domingo, 2 de agosto de 2015

Acácia - Vozes da Profecia de David Anthony Durham







No último livro desta saga épica têm lugar confrontos de poderes e energias inconcebíveis, personagens veem o seu destino cumprido e os desígnios para Acácia serão elevados até à glória redentora.

A Rainha Corinn restaurou a dinastia Akaran ao conseguir manipular a magia terrível sobre o mundo conhecido. O seu irmão mais novo, Dariel, prossegue na sua jornada pelas Outras Terras, tendo-se tornado num defensor da liberdade dos escravos. E Mena avança para norte liderando um exército para aniquilar uma ameaça latente a Acácia, o povo semi-imortal Auldek.
Com punho de ferro e hábeis estratégias políticas, a jovem Rainha reprime uma insurreição e impede a violência de se alastrar no reino… mas à noite é atormentada com sonhos horrendos. Resta-lhe manter a força de espírito para assegurar algo quase impossível: a prosperidade e união pacífica de todas as raças.Opinião:

Só de me lembrar que acompanhei a Coleção BANG! quase desde o inicio, que durante muito tempo chegava a comprar três livros por mês à editora, que a defendi com unhas e dentes, vi a sua ascensão e agora ver a forma como se mantêm, faz-me perder a esperança… Bem sei que sempre irá surgir um ou outro bom livro na coleção, mas sinceramente penso seriamente deixar de a acompanhar por uns tempos e dedicar-me a outro tido de publicações da Editora, pois ai acredito que a qualidade se mantêm, como é o caso do Romance Histórico.

Não me quero estar a repetir, mas custa-me tanto ver escritores com tanta qualidade ficarem para trás, como Dan Simmons, Robin Hobb, Scott Lynch e tantos outros e ver as recentes publicações como a Espada de Shannara de Terry Brooks (que este livro trás um excerto) ou mesmo Brandon Sanderson que até tinha esperanças que fosse uma grande aposta, mas já se sabe que não vai haver mais publicações! Sinceramente não entendo onde a editora quer chegar, mas pronto não vou cansar-me mais com a Coleção BANG! se surgir algo de interessante vou ler, pois sei que virá aí algo de bom a nível de FC do João Barreiros, de resto é partir para outra onda.

Quanto a este livro, que é a conclusão da saga mas que na verdade devia ser uma trilogia pois na sua versão original os livros são pequenos, não gostei como tudo termina, parece que temos um final cor-de-rosa, onde tudo acaba bem. Por outro lado não gostei como o escritor utiliza os elementos da fantasia, para mim completamente desnecessários e que em nada vem trazer mais valia ao enredo, pelo contrario, quando vi um personagem regressar dos mortos e ter um papel tão importante para a conclusão da saga.... Por vezes coloca-se a questão de qual prefiro, se Tolkien se George Martin e para mim George Martin será sempre a minha escolha pelo facto da sua escrita ser mais fluída mas acima de tudo por saber utilizar bem os poucos elementos de fantasia, ser um universo mais real, isto não quer dizer que não reconheça a qualidade no universo de Tolkien, este cativa, fascina-nos deixa-nos maravilhados, mas David A. Durham não.

Não digo que no universo de Acácia não existam coisas boas, a escrita é fluída, as personagens principais até são bem desenvolvidas e acabamos por simpatizar com elas, apresenta-nos situações bem interessantes neste universo a nível de enredo, gostei do contributo dos personagens da Liga para a história, mas a forma como a saga foi concluída e a utilização de elementos fantásticos fez com que ficasse muito desanimado, mesmo reconhecendo que até me chegou a cativar e empolgar a determinados momentos.

Podia dizer mais uma ou outra coisa negativa, como por exemplo os últimos livros terem demorado a ser publicados e dificultar a entrada no enredo pois acompanhamos vários núcleos e com várias personagens em diversos locais, mas fico por aqui.

