sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Corpo e o Sangue do Inquisidor de Valerio Evangelisti



Sinopse:

Nicolas Eymerich, impiedoso defensor da fé cristã, gravou a sangue e fogo o seu nome na história dos nossos tempos. Autor do célebre Manual do Inquisidor, do século XIV, esta personagem verídica será durante mais de cinquenta anos o inquisidor mais poderoso e implacável do reino de Aragão.

Com um rigoroso fundo histórico, as investigações de Nicolas Eymerich trazem até nós um detective do misterioso, a meio caminho entre Sherlock Holmes e Guillaume de Baskerville (de O Nome da Rosa), capaz de desmontar os enredos mais maquiavélicos e de arrasar todas as heresias.

Opinião:

Graças a uma pessoa amiga, tive a oportunidade de ler este livro, que não sendo um livro extraordinário, é agradável e bem interessante.

Como se pode ver, o livro é fruto de um trabalho de investigação de um determinado período da história, onde a Igreja detinha um enorme poder.

Todo o enredo gira em volta da grande personagem que é o inquisidor Nicolas Eymerich, que parte numa demanda para tentar descobrir e destruir algo verdadeiramente maligno que está a acontecer no reino de Aragão.

Mas, paralelamente o livro descreve-nos, no tempo atual, um enigma em que o ponto central da ação é comuns em ambos os períodos. É neste tempo que conhecemos um médico, Lycurgus Pinks, racista, capaz de tudo para atingir os seus objetivos. Sem duvida uma personagem interessante, embora não pelos melhores motivos. Muita da ação gira em torno destas duas excelentes personagens.

Numa escrita fluida, sem momentos mortos, repleta de mistérios e enigmas, apresentando um enredo bem construído e com duas personagens principais extraordinárias, acaba por ser um livro que proporciona uma leitura muito agradável.

Um livro que recomendado, mais a mais podendo ser adquirido por 4,90€ conforme podem ver aqui vale a pena ;)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pavana de Keith Roberts

Sinopse

E se, em 1588, a bala de um assassino pusesse fim ao glorioso reinado da rainha Isabel de Inglaterra? A partir desse momento toda a história do mundo seria diferente. A Invencível Armada de Filipe II invade as ilhas britânicas. Os reis católicos tornam-se senhores incondicionais de Inglaterra. A Igreja Anglicana tomba por terra. Mais tarde, a Revolução Industrial é estrangulada à nascença. Os Papas ordenam autos-de-fé para reprimir os embriões da tecnologia, cessando assim todo o progresso científico. E o frenesim da história transforma- -se numa lenta Pavana que agoniza através dos séculos. Mas, algures, uma mão cheia de revolucionários, artistas e homens de ciência, combatem pela salvação ou ruína da espécie humana.



Confesso-vos que quando iniciei a leitura deste livro, esperava algo diferente, mas página após página, fui entrando num mundo desconhecido, que me seduziu pelas suas descrições, pelas suas histórias perfeitamente escritas e que se interligam na sua independência.

“Pavana” é um mosaico de histórias, um mosaico de vidas e gerações que nos falam de uma Inglaterra completamente diferente daquela que conhecemos hoje. Uma Inglaterra que viu a sua rainha Isabel I assassinada, a queda da reforma protestante e a ascensão da igreja católica que controlava metade do mundo.

Em pleno século XX (a história começa em 1968), o desenvolvimento tecnológico é praticamente inexistente, sendo considerada como heresia qualquer tentativa de desenvolvimento de outras tecnologias para além da energia a vapor. A Inquisição está forte e o sistema feudal bem vivo!

A primeira história apresenta-nos Lady Margaret (uma locomotiva a vapor) e a família Strange. O negócio de família permite que criar uma grande riqueza, com as suas locomotivas transportam mercadorias para todos os pontos do país.

A segunda história dá-nos a conhecer a Guilda dos Sinaleiros através de Rafe Bigland, uma aliança muito forte, uma irmandade que trabalha fora da alçada da igreja,.

O irmão John, na terceira história, apresenta-nos um monge que é chamado para um trabalho muito especifico: desenhar o que vê durante o funcionamento interno da inquisição, as torturas, os inquéritos. Estes acontecimentos levam-no a repensar a sua vida e a aliar-se aos rebeldes e ganhar a inimizade com a igreja.

Novamente a família Strange, numa outra geração, traz-nos uma quarta história que prepara o terreno para o desenlace final. O sentimento de liberdade de uma jovem é o tema da quinta história e de novo a família Strange preenche os capítulos seguintes até ao final do livro.

