quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Ilha das Mil Fontes de Sarah Lark - Divulgação Marcador


Sinopse:

Ilha da Jamaica. Após a morte do seu primeiro amor, Nora, a filha de um comerciante londrino, une-se, através de um casamento por conveniência, a Elias, um viúvo proprietário de uma plantação de açúcar. Contudo, a vida nas Caraíbas não é como Nora sonhara. A partir do assalto noturno à plantação, Nora ver-se-á envolvida nos tumultos provocados pelos escravos rebeldes relacionados com a Avó Nanny, que também fora escrava. Nora perde tudo, exceto a vida e a esperança de encontrar de novo o amor e de decidir livremente sobre o seu futuro.

Fico muito contente em ver a editora apostar nesta escritora, estará disponível em outubro/2015 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bem-vindo Outono




Uma vez que "Guerra e Paz" do Tolstoi está a dar uma grande luta e ainda vai demorar aqui faço esta mensagem a desejar as boas vindas ao Outono, não é a minha estação favorita mas proporciona grandes momentos fotográficos :D 

Gostam desta estação ?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Novidades Editora Bizâncio



«Durante muito tempo acreditei que incarnava uma nação e que obrigava os poderosos deste mundo a ajoelharem-se perante mim (...)»

Uma personalidade tão terrível como Muammar Abu Minyar al-Gaddafi não poderia passar desapercebido a Yasmina Khadra que com este mergulho vertiginoso na mente de um tirano sanguinário e megalómano, nos traça o retrato universal de todos os ditadores depostos e desvenda os móbeis mais secretos da barbárie humana.


«Um livro pleno de força e beleza. A voz de um grande escritor.» 
Lire 

«O meu tio dizia-me: ‘Se uma mulher te amar, e se tiveres a presença de espírito para avaliar a extensão desse privilégio, nenhuma divindade te chegará aos calcanhares.’ Orão sustinha a respiração nessa Primavera de 1962. A guerra iniciava as suas derradeiras loucuras. Eu procurava Émilie. Tinha medo por ela. Tinha necessidade dela. Amava-a e regressava para lho provar. Sentia-me capaz de enfrentar furacões, trovões, todos os anátemas e as misérias do mundo inteiro.» 

Yasmina Khadra oferece-nos neste livro um grande romance da Argélia colonial (entre 1936 e 1962) — uma Argélia torrencial, apaixonada e dolorosa — e lança uma nova luz, numa escrita soberba e com a generosidade que se lhe reconhece, sobre a separação atroz de duas comunidades apaixonadas por um mesmo país.





Pela primeira vez, um grande romance arrasta o leitor para a aventura extraordinária da terceira religião monoteísta.
O nascimento do Islão começa por ser a história de uma mulher, Khadija. A primeira mulher do profeta, a mulher que o amava quando ele era apenas um jovem caravanista. 

Durante toda a sua vida, Muhammad ibn ‘Abdallâh (Maomé), apoiou-se em três figuras eternas da feminilidade: a mãe, a guerreira e 
a confidente. 
Sem a inteligência e coragem destas «mães dos crentes», assim são referidas no Corão, jamais o seu legado espiritual teria chegado até nós. 

Marek Halter homenageia o papel preponderante que as mulheres desempenharam na origem do Islão.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Herói das Eras - Saga Mistborn - Nascida nas Brumas de Brandon Sanderson




Sinopse:

QUEM É O HERÓI DAS ERAS?

Para pôr fim ao Império Final e restaurar a harmonia e a liberdade, Vin matou o Senhor Soberano. Mas, infelizmente, isso não significou que o equilíbrio fosse restituído às terras de Luthadel. A sombra simplesmente tomou outras formas, e a Humanidade parece amaldiçoada para sempre.

O poder divino escondido no mítico Poço da Ascensão foi libertado após Elend e Vin terem sido ludibriados. As correntes que aprisionavam essa força destrutiva foram quebradas e as brumas, agora mais do que nunca, envolvem o mundo, assassinando pessoas na escuridão. Cinzas caem constantemente do céu e terramotos brutais abalam o mundo. O espírito maléfico libertado infiltra-se subtilmente no exército do Imperador Elend e os seus oponentes. Cabe à alomante Vin e a Elend descobrir uma forma de o destruir e assim salvar o mundo. Que escolhas irão ser ambos forçados a tomar para sobreviver?

Opinião:

Este livro foi uma agradável surpresa, não estava à espera de gostar tanto, mais a mais depois de ter ficado um pouco desiludido com o livro anterior, mas neste volume o escritor volta a mostrar o porquê de ser um dos nomes mais consagrados da atual literatura fantástica.

Tudo me agradou no livro, em especial o enredo, onde de forma subtil o escritor foi sempre dando informações sobre acontecimentos passados para dar consistência ao universo criado, para além da escrita, mas essa já sabia que gostava e claro, as personagens, que embora não tenhamos conhecido muitas para além das já existentes, foram bem exploradas e bem desenvolvidas. Gostei imenso do crescimento de várias, mas a personagem Susto foi a que mais me surpreendeu.

Gostei muito de perceber melhor o que está em jogo, as pontas começam a ser atadas para oferecer-nos um grande final e adorei a "entidade maligna" que está por trás de tudo, aparece de forma subtil, mostrando ser muito inteligente, sabendo mexer bem os cordelinhos, mas prefiro não me alongar muito para não efetuar nenhum spoiler e claro, no próximo livro já comentarei melhor a trilogia como um todo.

Agora fico com a sensação é que, por mais guerras que possam existir, a forma de dar a volta à entidade maligna será sempre pela perspicácia, procurando nela uma falha, do que pela força e isso, claro, agrada-me.