Acredito que esta saga tenha sido concluída apenas por questões contratuais, estranho como é possível por exemplo o universo de Duna do escritor Frank Herbert, muito mais rico e com muito mais qualidade, ter ficado apenas pelo 2 volume faltando apenas publicar mais um ( prometido pela editora aos seus leitores), posso até compreender que a trilogia estava a dar imenso prejuízo mas e nós leitores ? Alguém me devolve o dinheiro entretanto investido ? Lá está são as tais questões que sinceramente já me cansam e me fazem virar para outro tipo de leituras.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fuzeta 2015








Ois,

Bem isto não tem andado muito fácil, mas tal como prometido aqui partilho umas fotos da minha ida de férias para a Fuzeta, perto de Tavira, no Algarve. Um local que cada vez me cativa mais e tudo farei para poder ir todos os anos. 

Nas minhas habituais caminhadas até vi um pequeno tubarão, foi um belo momento, mas houve tantos outros :).

Espero que gostem, desejo a todos uma excelentes férias, para quem está a entrar e desde já as minhas desculpas por andar um pouco desaparecido dos vossos blogues, a ver se consigo recuperar.

PS: Amiga Caminhante, sei que vais para este local, desejo-te umas excelentes férias, que corra tudo pelo melhor ;)

sábado, 25 de julho de 2015

República de Ladrões de Scott Lynch

É impossível falar de Locke Lamora sem falar do seu criador, Scott Lynch. Apesar do seu trabalho ser pouco valorizado no nosso país, aqueles que realmente leram e se encantaram pelo mundo de Lamora e companhia tornaram-se fãs acérrimos do autor. Como escritor (ou aspirante a tal), revejo-me imenso na maneira de escrever de Scott e em oito meses li três livros da sua saga. Perdoem-me aqueles que detestam Dan Brown e adoram as peripécias de Locke Lamora, mas para mim, Scott Lynch é o Dan Brown do fantástico. República de Ladrões é o terceiro da série The Gentleman Bastards e como é seu apanágio, não faltam truques, roubos e engodos naquela que é a ambiciosa aventura de um jovem ladrão, com tanto de louco como de exuberante.

O segundo volume deixou os leitores apreensivos em relação ao futuro do personagem principal. Locke foi envenenado e tudo parece correr mal para o nosso príncipe das tramóias, mas mesmo num cenário tão realista como é este mundo sem nome, algo de mágico há de surgir para salvar a vida ao herói. O que mais me fascina neste mundo fantástico (para além da escrita deliciosa do autor e do humor ácido sempre presente) é a sua aura renascentista, com toques de steampunk que fazem este mundo poder pertencer a um espaço temporal do passado ou futuro, ou até localizar-se num outro planeta. Recordo que o mundo de Lynch foi concebido por extraterrestres (os Ancestres), que certo dia resolveram abandoná-lo, por alguma razão desconhecida, deixando como herança todo aquele vasto leque de ilhas e cidades costeiras com os seus múltiplos dialetos, para além de construções idílicas de uma matéria robusta (presume-se ser uma espécie de vidro) chamado vidrantigo.





SINOPSE:


Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com o seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista para curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Cavalheiros Bastardos recebem uma oferta de seus arqui-rivais, os Magos-Servidores. As eleições do conselho dos magos aproximam-se e as fações precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado do seu corpo com o uso de magia – mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer. Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabetha Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar no seu coração. Novamente numa disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa decidir-se entre enfrentar Sabetha ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão. 


OPINIÃO:


