Sinopse:
A OBRA-PRIMA DE UM DOS GIGANTES DA LITERATURA UNIVERSAL
Guerra e Paz é o verdadeiro clássico da literatura universal. No início do século XIX, a Rússia é devastada pelos exércitos de Napoleão e as vidas de homens e mulheres cruzam-se num tecido narrativo deslumbrante. Tanto as vidas mais mundanas como os faustosos bailes, as tramas políticas ou as violentas campanhas bélicas do Czar Alexandre são trabalhadas com o realismo e limpidez que caracterizam o génio de Lev Tolstoi. Sempre presentes estão as desigualdades sociais e os caprichos de uma aristocracia vã e indiferente à miséria e ao sacrifício.
Esta é uma obra intemporal que condensa toda a condição humana, simultaneamente romance histórico, bélico e filosófico, e propõe acutilantes reflexões sobre os temas que nos movem e comovem: a vida, o sacrifício, a liberdade, a justiça, o amor e a honra.
Opinião:
Um romance aclamado, por muitos, como o melhor de sempre. Foi várias vezes publicado e com várias adaptações ao cinema, logo qualquer pessoa que tenha oportunidade deve lê-lo, embora admita que não é uma leitura fácil.
Devo dizer que este livro me deixa um pouco dividido, gostei muito da escrita, repleta de sarcasmo ao longo de toda a obra e que retrata de forma critica o período das invasões francesas, sendo que o resultado é um enredo muito bem desenvolvido sob esse aspeto. Pode-se mesmo dizer que estamos na presença de um dos melhores romances históricos que já li tal a forma bem descrita e detalhada que obra apresenta, isso foi do que mais me agradou.
Por outro lado considerei a obra demasiado descritiva, eu compreendo que é muito importante por vezes descrever-se devidamente uma personagem, um período do enredo para que possamos ter o devido enquadramento. Adoro isso, por exemplo, no escritor Dan Simmons, mas aqui achei demasiado excessivo. Por outro lado existem vários núcleos onde ação se passa, imensas personagens o que acaba por dificultar e muito o conseguirmos entrar na "história". Só mesmo a mais de meio do livro é que comecei a perceber melhor o enredo. Depois temos as personagens, não nos conseguem cativar, são pouco desenvolvidas e não chegamos a criar empatia com elas, mas ainda assim gostei de André, Peter e a família dos Rostov. Se a tudo isto juntarmos a pouca ação ao longo de toda a escrita, não o posso considerar como “um livro que me enche as medidas”.
Mas sem duvida que é uma obra notável, rica, complexa, onde é retratado uma visão social bastante bem conseguida e uma crítica à hipocrisia de valores e atitudes da classe mais alta da sociedade. Abrange imensas questões complexas, a nível social, moral, económicas e mesmo humanas, tornando a obra rica.
Tenho esperanças que o II volume desenvolva melhor o enredo, que as personagens se tornem mais complexas e que sintamos mais empatia por elas e claro que encontre mais ação, drama, emoção, romance, que acabe por ajudar a tornar a leitura mais compulsiva.