sexta-feira, 14 de maio de 2021

"O Deus das Moscas tem Fome" de Luís Corte Real


Sinopse:

Quem é Benjamim Tormenta, o famoso detetive do oculto que se move na Lisboa do século?


Benjamim Tormenta. Figura elegante e misteriosa, tanto é avistada nos salões luxuosos da capital como nas ruelas decadentes de Alfama, em palacetes de Sintra ou casas de ópio de Macau. Cruzando-se com figuras como o rei D. Luís, Fontes Pereira de Melo ou Eça de Queiroz, ele usa as suas habilidades na Lisboa secreta: a dos deuses negros convocados por burgueses ociosos, das aberrações vindas do outro lado do Cosmos, dos livros amaldiçoados e da mais perigosa sociedade secreta do império português: a Irmandade da Serpente Verde. O que poucos sabem é que também Tormenta esconde um segredo tenebroso. Preso no seu corpo pela magia de muitas tatuagens está um demónio milenar que se quer soltar e espalhar a destruição, primeiro em Lisboa e depois no mundo.

Opinião:

Confesso que a minha curiosidade por ler este livro muito se deveu a ser escrito pelo  Editor da Coleção BANG!, pois foi graças à sua coragem que se publicou entre nós escritores como Scott Lynch, George Martin, Robin Hobb, Dan Simmons, Frank Herbert, entre muitos outros, que me fizeram ter intermináveis horas de leitura, conhecendo universos e personagens que jamais esquecerei.  Aquilo que mais me apetece dizer já é para quando o segundo volume ? Que seja o primeiro de muitos volumes, pois são estes livros que me fazem ser admirador da Coleção BANG!.

Tem tudo o que gosto nos livros, uma escrita diferenciada, de qualidade, que distingue os bons escritores, personagens que nos cativam e acredito muito que Benjamim Tormenta, o bruxo do oculto, irá ser um personagem muito marcante e por ultimo um enredo passado numa Lisboa do Seculo XIX onde se cria um ambiente de muitos mistérios.

Pessoalmente considero que a fantasia abre uma vasta variedade de oportunidades à criatividade, mas gosto muito que seja bem utilizada, que seja feito com coerência e um bom exemplo disso é o demónio que habita a mente do nosso personagem, preso pela magia de muitas tatuagens, além de ser muito bem desenvolvido, de ser uma tremenda mais valia para todo o enredo, permite-nos sonhar, ansiar por ver como irá no futuro ser desenvolvida e que segredos tenebrosos pode trazer para todo o enredo, para já sabemos que pretende se libertar da mente do nosso protagonista e não só destruir Portugal mas como o mundo.

Por outro lado, é com prazer que vejo um escritor nacional com tanta qualidade, que escreva sobre segredos e mistérios que ocorrem em Portugal, em especial na misteriosa Lisboa, que o protagonista seja Português e mesmo que a ação possa mudar de local não me choca nada, pelo contrario até abrirá a porta a muitos outros enigmas.

Adorei todo o ambiente criado, muito mistério, muito oculto, fantasia, alguns momentos de terror, negros mesmo, às tantas nem se percebe bem que género literário estamos a ler. Repleto de jogos políticos do qual sou admirador, em especial no ultimo conto, seres repugnantes até tive o prazer de ver algo que gosto muito nos livros, venenos e todos os seus encantos.

Penso já ter dado a entender que Benjamim Tormenta tem tudo para se tornar um grande personagem, já li muitos que são famosos como o Elfo Negro, Elric, Conan, Geralt, entre outros e digo muito sinceramente que Tormenta não fica atrás de nenhum deles. Mas há muitas outras personagens cativantes e marcantes, até Ramanujan, o criado de Tormenta, o é e acredito que no futuro ainda ouviremos falar e muito de madame Wei, a líder da Irmandade da Serpente Verde.

Finalizo, que isto já vai longo, referindo que gostei praticamente de todos os contos e "Se o Deus das Moscas tem Fome" foi interessante, o que dizer do último conto "O Sangue que os Velhos Bebem" bem um espetáculo mesmo.

Mas nisto nada como comprarem e lerem por si, meus amigos vale muito a pena.



quinta-feira, 15 de abril de 2021

"O Deus das Moscas tem Fome" de Luís Corte Real - Divulgação


 

Quem é Benjamim Tormenta, o famoso detetive do oculto que se move na Lisboa do século?