O segundo volume, apesar de cenas incríveis como as do casino e de personagens memoráveis como Requin, Maxilan Stragos e Ezri Delmastro, desiludiu-me em alguns aspetos. A descrição da vida no mar foi morosa e Locke pareceu perder algum brilho. De qualquer forma, continuei atraído pela escrita de Scott Lynch e pela audácia dos seus personagens, e foi com saudades do Locke Lamora do primeiro livro que peguei no terceiro volume. E não é que o reencontrei? Todo o ambiente renascentista regressa neste volume, e somos convidados a entrar no lado mais esotérico deste mundo fictício. Em Lashane, Locke Lamora e Jean Tannen são convidados pelos maquiavélicos magos-servidores a ter participação nas eleições de Kartane. Por outras palavras, são obrigados a usar de toda a sua ardileza e perspicácia para manobrar as votações entre os dois principais partidos políticos da cidade-estado. É um livro com grande carga política, que testa aos limites a capacidade de estratégia e improviso de Locke, e também do seu grande rival. Rival este que, como a própria sinopse revela (um grande spoiler, portanto), trata-se de Sabetha, o grande amor da vida de Locke Lamora. Ela é linda, esperta e audaz, e a relação de Locke e Sabetha é de uma verdadeira guerra de amor-ódio até ao fim, mais uma batalha contra os seus próprios sentimentos do que pelas suas cores políticas. Identifiquei-me imenso com a relação dos dois e posso dizer que o modo que Locke tem de encarar a vida ajudou-me também a encarar a minha situação pessoal. Revi-me a 100% no personagem e isso ajuda a que eu ache este livro brilhante. Não gostei tanto da verdadeira identidade e nome do Locke, nem da decisão final (algo abrupta) dos magos, descaracterizando um pouco a imagem que tinha de Kartane. Os interlúdios, principalmente o passado dos Cavalheiros Bastardos em Espara, também me desagradaram; cortando essa parte o livro seria perfeito. Ainda assim, este é dos melhores livros que eu já li na vida. E o epílogo... Ah, o epílogo foi um bónus extra. Lembram-se do temível mago-servidor, o Falcoeiro? Bem, ele está de regresso. :D

Podes ver as opiniões ao primeiro livro da saga aqui, e ao segundo aqui.

Nuno Ferreira

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Que esperam os macacos de Yasmina Kadra



Sinopse:

Uma jovem estudante é encontrada assassinada na floresta de Baïnem, perto de Argel. Uma mulher, Nora Bilal, é encarregada de conduzir a investigação, longe de pensar que a sua rectidão é um perigo mortal num país entregue aos tubarões de águas turvas.

Que Esperam os Macacos é uma viagem pela Argélia de hoje onde o Mal e o Bem se sentem constrangidos no meio dos malefícios naturais dos homens.

 

Opinião:

Mais um excelente livro de Yasmina Kadra que acabou por me surpreender verdadeiramente pela positiva, pois tudo o que gosto neste escritor está aqui bem desenvolvido, quer a nível de personagens, do enredo, que nos pode induzir que estamos na presença de um policial (mas para mim acaba muito mais por ser um romance histórico tal a forma como o escritor nos dá a conhecer o universo de Argel) e claro com a sua habitual qualidade de escrita, com toques de crueldade, drama e mesmo alguma violência.

É Impressionante como com poucas páginas o escritor consegue retratar a sociedade de forma tão boa e paralelamente desenvolver as personagens, tornando-as ricas e complexas. No fundo provando que não é necessário escrever sagas e trilogias para termos um bom livro.

Na minha opinião e tendo em conta o que já li do autor, não é o seu melhor livro, mas acabou por me surpreender agradavelmente. Apresenta um final arrebatador que não esperava e, aqui temos mais um escritor que não tem problemas em "eliminar" personagens principais. Não é para todos!!

Yasmina Kadra será seguramente o escritor que mais gostei de conhecer este ano, caminha a passos largos para se tornar um dos meus escritores favoritos.

Um livro e, acima de tudo, um escritor que só posso recomendar, não deixem passar pérolas destas ao lado, pois já não se publicam muitos livros com esta qualidade.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Samarcanda de Amin Maalouf


Sinopse:

Numa época de obscurantismo e fanatismo religioso. Omar Khayyam, o grande livre-pensador do Oriente, foi capaz de oferecer ao mundo uma mensagem hedonística e heterodoxa.

Este poeta, filósofo, astrónomo e matemático persa do século XI deixou escrita uma colecção de poemas, os célebres Robaiyat, nos quais aflora o mais refinado da perdida civilização persa. Seguindo esse manuscrito durante quase um milénio. Maalouf Introduz-nos na apaixonante história da Pérsia através de um espectacular fresco em que a cidade de Samarcanda se destaca como protagonista.

Opinião:

Mais uma grande leitura proporcionada pela editora Marcador sendo um livro que me passaria completamente ao lado se não fosse a malta amiga elogiar o livro quando o divulguei aqui no blog. Começa a ser muito difícil escolher o melhor livro lido este ano, da editora e mesmo o melhor livro do ano pois tenho tido a sorte de ler bons livros, facto para o qual contribuiu ter alargado as minhas parcerias aqui no blog, sem dúvida.

