tempo passa e já vamos na 3 revista de O Baú do Cantinho do Corvo Fiacha e acreditem ou não, pouco sei do seu conteudo, neste caso apenas sabia que seria publicado mais um POV da Arya que já tive o prazer de ler.

Ainda não li tudo mas modo geral só posso estar *orgulhoso* do trabalho e carinho que aqui patente, fico contente de ver membros do grupo a participaram ativamente como foi o caso do Marco e o caso da Maria Rita, execelente.

Não posso deixar de agradecer a quem está por trás da revista, sabem quem são e que vos posso dizer ? A serio obrigado pelo vosso constante demostração de amizade :)

Quanto ao Forum Fantástico, nem sabem o que me chateia este secretismo todo em torno do programa mas cá estou eu novamente a divulga-lo, lá estaremos juntos e terei muito prazer em conhecer pessoalmente quer o Manuel Alves, quer o Nuno Ferreira (não estás esquecido por quem organiza esta revista).

Já agora e para vos deixar ainda mais curiosos com o talento do Manuel Alves aqui deixo algo desenhado pelo próprio, espero que gostem :)

Podem ler a Revista aqui



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Questões respondidas na página do FB pelo Editor Luís Corte Real - Saída de Emergência



A SDE tem vindo a responder com alguma regularidade a dez questões que são colocadas pelos seus seguidores da página do FB

Partilho algumas das respostas dadas, claro as que mais me interessam :)

Querem novidades para 2015, aqui vão algumas:

Jan-16 Eleanor e Park - Rainbow Rowell
Fev-13 Mistborn Vol. 2 - Brandon Sanderson
Mar-06 A Espada de Shannara - Terry Brooks
Mar-20 Redimida (último volume da Casa Noite) - PC Cast
Atenção que alguma data pode mudar, depois não me venham matar por causa disso!


O Steven Erikson está comprado, traduzido e até já tem capa. Mas só deverá ser lançado em 2016. Neste momento as nossas energias estão com o Brandon Sanderson. Lançar os dois ao mesmo tempo iria gerar uma canibalização dos resultados.

O "Império Final" do Sanderson já vendeu quase 1.000 exemplares. É um número fabuloso. Mas devido aos custos editorias e de marketing, continuará a dar prejuízo até aos 1.500 exemplares vendidos. Se tiver 500 amigos a quem possa recomendar o livro seria perfeito!


Dan Simmons é provavelmente o meu autor favorito. E Hyperion é uma obra-prima. Mas TODOS os livros do autor deram prejuizo à SDE, mesmo aqueles que dividimos.


A Carey nunca teve leitores suficientes para justificar mais livros e, depois de terminarmos a série, decidimos ficar por aí. Talvez relancemos o 1º volume em 2015 para ver se, entretanto, novos leitores se interessam. Se for esse o caso, pois seria um prazer continuar a publicá-la.

Continuar a Robin Hobb está nos nossos planos, especialmente a saga do Asassino. Mas provavelmente só em 2016. E, no próximo ano, ainda teremos de fazer um esforço por conquistar novos leitores para os dois quintetos anteriores.


A Patricia Briggs, devido aos prejuízos acumulados, teve de ser cancelada - com muita pena minha que sou fã há muitos anos. A Karen Marie Moning é para continuar e deveremos ter novidades para breve. O fabuloso Guy Gavriel Kay (um verdadeiro cavalheiro e amigo da SDE) só poderá ter mais novidades se o TIGANA vender melhor. O livro OS LEÕES DE AL-RASSAN também teve vendas muito fraquinhas, o que não ajuda.



Essa é a pergunta do milhão de dólares. Acreditamos que o George R. R. Martin irá lançar o próximo volume no final de 2015. Se assim for, vamos produzir a nossa edição à velocidade da luz para garantir que os leitores portugueses tenham a sua edição logo no início de 2016. Mas só o autor sabe (se calhar nem ele sabe!) quando irá terminar o próximo volume.

Pelo menos foi respondido com a informação de números de vendas e tudo, comentários ?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Último Conjurado - Isabel Ricardo


Sinopse

Há sessenta anos que Portugal era humilhado pelos Filipes de Espanha. 