Benjamim Tormenta. Figura elegante e misteriosa, tanto é avistada nos salões luxuosos da capital como nas ruelas decadentes de Alfama, em palacetes de Sintra ou casas de ópio de Macau. Cruzando-se com figuras como o rei D. Luís, Fontes Pereira de Melo ou Eça de Queiroz, ele usa as suas habilidades na Lisboa secreta: a dos deuses negros convocados por burgueses ociosos, das aberrações vindas do outro lado do Cosmos, dos livros amaldiçoados e da mais perigosa sociedade secreta do império português: a Irmandade da Serpente Verde. O que poucos sabem é que também Tormenta esconde um segredo tenebroso. Preso no seu corpo pela magia de muitas tatuagens está um demónio milenar que se quer soltar e espalhar a destruição, primeiro em Lisboa e depois no mundo.




Luís Corte Real fundou a Saída de Emergência em 2003. Desde então criou a Coleção Bang! (que lança em Portugal os melhores autores de fantástico da atualidade e muitos clássicos) e a Revista Bang! (uma publicação semestral e gratuita dedicada à fantasia, FC e horror). Também editou autores como a Nora Roberts e Mark Manson, mas vocês não querem saber disso.

As paredes de sua casa estão ocupadas por todo o tipo de livros, banda desenhada, manuais de Dungeons & Dragons e Call of Cthulhu, jogos de tabuleiro, action figures e mais caixas de Lego do que aquelas que consegue montar. O Deus das Moscas Tem Fome é a sua primeira obra — uma espécie de X-Files na Lisboa de Eça de Queiroz, com influências que vão de H. P. Lovecraft e Arthur Conan Doyle a Mike Mignola.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

"Senhora do Lago" parte 2 de Andrzej Sapkowski

 
Sinopse:

Venha conhecer a saga que deu origem à série The Witcher da NETFLIX



Prisioneira do elfo Avallac’h, Ciri tem de decidir se aceita dar ao rei dos Amieiros um filho para assim poder alcançar a liberdade. Cansada de fugir, a jovem percebe que encarar o seu destino é a única forma de salvar aqueles que ama.
Geralt de Rivia e os seus companheiros chegam finalmente ao castelo de Stygga. Para proteger Ciri e Yennefer, o bruxo vê-se obrigado a enfrentar novamente o terrível feiticeiro Vilgefortz. E, para piorar, o mundo continua mergulhado em guerra…

 

Opinião:

 Para mim este escritor é do melhor que tenho lido a nível de fantasia, entrou no grupo dos meus escritores preferidos, pois os seus livros tem tudo que gosto encontrar nos livros, uma escrita criativa, personagens cativantes e um enredo bem desenvolvido.

Parti para a leitura deste livro com um sabor agridoce, pois estava na presença do culminar da serie onde passei muitas aventuras, muitos momentos de suspense, de crueldade, de muita politica e jogos de interesse e depois de terminar o livro, já sabia que nunca mais veria nada sobre este universo, dai ter sido um pouco difícil a sua leitura, mas por outro lado acabei por gostar bastante da forma como tudo termina, com acontecimentos que nos cativam, nos emocionam, no fundo foi um final bem desenvolvido e preparado.

Não vou estar a comentar muito mais, dizer que o escritor na verdade não cria nada de muito diferente do que já se tenha encontrado a nível de fantasia, mas não se eludam ele sabe utilizar o já existente com muita mestria, humor negro, crueldade, mistério, criatividade,  faz com que as personagens nos cativem, que estejamos a sofrer com os seus problemas (será que alguma vez Ciri quis mesmo ser ajudada ou era isso que desejava ? ) muito bem desenvolvidas quer as principais, quer as secundárias e sempre com uma escrita fluída e cativante.

Para quem goste de fantasia mais do que recomendado, vale muito a pena ler toda esta serie, um escritor com uma criatividade gigante. Espero que voltem a publicar mais livros seus no futuro e acima de tudo uma mais valia para a Coleçâo BANG! é destes escritores que a coleção necessita.