As personagens são muito humanas, com as suas fragilidades, aspirações, hesitações, dando-nos conta de quão frágil é o ser humano.

As histórias podem ser lidas de forma quase independente, ilustrando momentos da vida neste mundo controlado pela igreja. Mas a narração adquire a sua força pela justaposição de situações, personagens e eventos.

A comunicação assume um papel importante neste mundo sem progresso, no capítulo dois é escrito em detalhe a estrutura e a gestão das “luzes sinaleiras” , bem como a longa preparação na arte de codificar e descodificar as mensagens que são enviadas e recepcionadas em cada torre. A Irmandade dos sinaleiros, criou as regras e os sinais de um sistema único em que só quem pertence a esta irmandade o pode fazer. Em qualquer mundo desenvolvido, a comunicação é um dos factores chave para esse desenvolvimento e progresso, um fluxo difícil, hermético e subsequentemente controlado de mensagens é o primeiro sinal de uma sociedade que nunca poderá vir a modernizar-se e a evoluir.

No entanto, paralelamente, vimos a descobrir que estes “irmãos sinaleiros” têm um outro método para comunicar, muitíssimo mais rápido, através de terra ou mar e que está sem dúvida ligado a outras ciências ocultas, como por exemplo a magia.

Surge então um outro mundo paralelo à história central de Pavana, um mundo da antiga religião, o mundo das fadas, “as pessoas pequenas” que vivem nas florestas, mas que surge de uma forma muito subtil, sem que se perceba muito bem qual o papel directo deste seres. São elas a ligação com o feminino, para além da sua ligação à irmandade dos sinaleiros? Serão as mulheres um sinónimo de rebelião? É delas que nasce a força para a mudança?

A linguagem é lenta e as descrições são pormenorizadas, criando um ritmo que para alguns poderá ser considerado monótono. Não há acontecimentos surpreendentes e que nos arrebatam no meio da leitura. Keith Roberts escreve num tempo próprio, em que a narrativa aparece imbuída de um certo fatalismo, em que os personagens não parecem donos do seu destino, há uma força na história que os controla e a igreja que controla tudo.

No último capítulo “Coda” tudo se resolve, é a reviravolta, o desenlace de todas as outras histórias que estão interligadas quer no tempo quer nos personagens.

Não é difícil alongar-me neste comentário sobre Pavana, pois há muito por dizer. No entanto acho que não o devo fazer. É um livro que se descobre em si mesmo, tem de se ler nas entrelinhas e no que está por detrás do enredo principal, pois se não o fizermos, poderemos ter a sensação de estarmos a ler um livro sem nexo e com personagens e histórias que nada tem a ver umas com as outras.

Keith Roberts foi, na minha opinião, bastante ambicioso com este livro, no entanto terá conseguido atingir o seu objectivo final? Não sei responder… Para mim, é um livro muito bom, muito bem escrito, de uma forma subtil que despertou todos os meus sentidos na sua leitura, pois tem de se ler o que está na conjugação das palavras e frases e o que não está.

Há um toque de magia muito ténue e subtil por detrás de tudo, até na forma como o lemos.

Recomendo? – perguntam-me vocês. Também não sei responder… ou seja, eu recomendo, mas sei certamente que muitos acharão uma grande seca! Não esperem grandes acções ou movimentações, leiam-no desprovidos de expectativas e leiam nas entrelinhas, na escrita fantástica de Keith Roberts e gostarão certamente como eu gostei (assim o espero…).

Para quem quiser aventurar-se por este mundo de Keith Roberts, pode aproveitar o excelente preço da SDE, apenas 4,5€ no site:
http://www.saidadeemergencia.com/produto/pavana/

Podem encontrar este comentário no meu blogue folhas do mundo
A Caminhante

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Camuflagem de Joe Haldeman


Sinopse:

O artefacto estava a mais de 10 km abaixo do nível do mar. Ao tentar salvar um submarino, a Marinha tinha-o descoberto. E agora, vários cientistas de todo o mundo tentam alcançá-lo. Mais denso que qualquer outra substância conhecida do homem, ninguém consegue movê-lo. O governo chama então o biólogo marinho, Russell Sutton. Entretanto, duas criaturas marinhas vaguearam pela Terra por várias gerações. Agora, o artefacto chama por eles... mas o Camaleão decide que só há espaço para um na terra.

Opinião:

Mais um escritor que me foi recomendado. Um livro que me foi oferecido e não percebo muito bem o porquê de só agora o ter lido, mais uma pérola que a FC tem para oferecer, excelente.

