Dizem as histórias antigas que o Corvo e a Raposa não se entendem bem.
La Fontaine escreveu uma fábula que todos certamente já ouviram falar, mas para vos relembrar ou para quem não conheça aqui vai :
O Corvo e a Raposa
Mestre Corvo, numa árvore poisado,
No bico segurava um belo queijo.
Mestra Raposa, atraída pelo cheiro,
Assim lhe diz em tom entusiasmado:
- Olá! Bom dia tenha o senhor Corvo,
Tão lindo é: uma beleza alada!
Fora de brincadeiras, se o seu canto
Tiver das suas penas o encanto,
É de certeza o Rei da Bicharada.
Ouvindo tais palavras, que feliz
O Corvo fica; e a voz quer mostrar:
Abre o bico e lá vai o queijo pelo ar!
A Raposa o agarra e diz: - Senhor,
Aprenda que o vaidoso se rebaixa
Face a quem o resolve bajular.
Esta lição vale um queijo, não acha?
O Corvo, envergonhado, vendo o queijo fugir,
Jurou, tarde demais noutra igual não cair.
A razão porque vos falo desta fábula, é tão somente pela razão de que a ideia de que estes dois animais não se entendam não é verdadeira e a prova disso é mesmo este convite que me foi feito pelo Corvo.
Foi um convite que demonstra a enorme confiança que tem em mim e que mais posso dizer ou querer de um bom amigo? Confiança é o principal elo que liga as pessoas, os amigos. Sem ela, nada perdura.
Espero poder contribuir de uma forma positiva para divulgar cada vez mais o teu blog amigo Corvo.
(Agora só um pequeno pormenor, já sabes que eu e os contos somos bastante amigos, por isso vou cumprir o que disse há uns tempos : ainda vais gostar bastante de contos, eh eh )
Sei que o convite também se estendeu a um Dragão Negro. Penso não me enganar ao dizer que também ele estará bastante orgulhoso por participar neste blogue. E que juntos possamos contribuir para o crescimento do conhecimento literário de todos aqueles que visitam e participam, de uma outra forma, neste espaço
Raposa caminhante