É então que um grupo de heróis decide revoltar-se.

1640. O jugo espanhol dura há sessenta anos. Seis décadas de identidade roubada, pátria escondida e falsa lealdade. Mas algo está diferente: fala-se do enigmático Capitão Gualdim, que desafia o poder espanhol pelas ruas de Lisboa enquanto se conspira nas sombras e a guerra contra o domínio espanhol ameaça rebentar. Uma importante parte da nossa História ganha vida em O Último Conjurado de Isabel Ricardo, onde a realidade se cruza com a ficção. Duelos, emboscadas, amores e muito mistério envolvem as principais personagens, três jovens cavaleiros que vivem todo o tipo de aventuras. Um romance histórico que representa com rigor os factos ocorridos neste tão importante período da nossa História, enlaçado numa maravilhosa narrativa cheia de suspense.

Publicado pela primeira vez em 1998, esta reedição é a mais recente aposta da Saída de Emergência para a coleção A História de Portugal em Romances.


Opinião

Para os seguidores d'As Leituras do Fiacha não é segredo nenhum que eu sou fascinada por este livro desde que o conheci. É um facto que o meu entusiasmo passou para algum dos seguidores do blog (incluindo o próprio Corvo) e parece que estão também a ficar rendidos a este livro, tal como aconteceu comigo.

Logo nas primeiras páginas percebe-se que toda a acção do livro se vai desenvolver em torno desse misterioso Capitão Gualdim que todos conhecem ou já ouviram falar, mas que ninguém consegue identificar concretamente. Quando era miúda havia uns desenhos animados do Zorro que eu devorava e ao ler este livro foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Tal como o Zorro, também o Capitão Gualdim é um exímio espadachim que luta incessantemente contra a tirania espanhola e tenta a todo o custo contribuir para o afastamento dos FIlipes do trono português.

Contudo, não é só de um personagem que vive um livro. A par do Capitão misterioso, temos três brilhantes cavaleiros na flor da idade, Pedro de Castro, Afonso de Menezes e DIogo,Vasconcelos a maravilhosa Laura de Noronha e o não tão amistoso D. Manuel Vilar. Um conjunto de personagens que nos prende a estas páginas e, juntamente com a escrita simples mas ao mesmo tempo rica em pormenores históricos, faz com que tenhamos vontade de lutar ao lado deles por este Portugal independente tão desejado em 1640.

Quem é, afinal, o Capitão Gualdim? Esta é a pergunta que se impõe desde o início e para a qual haverá muitas possibilidades de respostas...

Como amante de romances históricos, não posso deixar de dar, mais uma vez, os parabéns à editora pela aposta na nossa História tão rica em pormenores que sem duvida tem de dar origem a livros assim. 

Recomendo vivamente!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Corvo adere à leitura digital - oferta



Esta mensagem é mais um agradecimento, pois uma pessoa amiga ofereceu-me um Kobo Glo igual a este!

Por esta não esperava! Até porque já traz imensos livros, desde Tolkien e Juliet Marillier até George Martin, incluindo alguns que gostava que publicassem por cá, como Bernard Cornwell, entre muitos outros. Claro que, num curto espaço de tempo, já arranjei imensos livros, em especial da Agatha Christie que agora tenho que passar para o Kobo... até livros do Follet tenho para passar para o Kobo! Mas a minha estreia será seguramente com o segundo livro do Scott Lynch, mal termine a minha leitura atual.

Sei que ainda vou receber mais umas ofertas (livros físicos) e só posso sentir-me como uma criança cheia de mimo, pois mais que o valor dos bens, é o gesto que mais me sensibiliza. Mas, sem dúvida, que esta é uma oferta muito especial! Muito obrigado! ;)

Agora tenho que aderir à leitura em formato digital que, como é óbvio, tem imensas vantagens: é muito mais barato na compra de livros (para não dizer a custo zero), é muito mais fácil de organizar, poupa espaço na nossa estante e penso ser mais ecológico mas aqui não tenho a certeza, pelo menos poupamos no abate de árvores :)

Claro que será quase impossível deixar de ler no livro físico mas está dado o primeiro passo para algo que, penso, será o futuro da leitura!