Um estilo de FC que me agradou imenso, pois tem um enredo muito bem desenvolvido e intenso. Pode dizer-se que temos uma mistura de Terror com FC e onde os factos nos são descritos com muito rigor (não apresenta inconsistências como por vezes aparecem neste tipo de livros) e bastante criatividade.

E o mistério é logo dado desde o início, pois como é referido há um artefacto que é descoberto sendo que uma legião de cientistas tenta saber do que se trata e tudo o que isso implica. Muitas são as questões interessantes apresentadas e que nos levam a reflectir. Estaremos mesmo na presença de uma nave espacial?

Por outro lado vamos acompanhando a história de duas fantásticas personagens, Mutante e Camaleão, dois seres do outro mundo, com capacidades de mudarem de acordo com o ambiente, que são muito inteligentes e claro esquivos. Será que ambos sabem da existência de cada um?

Um livro fantástico, personagens marcantes, um enredo muito bem desenvolvido com uma escrita fluída e que demonstra um escritor culto, mais do que recomendado.

Seguramente que para a próxima feira do livro de Lisboa irei adquirir mais livros deste escritor e pelo que me recordo até estavam com preços muito acessíveis.

Sério candidato a livro do ano :)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Rebelde - Crónicas de Nathaniel Starbuck Nº: 1 - Bernard Cornwell



Sinopse:



Americano contra americano. Irmão contra irmão. Numa guerra civil tão cruel como a americana há heróis, vilões e... um rebelde.

No verão de 1861 os exércitos do Norte e do Sul estão à beira de iniciar a Guerra Civil Americana, precipitando também a epopeia de um rapaz do Norte, chamado Nathaniel Starbuck, e de como acabou por lutar a favor dos sulistas. Rejeitado pela rapariga que ama e incompreendido pela sua família, Starbuck chega a Richmond, Virgínia, capital da Confederação Sulista. É salvo por Washington Faulconer, um milionário excêntrico que está a criar o seu próprio regime de elite para lutar contra os Yankees. Starbuck alista-se na Legião Faulconer, mesmo sabendo que isso poderá implicar lutar contra o seu próprio povo. Mas não é apenas Starbuck que enfrenta semelhantes dilemas e cedo toda a América terá de se render ao caos e à dramática violência que fratura o país em dois.
Opinião:

Devo confessar que esperava mais deste inicio de saga mas compreendo que o escritor esteja a preparar o enredo e as personagens para os livros seguintes. Seja como for as qualidades que fazem de Cornwell um dos melhores escritores de Romance Histórico estão cá, sem duvida.

Por norma o escritor é forte na forma como dá consistência ao enredo baseando-o em factos reais, estudando bem o período onde a acção se passa, mas quem não conhecer um pouco de história, não sabe os motivos que levaram à existência desta guerra portanto estranhei um pouco o escritor não fazer o devido enquadramento.

Por outro lado o personagem principal costuma desde logo deixar-nos cativados e a suspirar por saber mais e mais, mas Starbuck embora tenha muito potencial, ainda não me cativou, além de que os motivos que o levam a lutar pelo Sul não me convencem, achei algo forçado. Mas há personagens secundárias com muito potencial e que foram bem desenvolvidas como o caso de Thaddeus Bird e Truslow e que acredito ainda vão ser importantes.

Depois não tivemos algo em que o escritor costuma ser muito bom, um combate que nos tenha cativado, bem descrito, emotivo, mas como referi em cima pode ser por estarmos num livro inicial de saga e ainda ser cedo para colocar a carne toda no assador como se costuma dizer.

Seja como for é Cornwell e quem já o leu, sabe que este escritor não sabe escrever mal, logo estou com muita vontade de ler os livros seguintes, pois acredito que o cenário está preparado para grandes momentos de leitura.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Saída de Emergência anuncia títulos que vai publicar até final do ano na Coleção Bang! (divulgação)



A SDE  anunciaram os títulos a publicar até ao final do ano na Coleção Bang!

Setembro
- Acácia - A União Sagrada de David Anthony Durham
- Assassin´s Creed - Vela Negra de Oliver Bowden

Outubro
- Poço da Ascensão de Brandon Sanderson
- The Three de Sara Lotz

Novembro
- A Senhora do Império de Raymond E. Feist

Dezembro
Não há publicações previstas

Notas:
- A “Saga Mistborn – Nascida das Brumas” vai ter um total de 5 livros,  sendo razão para tal, os últimos dois livros da saga serem bem mais volumosos que o primeiro volume.