“Samarcanda” é um livro muito completo, com personagens riquíssimas e bem desenvolvidas, uma escrita que se por vezes possa parecer um pouco descritiva, acaba por se tornar necessária para desenvolver quer as personagens quer a informação sobre o enredo. Uma das mais valias do livro é mesmo a descrição do mundo muçulmano, feito de forma muito boa acabando por ser muito enriquecedor. Estamos na presença de um excelente Romance Histórico.

A história está dividida em duas partes sendo o narrador o mesmo, Benjamin Omar Lesage. A primeira parte refere-se à vida de Omar Khayyam, um sábio persa, poeta e astrónomo. Viveu no século XI e foi um revolucionário de ideias e foi ele que escreveu o famoso Manuscrito de Samarcanda. Nesta parte conhecemos as suas aventuras pela Pérsia e através dele conhecemos outras personagens muito boas, sendo as minhas preferidas Hassan Sabbah (fundador da seita dos Assassinos) e Djahane, a mulher de Omar. A segunda parte do livro fala do próprio Benjamin O. Lesage e a sua busca incessante pelo Manuscrito de Samarcanda há muito desaparecido e situa-se no século XIX.

Completamente rendido á escrita do autor e caso tenha oportunidade de ler mais livros do escritor seguramente que não vou perder a oportunidade, uma grande surpresa sem dúvida.

Altamente recomendado

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Férias!




Ois,

Só para informar que a partir amanha e por 15 dias estarei de férias por Dorne (Algarve - Ilha da Fuzeta) sem acesso a net, logo não estranhem a minha ausência.

Tempo para aproveitar o bom clima, as boas águas, a companhia ehehe e claro as belas praias, tal como a Fuzeta, Ilha de Tavira, Praia do Barril, Manta Rota, Monte Gordo e por ai fora, depois partilho uma ou outra foto :D

Pela experiência que tenho não devo conseguir ler, ainda assim vou levar a minha atual leitura e um livro do Yasmina Khadra.

Divirtam-se e que corra tudo bem, para eles abraços e para elas beijinhos :D

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Novidades Bizâncio para julho




Eleito pela Royal Society of London o Melhor Livro de Ciência de 2014


Tudo é feito de alguma coisa...


Desde os objectos quotidianos que temos em casa até aos mais extraordinários materiais novos que irão dar forma ao nosso futuro, A Vida Secreta dos Materiais revela os milagres da arte, do design, da engenharia e da criatividade que nos rodeiam no dia-a-dia.



«Maravilhoso. Miodownik escreve tão bem que até faz brilhar o betão.»
Financial Times

«Fascinante. Uma visão actualizada das maravilhas do tecido que suporta as nossas vidas.»
Guardian





Keith Mabbut era escritor. Disso estava absolutamente certo.


Embora tivesse construído uma carreira baseada na palavra escrita, chegara aos cinquenta e seis anos sem nada que se assemelhasse ao sucesso dos seus grandes heróis literários. Consolidara a opinião de que o melhor da sua obra ainda estava para vir. E, da forma que ele menos esperava, assim foi...

Quando uma proposta de trabalho inesperada – escrever a biografia de Hamish Melville, um activista herói de causas humanitárias – o leva à Índia, Keith começa a questionar-se sobre o que é a verdade e em quem pode de facto confiar.

«Verdade e Consequência é uma bela história, belissimamente contada... um thriller que nos mantém em permanente suspense, com um tema verdadeiramente relevante»
Spectator



Em Fevereiro de 1943 a maré da guerra mudou quando os alemães se renderam em Estalinegrado. Em Maio de 1945 os soldados soviéticos tinham atravessado a Europa de Leste e atacaram Berlim para pôr fim ao regime de Hitler.


Guerra Total é uma história poderosa sobre uma das fases mais cruciais da Segunda Guerra Mundial. Michael Jones recorre a relatos sinceros de testemunhas presenciais, a documentos pessoais tanto de fontes alemãs como russas, e traz-nos a história humana por detrás da libertação da Europa.

«Um livro soberbo e um verdadeiro contributo para a compreensão de uma guerra que se caracterizou por um sofrimento inimaginável.»

BBC History Magazine