Já agora, partilhem a vossa experiência: são a favor da leitura neste formato? Que recomendam para quem se queira arriscar ler neste formato?

Não posso terminar sem agradecer ao amigo Marco Lopes, pela paciência, ajuda e incentivo para que leia neste formato, à Sofia Pinneli, por partilhar imensos livros neste formato e, não estando esquecido, à Milú Reis, pelos vários livros de FC que me ofereceu, em especial da coleção Argonauta e que tinha repetidos :)

"os livros são para ser lidos, para que queria eu livros repetidos? eles têm de cumprir a missão para a qual foram feitos."  Milú Reis 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Dia dos Santos

Com certeza já todos por aqui deverão ter ouvido falar da minha terra natal pois, apesar de ser apenas uma vila alentejana, gradualmente tem-se tornado conhecida um pouco por todo o mundo. Por vezes até aparecemos na televisão, seja pela altura da Páscoa ou em alguma reportagem que fale sobre a passagem dos judeus por Portugal, entre tantas outras ocasiões. Falo-vos de Castelo de Vide, uma pequena vila situada algures entre Portalegre e Marvão, onde podem encontrar imensos vestígios da história Portuguesa e com um vasto património cultural, entre tantas outras qualidades.

Acho que se pegarmos num calendário e apontarmos todas as romarias, festas e outras tradições de Castelo de Vide, dificilmente encontraríamos uma semana em que não se passasse nada por cá. Já vos falei da Páscoa, que é talvez a festa que atrai mais turistas, mas há muitas mais que poderia referir. A Feira Medieval em Setembro, o festival de música alternativa Andanças em Agosto, o madeiro de que arde todos os anos na noite de Natal para aquecer os mais carenciados, entre tantas outras datas importantes e tão nossas.

Este fim-de-semana, como bem sabem, comemorou-se o Dia dos Santos. Sim, eu sei que se comemora em todo o lado, mas em Castelo de Vide existe uma tradição que está cada vez mais a cair no esquecimento. Também há que lembrar que o dia 1 de Novembro já não é um feriado nacional e, como tal, é cada vez mais difícil fazer cumprir a tradição. Em parte porque as crianças não são dispensadas das aulas mas também porque os pais não podem deixar de ir trabalhar para acompanhar os filhos. E isto deixa-me triste pois recordo-me de passar o ano todo à espera que chegasse o Dia dos Santos, que me sabia ainda melhor que o Carnaval.

 Desta vez, o dia 1 de Novembro calhou em sábado o que permitiu que mais uma vez tradição fosse cumprida. Pela manhã, bem cedo, as crianças reunem-se em pequenos grupos e vão pelas ruas, batendo de porta em porta, a pedir os santos. Segundo os mais sábios, neste dia a festa celebra-se em honra de todos os santos e mártires. Cada criança leva uma bolsa, que por cá são as tradicionais bolsas de retalhos onde se guarda o pão, e recebem muitas vezes guloseimas, mas também nozes, romãs, castanhas, maçãs, e até alguns trocos.

As bolsas do pão - imagem retirada daqui


No meu tempo (sim porque já faço parte daquela faixa etária em que se pode usar expressões como esta), juntava-me sempre com uma prima. Temos a mesma idade e fomos sempre da mesma turma. Andávamos sempre juntas, fosse no Dia dos Santos, fosse no Carnaval ou fosse um dia qualquer e nos apetecesse companhia para brincar. E lá íamos nós, ela com a bolsa do pão e eu com a minha bolsa, que não era feita de retalhos, mas sempre tive muito carinho por ela porque foi uma prenda da minha avó paterna. Era toda feita em renda azul clarinha, com um forro a combinar, e é uma das poucas recordações que tenho dela. Todos os anos as bolsas vinham cheias de rebuçados, pastilhas, chupa-chupas, e frutos da época. A minha prima detestava que lhe dessem fruta, principalmente nozes. E se as moedas fossem de 1 escudo, quase fazia caretas às pessoas (felizmente continha-se!). Qual é a criança que gosta de receber moedas de 1 escudo?? Ok, nenhuma. Mas não me fazia confusão. Normalmente eram as pessoas mais idosas que davam moedas pequenas. Se em todas as casas por onde passávamos nos dessem uma moeda de 1 escudo, ao fim da manhã estávamos ricas. Ok, não literalmente. Mas para uma miúda de 5 ou 6 anos, juntar cerca de 100 escudos já era uma pequena fortuna.