- O livro Os Jardins da Lua de Steven Erikson não vai ser publicado este ano, não tendo neste momento qualquer previsão, embora seja um título a ser publicar pela coleção Bang!

Informação da Editora retirada daqui

Fico contente com a continuação das sagas do Raymond E. Feist e David Anthony Durham, já era mais que tempo de voltarem a publicar, Brandon Sanderson sem duvida que quero muito ler e quero mesmo experimentar a Sara Lotz.

Quanto às notas....começo a temer que Steven Erikson não seja publicado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Neuromante de William Gibson


Sinopse:

Num futuro onde os computadores são omnipresentes, ligações directas ao sistema nervoso permitem aos informadores visualizar dados e programas e trabalhar sobre eles, desafiando o universo real.

Case, o protagonista, cometeu em tempos o mais punível dos crimes: o roubo informático. Agora, com parte do cérebro inutilizada e a cabeça a prémio, é apenas mais um entre os milhares de falhados que tentam desesperadamente sobreviver na hecatombe do submundo de Tóquio. Até que recebe uma proposta irrecusável...

Neuromante, obra galardoada com os prémios Nebula, Hugo e Philip K. Dick, não é apenas um thriller policial de tradição clássica, mas também um trabalho de análise muito sério sobre o impacto social do advento das inteligências artificiais. Ímpar no seu género, apresenta aos leitores um universo hipertecnológico verdadeiramente convincente e um estilo surrealista e fascinante que fizeram do autor um dos escritores de ficção científica mais reputados da geração de 80.

Opinião:

Um livro muito acima da média e que é sem duvida um desafio enorme para a nossa mente, tal a complexidade do enredo, ou se lê o livro de seguida e sem grandes quebras ou dificilmente se consegue entender na plenitude o enredo, um livro que puxa bem pelos nossos neurónios.

A FC tem muitas pérolas mas ou gostamos muito ou não gostamos e este livro embora lhe reconheça imensa qualidade, mais a mais escrito nos anos oitenta e apresentando um enredo tão rico e complexo, é como já referi, de dificil entendimento e temos que estar bem preparados para o entender, o que não é fácil.

Por outro lado não existe uma personagem que me tenha marcado, que me tenha feito sentir empatia, embora Cose o protagonista do livro até seja interessante, tal como outras personagens secundárias, mas dai a deixar-me plenamente satisfeito foi algo que não aconteceu, algo determinente para gostar muito de um livro.

Quanto ao livro, penso que a sinopse já descreve e bem o que o livro tem para oferecer, um livro que até pode muito bem ser considerado thriller policial, tal a ação que tem, mas tem muito mais para oferecer e com um final que não deixa de ser surpreendente.

Tenho pena de não me ter cativado tanto como por exemplo um Duna do Frank Herbert ou mesmo A Oeste do Éden do Harry Harrison, mas ainda assim considero um livro com muita qualidade e  claro de leitura obrigatória, leiam FC que não se vão arrepender ;)

Mais um obrigado ao amigo Ubik :)

sábado, 2 de agosto de 2014

Opinião - Revista Bang! n.º16



Mais uma revista Bang! chegou!!!

Capa - Rompendo a politica até agora seguida de ter como capa uma ilustração original esta edição faz da capa de "O Império Final" de Brandon Sanderson também a sua. Apesar de perceber o porquê desta decisão gostava de ter visto uma ilustração original.

Editorial - Eu e a Safaa Dib temos muitas vezes diferendos de opinião, mas os seus editoriais tem sido algo que me me tem dado bastante prazer ler, este não foi propriamente a excepção, gostei da primeira parte, mas achei a segunda parte algo dispersa (embora tenha percebido onde queria chegar). Acho que faltava algo a ligar as duas partes.

Ilustrador Convidado - Ricardo Coimbra foi o autor da capa desta revista Bang! e pela amostra parece-me ser bastante talentoso, mas e mais uma vez tinha preferido uma ilustração original como por exemplo a que lá aparece com o titulo de "L'Homme runne".

Resumo das novidades - Estes resumos vem sempre acompanhados de uma opinião (à falta de um termo melhor) do editor Luís Corte-Real sobre o mercado editorial (e que muitas vezes dão azo a diferendos de interpretação entre mim e a Safaa). Este texto foi bastante esclarecedor e vem confirmar uma "revelação" que o João Barreiros fez à uns anos e que transcrevo:


O misterioso editor que proferiu estas palavras terá sido o Luís Corte-Real? Fica a questão.

Quanto às novidades parecem-me poucas para uma editora que se assume como a editora do Fantástico. Sobre a qualidade (ou falta dela) não me posso pronunciar visto não conhecer.