 

"Rosa Branca" de Glen Cook

 

 

 


Sinopse:

BEM-VINDO AO LADO MAIS REALISTA, OBSCURO E VIOLENTO DA FANTASIA


A Companhia Negra esteve à beira da ruína depois de fugir de Zimbro e da Senhora, a terrível feiticeira que espalhou a sua maldade pelo mundo. Agora, a partir de uma base secreta na Planície do Medo, onde até a Senhora hesita em ir, o grupo de mercenários procura tornar vitoriosa a Rosa Branca.
Porém, uma grande ameaça paira sobre os dois lados do conflito: o Dominador, o marido da Senhora, pode estar a planear uma tentativa de se libertar do seu túmulo, e, se o conseguir, todas as grandes batalhas que já foram travadas parecerão meras escaramuças. Diante de um inimigo em comum, é necessário tomar decisões inesperadas que testarão as lealdades e decidirão o destino do conflito.
 
Opinião:

Este livro culmina a trilogia, que não sendo deslumbrante, longe disso, ainda assim proporciona uma leitura agradável. O primeiro volume é razoável o segundo volume, para mim foi o melhor, mais escuro, sombrio e este sendo de encerramento de trilogia acabou por ser bem encerrado.

Nota-se que o escritor tem talento para a escrita, desenvolve relativamente bem o enredo, não criando nada de fantástico e diferente, mas sabendo levar a água ao seu moinho digamos, a escrita acaba por ser fluída e as personagens até são bem desenvolvidas embora lhes falte ali algo para nos prender, para nos cativar e a deixar suspirar pelos momentos que vão passando, mas não chega para considerar uma grande leitura ao nível de Robin Hobb, George Martin por exemplo.

Ainda assim para quem for adepto de ler fantasia acaba por ser uma leitura agradável e que vale a pena ler, logo recomendo.


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Divulgação SDE


A Desassossego publica esta semana o livro Uma Vida Adiada. Memórias da Bibliotecária de Auschwitz de Dita Krauss. Um livro envolvente, em que memórias vívidas e detalhadas se entrelaçam com a narrativa de um dos períodos mais traumáticos da História

Nascida em Praga em 1929 no seio de uma família judaica, Dita Kraus viveu durante um dos períodos mais turbulentos do século xx. Neste livro ela relata com impressionante clareza os horrores e as alegrias de uma vida adiada pelo Holocausto: das suas primeiras memórias e amigos de infância em Praga antes da guerra, à ocupação nazi que a enviou a ela e à sua família para o gueto judaico de Terezín, ao medo inimaginável da sua detenção em Auschwitz e Bergen-Belsen, e à vida depois da libertação. Dita escreve com rigor sobre as difíceis condições dos campos, sobre o seu papel como guardiã da mais pequena biblioteca do mundo e sobre o papel fundamental que os livros tiveram como escape da realidade. E vai além do Holocausto, apresentando a vida que reconstruiu depois da guerra: o seu casamento com o sobrevivente Otto B. Kraus, a nova vida em Israel e a maternidade.

Esta é a verdadeira história da bibliotecária de Auschwitz contada pela sua protagonista.




Na Saída de Emergência temos uma novidade muito interessante: Uma Viagem Difícil, uma história que apresenta de forma brilhante e com humor, temas muito difíceis (como o aborto) mas sem lhe tirar a seriedade.

Veronica tem 17 anos e é uma aluna excelente com um futuro promissor… até ter nas suas mãos um teste de gravidez com duas linhas cor‑de‑rosa. Com todos os seus planos a desmoronarem, equaciona algo impensável: fazer um aborto. Mas há um problema: a clínica mais próxima fica a 1500 quilómetros e Veronica não tem carro. Desesperada, recorre à única pessoa que sabe que não a vai julgar: Bailey Butler, a rebelde da escola e a sua ex‑melhor amiga. O plano é simples: catorze horas de viagem até à clínica, três horas para a intervenção e catorze horas de regresso. O que poderá correr mal? Tudo, se pensarmos em três dias de carros roubados, caçadeiras e ex‑namorados histéricos. Pior: a dor de uma amizade desfeita está demasiado presente e quando uma discussão leva a um brutal momento de verdade entre elas, Bailey abandona Veronica.

E então a jovem terá de arriscar tudo — a sua hipótese de fazer o aborto, as suas esperanças e sonhos para o futuro — para reparar a dor que causou. É que ela já percebeu que o caminho para a vida adulta é duro… mas bem mais fácil quando se tem uma amiga ao lado.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

"Flechas de Fúria" serie do Imperio nº2 de Antonhy Riches

 


Sinopse

A saga de um homem traído na arena política e que para sobreviver terá de vencer no campo de batalha.