 Ao final da manhã voltávamos a casa para o almoço em família. Quando ainda era uma criança de colo, era o meu pai que me levava a pedir os santinhos à casa das tias e das vizinhas, enquanto a minha mãe ia para casa da avó ajudar com o almoço. E o que se come no Dia dos Santos, perguntam vocês? Só coisas boas! Não me perguntem porquê, mas por aqui é tradição comer um prato de papas de milho ao almoço, neste dia. As papas são acompanhadas de açúcar louro, mel ou apenas leite. Como nunca gostei de papas, não percebo quem é que se lembra de comer isto ao almoço (só um parêntesis para dizer que a minha mãe adora….). Passando à frente: migas! Ah que maravilha, não é? Umas belas migas de pão ou de batata, que por cá come-se das duas maneiras, já marchavam! Depois para sobremesa come-se o arroz doce, não por ser tradicional deste dia, mas porque qualquer ocasião especial por cá pede uma travessa de arroz doce à mesa.

Para além disto, também se costuma comer bolo finto, que não é bem uma sobremesa. Funciona mais como um snack ou uma gulodice para qualquer altura do dia. Não há ano que passe sem que chegue a esta altura e me recorde dos tempos da escola primária, em que a mãe de uma amiga (cujo pai era padeiro) entrava pela sala de aula com um saco cheio de bolos fintos mais pequenos, ainda quentinhos. Para além dos bolos serem deliciosos, só o gesto de carinho já nos deixava felizes. Era como o ponto alto do nosso outono: o dia em que nos ofereceriam bolos fintos. Eu sei, como éramos ingénuos…

E porque estou para aqui a contar-vos uma tradição de há minhentos anos e, ainda por cima, a falar-vos em comida? (Já vos falei das migas, certo?)

Porque a tradição está a morrer. E a cada ano que passa há menos crianças na rua a pedir os santinhos e há também menos pessoas a abrir a porta às poucas crianças que ainda o fazem. Ainda ontem encontrei um texto do Nuno Markl em que ele contava como foi a sua noite de Halloween, acompanhando o filho e mais algumas crianças no “trick-or-treating”.

Não tardou para que, de adulto fixe e irresistível, gerindo com bonomia um grupo de divertidas crianças, eu passasse a sentir-me o cabeça experiente de uma organização terrorista, usando os meus pequenos esbirros para espalhar o susto e a angústia entre a terceira idade. 

Uma senhora em roupão lamenta: "Mas eu estava deitada...". 

Outra senhora revela-se tão idosa que não consegue abrir a sua própria porta da rua. Ou então foi incrivelmente inteligente.

Outra senhora, outro roupão: "Eu não estava preparada para isto...". 

"Então vamos ter de fazer travessuras!", respondem os gaiatos, implacáveis. E eu penso: "Mais? Não chega obrigar senhoras de idade a levantarem-se?".


 No meio disto tudo, não percebo porque tentamos todos os anos adoptar uma tradição que não é nossa e que para nós não tem qualquer significado, excepto ser um bom pretexto para tirar os fatos de Carnaval do baú, e em paralelo atirarmos para trás das costas aquilo que é, de facto, nosso. Será que os meus filhos, que um dia terei, irão pedir os santinhos ou pregar partidas pela noite fora?

domingo, 2 de novembro de 2014

Cinema

Venho até vós para vos falar de cinema, algo que me apaixona.

  O Grande Gatsby (2013)

A chamada sétima arte é uma das que mais me fascina. Seja pelos desempenhos de atores e atrizes que muito aprecio, seja pelas histórias, pelas bandas sonoras ou pelos efeitos e ambientes, o cinema é uma das minhas artes favoritas. 