Sonar Literário - Um texto e um tema bastante interessante que o Eric Novello abordou e que me agradou muito.

Metais Pesados - Vou ser sincero acho que a participação do Fernando Ribeiro já não trás nada de novo seja nos temas seja na perspectivas. Sei que novos colaboradores não nascem nas árvores, mas este já passou a sua validade.

Sheridan Le Fanu - No Ano do Bicentenário - António Monteiro dá-nos a conhecer um daqueles autores tão importantes quanto desconhecidos. Espero que tenha despertado a atenção não só dos leitores como dos editores.

O Regresso do Transperceneige - Em mais um magnifico artigo da autoria do Mestre João Lameiras ficamos a conhecer mais uma Banda Desenhada (muito) interessante, mas que infelizmente não está publicada por cá e que dificilmente estará.

Feitiços e Terrores - Com a recente publicação de "Cultos Inomináveis" de Robert E. Howard nada como recordar a vida e obra deste grande autor e que bem merece ser publicado e lido, em (mais) um interessante artigo do António Monteiro.

O Regresso a Westeros - Safaa Dib mostra-nos a importância das aventuras de Dunk e Egg (que se passam 100 anos antes de do inicio da Guerra de Tronos) e as interligações de ambas as historias. Tudo isto a propósito do mais recente lançamento "Historias dos Sete Reinos".

As Agruras da Colecção Argonauta - Parte 2 - A segunda e ultima parte deu magnifico exercício não só de memória, mas também de analise desse mítica colecção que foi e é a Argonauta pelo Luís Filipe Silva. Gostava de ver mais artigos destes na revista Bang!

Visões da Utopia - Um artigo bastante interessante em especial pela sua parte histórica.

Brandon Sanderson - Este autor e a sua Saga "Mistborn - Nascida nas Brumas" do qual "O Império Final" é o primeiro volume, são a mais recente aposta da Saída de Emergência e diga desde já uma aposta que a editora pretende ganhar, dai o muito marketing que tem sido feito à volta deste autor/livros, sendo que neste revista muitas paginas lhe são dedicadas indirecta ou directamente. Nas dezasseis (16) paginas que falam directamente do autor/livro temos um pouco de tudo desde um tour pelo mundo criado, as suas características e personagem, passando por uma entrevista a Brandon Sanderson, e o making of da capa de "O Império Final". Nota-se que é uma aposta em que a editora entrou com "tudo" e eu espero que dê resultado e pelas primeiras opiniões parece-me que já começou a agradar a muitos leitores.

Prémio Bang! 2014 - Com o Prémio Bang a acabar (alias já terminou) "mostra-se" quem são os Juízes e faz-se (fez-se) um ultimo apelo.

As Cidades na Ficção Científica - Episódio 3 - Estes artigos da autoria do João Rosmaninho foram definitivamente uma aposta ganha e espero que sejam e estejam para continuar.

Ficção

Enciclopédia da Estória Universal de Afonso Cruz - Uma presença já habitual nas paginas de revista Bang e que é sempre um prazer ler.

Pensando no Relógio de Rui Rodrigues Alves - Quando acabei de ler este conto fiquei com a sensação que tinha acabado de ler não um conto, mas uma espécie de resumo de algo maior. O potencial e as ideias parecem lá estar, mas ainda vai ter de treinar muito até escrever algo bom. Espero que o Rui continua a trabalhar para um dia nos presentear com um conto, novela, romance, etc, de excelência.

Abiogenesis de Pedro G. P. Martins - Já tinha lido os dois trabalhos que o Pedro Martins tem à disposição no Smashwords portanto foi sem surpresas que mais um vez me vi presenteado com a qualidade deste autor neste conto. 

Imersão de Aliette de Bodard - Bem não à toa que este conto venceu os prémios Locus e Nébula e acho que mais não será preciso dizer.
Não deixo passar a oportunidade de agradecer os esforço da revista Bang! em nos presentear com o que de bom se faz lá fora agora.

A Guerra dos Pombos de Estevão Ribeiro - O melhor elogio que posso fazer a esta BD (ou HQ como se diz na outra margem do Atlantico) é que me ri bastante e mal posso esperar pela continuação.


E assim foi mais uma excelente revista que continua a primar pela qualidade e que eu espero seja para continuar durante muito tempo.

Neste intervalo de tempo a revista Bang! já está disponível em formato PDF, mas devido à manutenção do site da Saída de Emergência não me é possível deixar o link para quem queira descarregar a mesma.


Este texto foi originalmente publicado no blog O Senhor Luvas