Sinopse
O Rei guerreiro trouxe paz às ilhas – Mas por quanto mais tempo?
Após uma vitória gloriosa no campo de batalha, Artur parece ter conquistado a união das Ilhas Britânicas. Agora terá de enfrentar as hordas invasoras dos Saxões, enquanto Merlim inicia uma demanda para descobrir os Tesouros Mágicos da Bretanha, na crença de que os poderes dos velhos deuses irão interceder a favor de Artur na batalha decisiva.
Mas Artur esquece-se que os deuses amam o caos e cedo a frágil paz desmorona no momento em que velhas rivalidades irrompem e ameaçam destruir todas as suas conquistas. E no pior momento, os mais próximos de Artur preparam-se para a traição…
Neste segundo volume da Trilogia dos Senhores da Guerra, Bernard Cornwell dá nova vida à lenda arturiana, combinando factos históricos, batalhas intensas e o velho mundo mágico de Merlim.
Críticas
"Cenas de batalhas grandiosas e intriga brilhante norteadas por personagens lendárias com características muito humanas."
-Kirkus Reviews
"Realismo de cortar a respiração."
-The Times
"Bernard Cornwell é um milagre literário."
-Daily Mail
Opinião:
Quanto mais vou lendo livros do Cornwell e em especial esta trilogia, mais o escritor se vai tornando num dos meus preferidos de Romance Histórico e finalmente nesta trilogia Arturiana, do qual já li várias sagas/obras, mostra-nos o escritor no seu auge.
O Inimigo de Deus é o 2º volume da trilogia, da qual já comentei no blog o 1º volume como podem verificar aqui e não me vou alongar muito em tudo o que gosto do escritor, pois já o referi no primeiro livro.
O escritor sabe preparar bem os seus enredos, estuda bem os locais onde a ação irá decorrer e depois apresenta-nos personagens complexas, bem construídas e que nos cativam de imediato. A tudo isto se junta uma escrita fluída e muito consistente.
É sabido que este período da história "Idade das Trevas" pouca informação existe, estamos a falar do século V e embora já muito se tenha escrito, Cornwell apresenta-nos a sua visão: "trata-se apenas de mais uma variação de uma saga fantástica e complexa que tendo chegado até nós vinda de uma época bárbara, continua a maravilhar-nos pelas dimensões heróicas, românticas e trágicas".
E faz-lo com enorme mestria, pegando em aspetos sociais, religiosos, políticos, tudo polvilhado com elementos fantásticos e com descrições de combates como só ele sabe fazer. Mas é nas personagens que mais ficamos cativados e gostei imenso do desenvolvimento de várias, como o sempre ambicioso Bispo Sansum (que numa fase mais adiantada da vida se tornará superior de Darfel, o Saxão amigo de Artur, que é o narrador dos livros) mas acima de tudo de Lancelote, um personagem que embora vista a pele de cordeiro é na verdade uma verdadeira serpente e isso claro só pode ser uma mais valia para o enredo. Mas são muitos os personagens cativantes, pois quanto mais os vamos conhecendo mais vamos percebendo a sua complexidade.
Muito interessante verificar como tudo é preparado para depois se fazer as devidas movimentações, foram várias as surpresas que fiquei estupefacto, as reviravoltas no enredo estão muito bem conseguidas, chocam-nos e quando isso acontece só pode ser muito bom sinal. Traições, tragédias, mistérios são vários os casos que nos deixam vidrados no livro.
Uma leitura cativante, com momentos de nos deixar empolgados, um enredo complexo e bem desenvolvido, tem tudo para se tornar o melhor que li sobre Artur, venha lá em tão o livro final.
Não esperava um final de ano com livros tão bons de Romance Histórico, excelente.
A questão que fica é o que ler a seguir, penso que vou manter-me neste género literário e seguir para David Liss.



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