Desde criança que gosto de ver filmes. Comecei por encontrar grande ligação com eles a partir da visualização dos filmes da Disney, que me mostraram magia e fantasia pela primeira vez. Lembro-me de ficar “colada ao ecrã” com os filmes da Pequena Sereia, que era a minha “princesa favorita” (e penso que continua a ser). Sinto que essas histórias ajudaram a criar em mim um gosto muito forte pela Fantasia, pelas histórias, ajudando-me a seguir por um trilho de imaginação que sem eles poderia não ter descoberto. 

O primeiro filme que vi no cinema, lembro-me tão bem!, foi O Rei Leão. Gostei imenso da experiência. Todo o ambiente do espaço, o som, o ecrã tão grande, fez-me sentir bem, apesar de não ter gostado muito do filme.

Depois, ao crescer, comecei a ver outros filmes. Um dos filmes da minha infância, é o maravilhoso Braveheart (1995). Provavelmente é daí que vem a minha paixão pela Escócia e pelas histórias de cavalaria e pela época medieval. Lembro-me da brilhante banda sonora e de como me emocionei da primeira vez que o vi. Foram várias as vezes que vi o filme e é sempre como se fosse a primeira vez…sinto sempre as mesmas emoções. 

Mais tarde, comecei a gostar bastante de histórias de terror, principalmente se não forem daquelas tipo Saw. Lembro-me que o primeiro filme do género que vi foi A Mansão e fiquei bastante agradada, tendo depois começado a ver outros. 
Mas nada se compara à primeira vez que vi Harry Potter e a Pedra Filosofal. A magia que senti ao ver o filme foi única, especial. Fui vê-lo mais uma vez e depois, com o dvd, mais vezes o vi, mas nenhuma se comparou àquela primeira.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)

Não vi os filmes do Senhor dos Anéis no cinema, mas vi-os várias vezes. Apesar de não ter sentido a mesma magia que senti ao ver o Harry Potter, devo dizer que hoje, depois de ter lido os livros de Tolkien, sei reconhecer toda a magia presente no seu mundo e os filmes são, sem dúvida, uns dos meus favoritos, em conjunto com as belíssimas bandas sonoras que têm.
O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel (2001)

Para mim, existem alguns aspectos necessários para um filme me encantar. O aspecto visual, a banda sonora, a história em si. 

O aspecto visual, a fotografia, as cores, o enquadramento, são para mim factores que me ajudam a encontrar interesse num filme. A beleza das cores e os detalhes das pequenas coisas que deixam compreender a minúcia com que tudo foi elaborado deixam-me ficar encantada com o que estou a ver. Aconteceu-me isso em vários filmes, como: Sherlock (2009 e Jogo de Sombras), A Invenção de Hugo e Cloud Atlas. 
 Cloud Atlas (2012)

A Invenção de Hugo (2011)

Quanto à banda sonora, para mim é importante que esta seja potente, forte, contextualizada com o filme e com cada cena deste. Uma música bem elaborada, pertinente e que faça as emoções crescerem é muito relevante para dar alma ao filme, no meu ponto de vista. 

No que se refere à história, é muito simples. A história tem de me despertar curiosidade. Se não o fizer, é difícil que eu fique encantada com o filme em si. 

Estes pontos que referi, principalmente os dois primeiros, são também importantes em termos do imaginário, a meu ver, pois deixam a imaginação divagar e correr e atravessar novos caminhos e novos mundos. 

Todos nós temos algo que nos faz gostar de determinadas coisas, daí os nossos gostos pessoais. É sempre algo pessoal, mas há que ser receptivo, para poder conhecer mais, saber mais e ir, assim, modificando ou aperfeiçoando os nossos gostos ou somando novos interesses àqueles que já tínhamos. É, por isso, que gosto tanto de debater sobre este tema, pois, debatendo, posso conhecer mais filmes para ver, alargando os meus horizontes.
E vocês? Gostam de cinema? Quais os vossos filmes favoritos? Quais as vossas recomendações?

Obrigada ao Fiacha e a todos vós =)