Trata-se de um livro repleto de mistérios, jogos políticos com personagens muito astutas, que mexem com os nossos sentimentos, que nos deixa ansiosos por saber o que vem a seguir, logo torna esta trilogia mais do que recomendada para quem goste de fantasia e que apresenta um sistema de magia muito inovador e intrigante, para mim dos pontos mais altos dos livros.

Já agora, e como nota final, gosto da forma como o Sanderson deixa um resumo dos acontecimentos dos livros anteriores, sempre importante para que nos possamos enquadrar de imediato na leitura do livro.

Que venha depressa o final da trilogia, porque ela está ao rubro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sem regras de John Sandford



Sinopse:

O assassino era inteligente. Era membro da Ordem dos Advogados. Deduzia regras com base numa análise profissional de casos reais:Nunca mates alguém que conheces. Nunca tenhas um motivo. Nunca sigas um padrão identificável. Nunca andes com uma arma depois de ter sido usada. Cuidado para não deixares indícios físicos. Havia mais. Integrava-as num desafio. Era louco, claro…

Opinião:

Já tinha saudades de ler um policial e embora este livro não me tenha enchido as medidas, não deixou de ser uma leitura bem agradável, com suspense e mistério, um assassino inteligente que está sempre um passo à frente, mas como seria previsível mais cedo ou mais tarde será capturado.... será mesmo? Bem leiam não vos vou dizer algo tão importante. 

Nos policiais prefiro não conhecer o assassino, prefiro seguir a investigação de um detetive ou de uma equipa, as suas pesquisas e descobertas, as suspeitas que são lançadas sobre várias personagens, fazendo com que ao longo da leitura vamos tentando descobrir quem será que está por trás de tudo, ficamos mais desconfiados, empolgados e claro que curiosos.

Não é o caso deste livro, aqui sabemos quem é o assassino, acompanhamos os seus assassinatos, enquanto que paralelamente vamos seguindo a investigação que vai decorrendo para tentar sua a captura. Sendo diferente do habitual, não digo que não seja uma boa formula mas acaba por se tornar tudo um pouco mais previsível. Ainda assim gostei do desenvolvimento das personagens, quer as principais, embora não ache muito normal o policia / investigador principal andar de Porsche e ser mulherengo, bem como das secundárias.

Gostei do enredo e da forma como se chega ao final do livro e claro a escrita também nos cativa, deixa-nos sempre com vontade de ler mais e mais para tentar desvendar como tudo irá ser concluído, mas isso é o normal num bom policial.

Como negativo tenho que apontar a má revisão do livro, registei vários erros, que desconcentram um pouco a leitura e que não é nada normal encontrar num livro da Editora Marcador, mas pronto por norma é mais normal repararmos nestes erros do que escrever algo de positivo quando tudo está bem (na verdade a tradução/revisão é algo que está incluído no preço de um livro, mas também fica bem elogiar quando está bem feita).

Um livro que recomendo em especial de quem é adepto deste género literário, proporcionou-me uma boa leitura e acima de tudo deu para variar um pouco as minhas leituras.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Rainha Vermelha de Victoria Aveyard (divulgação SDE)



Sinopse:

A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena? 

O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados. 

Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate – uma rebelião dos Vermelhos – mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.


Viva,
Como sabem não sou muito de fazer divulgações, mas o meu coração vermelho (SLB) não resistiu a divulgar este livro, até porque me parece ser interessante, se tiver oportunidade vou ler.

Disponível a partir de 25/09/2015, caso queiram ler um excerto do livro podem ler aqui

O Médico de Córdova de Herbert Le Porrier



Sinopse:

Em Córdova, na Andaluzia, o turista ainda hoje pode ver o busto em bronze de uma personagem de rosto emaciado e olhar de águia: a inscrição diz-nos que se trata de Moisés Maimónides, médico judeu, nascido em 1135 nessa cidade, na época em que ela atingira o seu apogeu. Ali viviam em harmonia árabes, cristãos e judeus, oferecendo ao mundo um modelo nunca mais igualado de civilização e de tolerância. Aquele a quem os escolásticos cristãos dariam o nome de «Águia da Sinagoga» por ter tentado, antes de Tomás de Aquino, conciliar a Bíblia e Aristóteles, foi forçado ao exílio devido ao fanatismo dos novos conquistadores árabes. Expulso da Palestina pelos Cruzados, acabou os seus dias no Cairo, como médico e amigo do sultão Saladino, e também enquanto médico dos pobres. Morreu em 1204, tendo deixado uma obra filosófica e científica que iria brilhar ao longo dos séculos por todo o Ocidente. O Médico de Córdova é o romance da sua vida apaixonante.

Opinião:

Este foi um dos livros que comprei este ano na feira do livro de Lisboa e revelou-se uma boa aposta, aliás quem ler a sinopse fica já com uma boa ideia do que o livro tem para oferecer. Rico no enredo, acompanha o percurso de um dos grandes personagens do período de referência. 

Não é uma leitura fácil, pois a ausência de diálogos e algumas reflexões filosóficas torna o livro algo descritivo, o que obriga o leitor a estar muito concentrado para não perder o fio à meada. No entanto, todos estes elementos que à partida possam parecer mais desmotivadores são bastante importantes para um fiel retrato da época e claro que para o aprofundar das personagens, nomeadamente de Moisés Maimónides, um personagem cativante e muito evoluído para a época em que viveu.

O livro é escrito de uma forma auto-biográfica, onde acompanhamos as viagens de Moisés, a sua evolução enquanto pessoa e pensador, os conflitos políticos, sociais e religiosos da época.

Um livro que recomendo, em especial a quem é amante de um bom romance histórico, de quem se interesse por saber mais sobre a história da Península Ibérica.