A Batalha da Águia Perdida salvou a Muralha de Adriano, mas o novo governador da Britannia tem de travar a rebelião das tribos do norte ou arrisca-se a perder a sua província.
Para Marcus – agora simplesmente Centurião Corvus –, a campanha pode revelar-se duplamente perigosa. Os reforços chegaram à Britannia, e ele está rodeado de novos oficiais que não têm razões para o proteger da guarda pretoriana do imperador. A espada do inimigo pode ser tão fatal como uma palavra imprudente.
E os delatores estão muito mais próximo do que o centurião pode imaginar. E enquanto Marcus treina duas centúrias de arqueiros sírios para resistirem ao embate das forças bárbaras e depois passarem ao contra ataque, o prefeito da Segunda Coorte dos Tungros descobre o seu segredo. Agora, só um milagre poderá salvar Marcus e aqueles que o protegem de uma morte certa.

Opinião

Depois de ter adorado o primeiro volume parti com expetativas para a leitura deste livro e só veio confirmar que estamos na presença de um bom escritor de Romance Histórico, alias algo que a Editora publica com qualidade, diga-se. 

Não digo que esteja já a um nível de Bernard Cornwell, mas que está no bom caminho, seguramente.

Estamos na presença de um escritor que gosta de explicar bem os objetivos das legiões romanas, de como elas se organizam disciplinarmente, basear-se em factos verídicos, vemos que o escritor prepara bem o enredo e depois tem uma boa capacidade de "contar histórias", sem ser muito descritivo e com uma grande capacidade de descrever combates, que nos deixam a suspirar e se tiver que eliminar um personagem que gostamos, não tem problema de o fazer.

Depois as personagens são igualmente cativantes, em especial o Centurião Corvos, personagem central da serie e que tem que viver com um segredo que o pode levar à morte, mas também muitos outros personagens são interessantes e bem construídos. Gostei muito da introdução dos arqueiros e de como contribuíram para os combates.

Interessante ainda como a Politica vai enriquecendo o enredo, como mexe com as personagens, qual aranha a tecer a sua teia, deixando-nos a refletir quem está por detrás a mexer os cordelinhos, quais os motivos e como poderão afetar o nosso amigo Marcus Aquila.

Leitura recomendada em especial para quem goste de Romance Histórico e felizmente já tenho o terceiro volume, espero que sejam ainda publicados muitos mais, pois isto promete.




" A Vingança serve-se fria" livro 2 de Joe Abercrombie



Sinopse

Depois de ser traída, a mercenária mais temida do reino está em busca de vingança...


Enquanto os exércitos se defrontam em batalhas sangrentas, nos bastidores há poderes ocultos que jogam com o destino do reino.
Para Monza Murcatto, a guerra pode ser uma bela forma de fazer dinheiro. No entanto, agora que foi traída pelo seu duque e deixada à sua sorte, a mercenária mais temida de Styria está em busca de vingança. E os sete traidores devem morrer.
Nesta sua busca, Monza vai contar com os aliados mais improváveis. Os seus inimigos incluem mais de metade da nação, e isto antes de o homem mais perigoso do mundo ser encarregado de a procurar e de terminar o trabalho que o Duque Orso começou… Mas a vingança é um prato que se serve frio.

Opinião

Este livro é sem duvida mais uma prova de que para se escrever uma boa história não é necessário estar a escrever sagas, trilogias e por ai fora e não deixa de ser um livro repleto de ação, de acontecimentos sendo tudo escrito com imensa qualidade onde a escrita de Joe se distingue dos demais, tal a forma como é refinada. 

É verdade que ao lermos a sinopse do livro ficamos com uma ideia clara da base do que irá acontecer ao longo da leitura, mas a forma como os acontecimentos vão decorrendo é que nos deixam completamente rendidos.

Um livro negro, repleto de crueldade de ação, suspense que nos vai deixando curiosos com a missão seguinte que os nossos personagens terão que enfrentar, com personagens cativantes e bem desenvolvidas, muitos reais e que acabamos por simpatizar com os mesmos. A tudo isto acrescenta-se um enredo bem planeado numa escrita fina, com humor negro que nos deixa deliciados e claro bastante fluida.

Um livro que recomendo, de leitura obrigatória e faço votos que a SDE continue a publicar obras do escritor, pois serão, seguramente uma mais valia para a Coleção BANG!.