O escritor:
Luís Alberto Rivera Gonçalves nasceu em Almada a 10 de Maio de 1954 entre quintas e azinhagas duma simples vila. Estudou nos Pupilos do Exército, onde completou o Curso Geral de Indústria em conflito com o ambiente militar daquele estabelecimento de ensino liceal e militar do tempo do Império e do Estado Novo. Começou a sua vida profissional desempenhando várias profissões básicas do funcionamento da sociedade. Viajou para França e Bélgica duas vezes em 1975 aos 21 anos de idade e em 1985 aos 31 anos em busca de vida melhor e mais fácil.
Desde jovem teve gosto na escrita como forma de expressão e comunicação e escrevia acerca de suas conjecturas sociais político-religiosas do passado, do presente e do futuro da humanidade. Em 2011 publicou o seu primeiro livro pela Chiado Editora, uma obra arrojada acerca dos verdadeiros templários medievais chamada Diálogos com o último guardião do tesouro dos templários. Actualmente escreve suas aventuras imaginadas em romance e de epopeia fantástica, noutra obra chamada Lusitando ou o Canto da Leusitanea, da qual epopeia apresenta aqui a primeira parte chamada Uma viagem sem regresso.
Sinopse:
Este é o livro que faltava para explicar o que nunca foi explicado acerca dos templários, por falta de informação credível ou por falta de coragem política, porque interessou sempre aos poderes políticos e religiosos que governaram a Europa e o mundo desde a Idade Média, que os templários se mantivessem dentro de uma aura e de um mundo de mistério de misticismo, esoterismo, ocultismo, rituais hereges e idólatras e de tramas conspiratórias contra a Monarquia e contra o Vaticano, para que as plebes súbditas europeias nunca soubessem ao longo dos séculos em que se baseava a acção política secreta dos mestres e dos cavaleiros do Templo. Acção política secreta que era a verdadeira e real razão de existência da ordem do Templo nos últimos 100 anos de existência da ordem, durante todo o século XIII.
Aqui é explicado o interesse e o gosto que os mestres do Templo tinham pelos subterrâneos, pelas criptas e pelas salas secretas de acesso restrito, às quais nem os monges e freires do Templo tinham acesso. Explica-se também como a ordem enriqueceu depressa até se tornar numa das Instituições mais poderosas financeiramente da Europa medieval. É descrito o choque brutal e dramático que a ordem teve contra a Coroa francesa e contra o Vaticano no princípio do século XIV e que acabou da forma trágica que relata a História.
Mas não se tenta lançar uma nova luz sobre um assunto já muito falado e discutido de todos os ângulos de visão dos vários quadrantes políticos, sociais e filosofais. Tentou-se apenas levantar as sombras e as trevas da escuridão com que os poderes políticos e religiosos que governaram a Europa desde a Idade Média cobriram os templários ao longo de sete séculos, por causa da excomunhão medieval com que os templários foram condenados.
Espero ter conseguido o meu intento ao repor a verdade e a realidade histórica no seu devido lugar, pois o último guardião do tesouro do Templo ensinou-me a nunca deixar a falsidade sobrepor-se à verdade.
Já tinha lido vários Romances Históricos, livros onde aprendemos sempre algo e conhecer trabalhos de investigação verdadeiramente soberbos como é o caso de Gary Jinnings que para escrever a serie Asteca, viveu durante 12 anos no México, ou a saga 1º Homem de Roma onde a minha escritora favorita (Colleen McCullough) retrata a história da Roma Antiga fruto de um excepcional trabalho de pesquisa, todo o ambiente histórico, quer se trate da forma de organização política, económica ou social, ou de simples estratégias de poder.
Embora tenha sido um pouco difícil ler este livro, muito por culpa de se tratar mais de um estudo, onde falta ação, mais diálogos, por forma a tornar leitura mais fluida, e apesar de nos ser fornecer muita informação técnica, a sua leitura não deixa de nos mostrar um trabalho verdadeiramente notável de investigação, onde, acabamos por ficar admiradores do escritor tal o nível de conhecimentos que nos apresenta.
Penso que o resumo do livro diz tudo acerca do que tem para oferecer. Acabei por ficar impressionado com os templários, com vontade de conhecer vários locais, pois este estudo aqui apresentado, remete-nos para imensos locais como a cidade de Tomar por ter sido muito importante para os templários, entre outros locais, embora a cidade francesa de Valcros seja o centro do enredo.
Há uma personagem que acaba por ser uma mais valia para o enredo e que ajuda imenso a que a primeira fase do livro seja lida com muito mais fluidez, que é Marcola, o último guardião do tesouro da cidade de Valcros e que proporciona diálogos muito interessantes.
Para quem goste de saber mais sobre os templários, este livro é brilhante, pois contem muita informação sobre os mesmos em vários aspetos, quer na sua forma de estar na vida, quer a sua filosofia de vida muito interessante e tão característica, onde nada era feito ao acaso.
Claro que ao falarmos de algo muito antigo há muita coisa que pode ser apenas especulação, aliás especulação sobre os templários há imensa e ainda hoje existem ordens que se julgam os fieis descendentes dos mesmos. No entanto, penso que o escritor alem de um trabalho bem feito de investigação, fez ele também muitas deduções de uma forma lógica e apresentou imensos trabalhos frutos do seu estudo e análise, e no fundo, explicou muito da forma de vida que os templários seguiam.
Excelente trabalho arqueológico, histórico, filosófico entre outros, é no fundo o grande objetivo do livro, apresentando um trabalho credível sobre os Templários.
Como sei que a minha amiga Caminhante vai adorar este livro, vou oferecer-lhe pois como tem também um blogue e faz comentários muito bons é uma forma de ajudar a divulgar esta boa obra.